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Blogue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

Blogue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

As leis económicas não são leis naturais. Porém, por ambas, morremos, indistintamente.

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As regras económicas são arbitrárias, criadas por nós, podendo ser recriadas a nosso "belo prazer". As naturais, não. Estas últimas são objectivas, não dependendo, o seu curso, da vontade do Homem. Assim é claramente mais fácil mudar as primeiras, basta, para tal, haver vontade. A economia, mais a ideia de Valor, não passa, na esmagadora maioria de casos, de símbolos, de simbologia (associamos a algo, sem importância real, vital, um valor imaginário - ex: Ouro, moeda). A natureza, não.

Contudo julgamos naturais as leis económicas, morrendo, idiotas, por ambas, vítimas, indistintas, de um Covid-19, real, existente, quer de um conceito "fabricado" pelas nossas "cabeças", como a inflação. 

Os equilíbrios existem em resultado de velhos desequilíbrios.

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O primeiro humano formulou, em primeiro lugar, o fim da sua vida e só depois o fim do mundo. E rala-se com este, porque se importa com aquele. Houvesse fim do mundo, sem fim da vida, e não haveria grande estrondo.

Os equilíbrios existem em resultado de velhos desequilíbrios. O que é "chato" é se como pagamento do novo desequilíbrio é-nos exigido um horizontal e permanente equilíbrio.

Essa visão do desaparecimento dos "ursos polares", explicada e aceite como uma fatalidade das dinâmicas ctónicas (do Progresso da História) é estulta pois, recorrendo-me da mesma lógica, poderia aplicá-la a temas mais sérios como a destruição, a doença, a morte e o sofrimento, velhos nossos conhecidos, inerentes à história da nossa vida. A questão é, se o que existe, e existiu naturalmente, é justificação para que continue a existir (onde estaríamos se nisso acreditassemos?). A questão é, também, se devemos avaliar o que é ou não moral pelo crivo do que é ou não natural.

Associar o fim da glaciação, na Europa, ao surgimento da nossa civilização, revela certa ignorância. A nossa teve berço em África, mais concretamente no Egipto (nesses tempos da Europa gelada, noutras paragens subia a erva e o Nilo e o disco solar), espalhando-se depois para a Grécia, ao mesmo tempo que noutras partes, outras culturas verdejavam (Índia e China). Ressalvo a Civilização do Indo de onde provêm a maioria dos idiomas falados na Europa - talvez só o basco não pertença à língua indo europeia.

Não poderemos defender as duas coisas? Tomar como fantástica a natureza, por desejarmos que fantástica seja a nossa vida (altruísmo egoísta, mas com efeitos globais positivos)?

Pois, claro, profetas do Apocalipse sempre existiram, tal como os Crentes que põem na Ciência ou na Natureza o que antigamente se punha num deus. O problema nasce quando os primeiros acertam. E problema maior é quando acertam num daqueles Cisnes Negros (ex: Covid-19).

Sobre a adaptação de Darwin, ela não é infinita, daí a extinção das espécies. Do ponto de vista da história da Terra, do Cosmos, o desaparecimento dos humanos é despiciente. Mas do meu ponto de vista, não há assunto que me diga mais. Afinal, sou humano, e nunca me deu para brincar aos deuses. Fui mais de polícias...e ladrões.

A questão não deverá ser evitar a inevitabilidade das mudanças climáticas mas, sim, a mitigação dos seus efeitos. E nesta entra também uma filosofia de vida, ocidental, desligada dos arredores (noutras paragens existem outras formas de pensar, que fazem da integração, preocupação prima), que tomou como sua algo de muito Maior. A Terra, a Vida, e a morte de outros, de todos.

Hoje esforçamo-nos para "não morrer". Amanhã faremos contas para viver.

Maurits-Cornelius-Escher-escadas-relativity-ilusao

Ontem, a descer a rua, um casal que discutia só ter dinheiro até terça feira. Do homem ouvi-lhe a possibilidade de ficarem sem contador da luz. Da mulher ouvi-lhe um sonoro, "Foda-se". Do outro, a subi - la, uma mulher carregada de compras, de máscara e luvas. O nada ao lado de tudo. 

Julgo que mais uma vez iremos ver as assimetrias sociais da crise económica consequente desta crise sanitária. Entre quem trabalha para o Estado e quem é do Privado.

Portugal para além de uma população muito envelhecida, tem um tecido empresarial muito frágil, porque constituído, em grande parte, por micro - pequenas - médias empresas, e sobre-endividado.

Onde irá buscar o Estado o dinheiro para um estado de emergência sem fim à vista? 

Comprem água, meus Senhores, e deixem o Papel.

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José Maria Barbosa du Bocage

A Água

"Meus senhores eu sou a água
que lava a cara, que lava os olhos
que lava a rata e os entrefolhos
que lava a nabiça e os agriões
que lava a piça e os colhões
que lava as damas e o que está vago
pois lava as mamas e por onde cago.

Meus senhores aqui está a água
que rega a salsa e o rabanete
que lava a língua a quem faz minete
que lava o chibo mesmo da raspa
tira o cheiro a bacalhau rasca
que bebe o homem, que bebe o cão
que lava a cona e o berbigão.

Meus senhores aqui está a água
que lava os olhos e os grelinhos
que lava a cona e os paninhos
que lava o sangue das grandes lutas
que lava sérias e lava putas
apaga o lume e o borralho
e que lava as guelras ao caralho

Meus senhores aqui está a água
que rega rosas e manjericos
que lava o bidé, que lava penicos
tira mau cheiro das algibeiras
dá de beber às fressureiras
lava a tromba a qualquer fantoche e
lava a boca depois de um broche".

Alice In Chains - Would?

Know me broken by my master
Teach thee on child of love hereafter

Into the flood again
Same old trip it was back then
So I made a big mistake
Try to see it once my way

Drifting body it's sole desertion
Flying not yet quite the notion

Into the flood again
Same old trip it was back then
So I made a big mistake
Try to see it once my way

Heróis da minha adolescência

Letra da música, genial, "Senda" , dos Heroes del Silencio:

He de encontrar

Una senda que me lleve a un lugar

Y no me siento capaz de iniciar

Nueva vida sin más

Quisiera emprender

La aventura que no me haga volver

Dejar de una vez

Lo que yo mismo no puedo entender

Por una vez

Lo que siempre soñé hacer,

Prometerme

Construir una senda

Por una vez

Lo que siempre soñé hacer,

Prometerme

Construir una senda

Que pueda recorrer

Detrás de un disfraz

Tartamundo ante la adversidad

Con un hilillo de voz

Se va la poca razón

Que nos permite tu escaso valor

Y he de cruzar

Dar el paso hacia una vida anterior

Si hay destellos de magia

Entre los besos de la traición

Por una vez

Lo que siempre soñé hacer,

Prometerme

Construir una senda

Por una vez

Lo que siempre soñé hacer,

Prometerme

Construir una senda que pueda recorrer

"Think for yourself you know what you need in this life"

Think for yourself you know what you need in this life

See for yourself and feel your soul come alive tonight

Here in the moment we share, trembling between the worlds we stare

Out at starlight enshrined, veiled like diamonds in...

...Time can be the answer, take a chance, lose it all

It's a simple mistake to make to create love and to fall

So rise and be your master you don't need to be a slave

Of memory ensnared in a web, in a cage

I have found my way to fly free from the constraints of time

I have soared through the sky seen life far below in mind

Breathed in truth, love, serene, sailed on OCEANS OF BELIEF

Searched and found life inside, we're not just a moment in time...

...Can be the answer, take a chance lose it all

It's a simple mistake to make to create love and to fall

So rise and be your master you don't need to be a slave

Of memory ensnared in a web, in a cage

Um "Virus Hunter " a discorrer sobre o COVID-19 (vale mesmo a pena ouvir)

Podem, se quiserem, ouvir, de imediato, a sua opinião sobre os planos de contenção, e medidas preventivas individuais, a partir do minuto 7:50.

Livro recomendado :

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Review

"Michael Osterholm is one of the best epidemiologists -- hunters of infectious diseases -- of our time. When Osterholm tells us that the potential for global pandemics is a life-or-death issue for every person on the planet, we need to listen. Deadliest Enemy is a powerful and necessary book that looks at the threat of emerging diseases with clarity and realism, and offers us not just fear but plans."― Richard Preston, author of The Hot Zone and The Demon in the Freezer

 

"This book will change the way you think. It is clear, well written, and has a narrative drive provided by a subtext worthy of Stephen King. It is also based on solid science--in fact, I wish the science weren't so solid, so I could dismiss its conclusions. If enough people--or the right people--read it, it will do what few books can do: it will save many, many lives."

― John M. Barry, author of The Great Influenza: The Story of the Deadliest Pandemic in History and Rising Tide: The Great Mississippi Flood of 1927 and How It Changed America

 

"Osterholm and Olshaker calmly show us that Mother Nature is the 'greatest bioterrorist of them all.' Marshaling solid scientific evidence, they question why we have spent billions on the 'war on terror' and virtually nothing for an inevitable calamity that will kill millions. This stunning book is a clarion call to mount a Manhattan Project 2.0 that would prepare for the coming global pandemic. Someone should listen."― Kai Bird, Pulitzer Prize-winning historian and coauthor of American Prometheus: The Triumph and Tragedy of J. Robert Oppenheimer

 

"As a former governor responsible for the welfare and health of my state, and a former United States Senator concerned with national security, I applaud Deadliest Enemy as a chilling and important wakeup call. Not only is it a fascinating human story and medical detective drama, it lays out the great public health challenges facing humanity and the actions that need to be initiated or enhanced to avert their life or death consequences."― Bob Graham, former Governor of Florida, U.S. Senator and Chairman of the Senate Intelligence Committee

 

"Dr. Michael Osterholm is 'the Paul Revere of the Germ War.' To those of us who have peered over the horizon and seen the enemy, his work is heroic and critical. So I am extremely gratified that he and Mark Olshaker are now sharing that vital knowledge and insight in their compelling new book, Deadliest Enemy."― Michael Leavitt, former Governor of Utah, Administrator of the Environmental Protection Agency and Secretary of Health and Human Services

 

About the Author

Dr. Michael Osterholm is Regents Professor, McKnight Presidential Endowed Chair in Public Health, and the founding director of the Center for Infectious Disease Research and Policy (CIDRAP) at the University of Minnesota. An internationally renowned epidemiologist, he has been at the forefront of public health preparedness, has led many outbreak investigations of international importance, and advises world leaders on the ever-growing list of microbial threats.

 

https://www.amazon.com/Deadliest-Enemy-Against-Killer-Germs/dp/0316343692

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