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Blogue de Alterne

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Outubro 18, 2019

Vorph Valknut

 

Quanto deste Presente é uma Espera sobre um Passado sem futuro?

(Enrola-se-me o pensamento, como o cobertor) . 

 

Monotony Fields, do grupo Shape of Despair (Origem: Finlândia. Género: Funeral Doom Metal ou, seja, Metal Paliativo. Ouvida, hoje, num número em que me esqueci).

 

Tradução livre :

 

Campos de Monotonia. 

 

Derrubado, pelo abandono da vontade, 

Jazo, no chão, em vazio perpétuo. 

Atrás de uma voz, 

De memórias, passadas. 

Entre momentos de lembranças, 

Sentidas, mas nunca encontradas. 

Tudo perdi

Em Campos de Monotonia. 

Dobrando - me neles, em profundidade, 

Levado pela corrente do pensamento, 

Vogando em pálidas miragens, 

 Que me vincam, demente. 

Como tudo poderia ter sido diferente 

Sem este peso do agora, 

Do seu sabor a nada. 

Da vida derrubada 

Que me trouxe até aqui, 

Da distância inalcançável, 

À cinzenta indiferença. 

São vastos estes Campos de Monotonia. 

 

 

 

 

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Outubro 10, 2019

Vorph Valknut

 

A linguagem traduzindo conhecimento, e sendo o Conhecimento um elemento de Poder, a sua complexidade pode não traduzir, obrigatoriamente, uma complexidade de conhecimento, mas apenas uma tentativa, uma técnica, uma táctica, para limitar o acesso da gente que não sabe, ao saber.

 

De onde virão as regras idiomáticas, enigmáticas, se a palavra não existe? A palavra nasceu como um fato do facto, tendo, ironicamente, na sua subjectividade, amadurecido, pela decomposição da objectividade do real. E mascarando- o, complexificando-se, esconde cada vez mais o que pretendia revelar.

E se a evolução da língua tivesse como factor selectivo, a mentira, a ocultação da verdade? Falaríamos "melhor" , mais elaboradamente, com o propósito, único, de convencer, doutrinar, mentir. O uso da linguagem seria mais um, de tantos instrumentos políticos (ao serviço do Poder) e não o veículo, inicial, da verdade, do conhecimento natural, objectivo.

Complexificar para baralhar, para humilhar, para estratificar, criando novas pirâmides de saber ("não se escreve assim, mas assado!!" - eis o Linguista, o Filólogo, que a si e assim arranja o seu lugar, numa importância de nadas ).

Falam-nos de ablativos absolutos?! Ai, como eu gostava que a linguagem fosse apenas fraternização e não trabalho pesado. Mas que esperar, se até do nada vemos o infinito?
Desconfio que as ciências da língua, mais esse português ensinado, nas Escolas, tomem com mais precisão o formalismo da letra , a regra oca do significado , do que a forma correcta de escrever o pensado. Acabamos os anos de escola sempre na dúvida como bem escrever ou falar e em dívida com o bem pensar. Fá-lo-ão de propósito esses Ocultistas da Língua?

Ao mesmo tempo que nos ensinam, magistralmente, a escrever o pensamento, fazem-nos esquecer, silenciosamente, a pensar. Eis a Escola.


Terei escrito bem? Ou pensado melhor?

 

 

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Setembro 08, 2019

Vorph Valknut

 

Quando penso sobre a libertação do Homem, do Trabalho, faço-o metaforicamente. Trabalhar é transformar, mas pensar, entender, é também transformar, o que existe dentro e o que existe fora. Por isso Pensar é Trabalhar.

Quando falo em usar a tecnologia para substituir o Homem, sigo o raciocínio inicial, aquando da invenção da primeira máquina a vapor. Tornar menos pesada a vida. Tornar menos presente a necessidade. Tornar o Homem mais Livre (da Necessidade) . É nisto que consiste a ciência. É nisso que ela se justifica.

Quando falo na substituição do Homem, pela máquina, vinco também a eficiência superior da máquina na execução de um trabalho e como isso se traduz numa poupança de recursos (materiais, intelectuais, espirituais) . Recursos que poderiam ser usados para outros fins, ou apenas não gastos.

Claro que as hierarquias nunca desaparecerão, apenas mudariam. Mas julgo que seria preferível ter como exemplo o pai, que usa o seu tempo com a família, do que aquele que, em nome da família, o gasta, e se agasta, longe dela.

Quanto aos interesses cósmicos, metafísicos, quanto às grandes questões da vida, desdenhadas por esta pragmática sociedade, habituada, ensinada sob o Altar do Trabalho, talvez se houvesse mais tempo, e menos preocupação com as coisas comezinhas da vida, houvesse mais atenção, na Escola, e nos pais, em formar Pensadores e não trabalhadores. Lembrando-me de Einstein, a Sabedoria é o que fica depois de esquecermos o aprendido na Escola.

Como pode haver Progresso, se as preocupações, de hoje, são as mesmas do que no passado? No fundo, apenas comer, quando não um esquecer.

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