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Blogue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

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Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

...

"Lord teach me

That I must have an end,

And my life has a purpose,

and I must accept this.

Behold, my days are

as a handbreadth before Thee,

and my life is as nothing before Thee.

Alas, as nothing are all men,

but so sure the living.

They are therefore like a shadow,

and go about vainly in disquiet;

they collect riches, and do not know

who will receive them.

Now, Lord, how can I console myself?

My hope is in Thee.

The righteous souls are in God's hand and no torment shall stir them".

_________

"Herr, lehre doch mich,
daß ein Ende mit mir haben muß,
und mein Leben ein Ziel hat,
und ich davon muß.

Siehe, meine Tage sind
einer Hand breit vor dir,
und mein Leben ist wie nichts vor dir.
Ach wie gar nichts sind alle Menschen,
die doch so sicher leben.

Sie gehen daher wie ein Schemen,
und machen ihnen viel vergebliche Unruhe;
sie sammeln und wissen nicht
wer es kriegen wird.
Nun Herr, wess soll ich mich trösten?
Ich hoffe auf dich.

Der Gerechten Seelen sind in Gottes Hand und keine Qual rühret sie an"

 

 

A Natureza Humana é a Psicose.

(Psicose é uma perturbação da mente que causa dificuldades em determinar o que é ou não real) 

 

razão do Homem é uma artimanha, do natural, que empresta certa lógica ao seu apetite irracional. Para melhor a compreendermos usemos este exemplo: O animal bebe do charco, nós do copo. Um copo que serve mais disfarce, do que água.

Falo na nossa capacidade de inventarmos significados, símbolos, et cetera, que têm como propósito não a representação, o conhecimento objectivo do real, mas sim o divórcio entre este e nós. A cultura, em sentido lato, mais do que a ciência, foi/é uma invenção, nossa, que teve, e tem, como objectivo um desligamento do real, do natural (ex: o Bem Moral sempre difícil, doloroso porque inatural - não matar o inimigo, controlo dos instintos, sacrifício). Os sistemas filosóficos transcendentais, onde incluo a religião, "inventaram" , para nós, naturezas diferentes da nossa própria natureza. Daí talvez o número crescente de Psicopatias (guiamo-nos por condutas morais/comportamentais inadequadas à nossa biologia). A propósito, Sapolsky fala, no seu mais recente livro, repetidamente disso.

Racionalizamos, a posteriori, comportamentos que são independentes da nossa vontade, fingindo, na maior parte das vezes, um controlo, que não temos, nas escolhas que fazemos. Somos até capazes de transformar um meio, para obter um fim, num fim, em si mesmo - ex: o acto sexual como meio para a criação (fim), passou, com a evolução cultural/científica, a ser outro fim. Já para não falar na Arte, que deixou, mais concretamente, a pintura, no final século XIX, início do XX, de imitar o objecto, pondo de lado os sentidos humanos. Transcorrido pouco tempo perdeu-se num subjectivismo sem sentido. 

Daí a "metáfora do copo". Os "copos" representam todas as criações que permitem reforçar a fronteira entre nós, "pessoas humanas" , do "macaco mal acabado", que somos.

Se é bem verdade que a maioria tem fé na evolução biológica das espécies, crê também, bem lá no fundo, que devemos mais ao pó das estrelas, do que ao percurso evolutivo. Assim, ao mesmo tempo que deixamos a Biologia para os macacos, usamos a Arte para as nossas "macaquices".

 

PS:  Burilei este texto, após uma conversa amigável, mas, com o retoque, os comentários desapareceram. Peço desculpa. 

...

Conto-me ao olhar em cada lanço do mar e no debrum azul imagino serem verdadeiras as minhas fantasias.

A gravidade da vida achei-a nas falésias despidas pelas marés vazias. Do fundo trouxe os desejos partidos em garrafas. As certezas fi-las de areia. 

Não me tendo dado conta do caminho, nunca passei senão por salas de espera, no rasto dos dias. 

 

Phrov Tunklav, 1920.

 

 

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