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Blogue de Alterne

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Outubro 08, 2019

Vorph Valknut

 

Brutal interpretação de Joaquin Phoenix. O filme retrata, como as circunstâncias económicas e sociais podem tornar pessoas normais, em "monstros".

Há uma crítica, bem presente, ao sistema político e económico actual , em que uns têm tudo e muitos têm pouco mais que sonhos. Uns mornos, cheios de nadas . Outros de vingança (sobre aqueles que afirmam ser a miséria culpa dos miseráveis).

Gostei mais da componente psicológica do filme, do percurso normal, de um indivíduo, em direcção à loucura, do que da outra, política .

Outro aspecto interessante, do filme, é como a violência pode surgir de um desejo esmagador de fazer o Bem. Assim dos mais justos, sairiam (saem) os mais violentos (o que é a justiça senão o uso da violência em nome do Bem?).

(Um aparte :Claro que em determinados casos os fins justificam os meios - nunca devemos matar, excepto em nome da paz (parodoxal). O Bem e o Mal como dependentes do contexto) .

Há no final um certo desconforto, no espectador, ao perceber que todos nós, sobre determinadas circunstâncias poderíamos ser o Joker , e por isso, por ele, acabamos por sentir certa empatia, compaixão pelo vilão.

Pergunto-me, quando o sistema está podre, corrupto, manietado, viciado pelo Poder político, as forças de segurança, de justiça, representam quem? Protegem - nos, ou são usadas pelo Estado para o protegerem do seu "Povo"? Batman, neste sentido, seria o vilão e Joker, o herói.

Uma pergunta final : Numa sociedade moldada por princípios imorais como deveremos olhar para os bem sucedidos, para os bem adaptados? Com admiração, ou repugnância?

Recomendo.

4*

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Janeiro 16, 2019

Vorph Valknut

 

No passado, o Homem, para viver, tinha, obrigatoriamente, de se adaptar ao meio ambiente, a algo, portanto, que não podia controlar. E então surgiram diversas Revoluções - a da Agricultura (domesticação de sementes e animais), a Industrial e a Cientifica - mas, paradoxalmente, em vez da prometida liberdade, que lhes servia de bandeira,  trouxeram-nos, apenas, mudanças de Senhor.

Tempos houve em que nos vergávamos às forças da natureza, tempos os de hoje, em que nos adaptamos à potestade maquinista.

 

Confesso acreditar, instintivamente, na impossibilidade de se encontrar um consenso mundial que evite o tal ponto de não retorno nas alterações climáticas (a famigerada subida de 6ºC na temperatura média global anual). Penso que a solução, mais plausível, tendo em consideração esta vontade humana de submeter o Real à sua vontade, será a colonização humana extraterrestre, colonização, esta, reservada aos tais 1% , detentores de 50% da riqueza mundial, aos principais responsáveis pela destruição do Planeta. A Terra, essa, ficará cadente, lugar dos sobrantes. E nas "Estrelas" erguer-se-ão cintilantes condomínios, que farão da Lua o seu campo de golfe. 

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Janeiro 15, 2019

Vorph Valknut

 

Talvez a série de televisão mais inovadora de sempre (1984-1990). Pela música, pelo elenco, por ter sido, maioritariamente, filmada durante a noite, e pelo singular guarda roupa (o tal blazer, com uma t-shirt por baixo)  - Gianni Versace era o seu consultor de moda.

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Janeiro 14, 2019

Vorph Valknut

“PIPPIN: I didn't think it would end this way.

GANDALF: End? No, the journey doesn't end here. Death is just another path, one that we all must take. The grey rain-curtain of this world rolls back, and all turns to silver glass, and then you see it.

PIPPIN: What? Gandalf? See what?

GANDALF: White shores, and beyond, a far green country under a swift sunrise.

PIPPIN: Well, that isn't so bad.

GANDALF: No. No, it isn't.”

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