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Blogue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

Blogue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

O Homem criou a Dor quando ao sofrimento sem razão lhe deu compreensão.     Deus Às vezes sou o Deus que trago em mim E então eu sou o Deus e o crente e a prece E a imagem de marfim Em que esse deus se esquece. Às vezes não sou mais do que um ateu Desse deus meu que eu sou quando me exalto. Olho em mim todo um céu E é um mero oco céu alto. 3-6-1913 Novas Poesias Inéditas. Fernando Pessoa. (Direcção, recolha e notas de Maria do Rosário Marques Sabino e Adelaide Maria (...)
Whatsoever I've feared has come to life Whatsoever I've fought off became my life Just when everyday seemed to greet me with a smile Sunspots have faded and now I'm doing time Now I'm doing time 'Cause I fell on black days I fell on black days Whomsoever I've cured, I've sickened now And whomsoever I've cradled, I've put you down I'm a search light soul they say But I can't see it in the night I'm only faking when I get it right When I get it right 'Cause I fell on black days (...)
  ...o que jamais esquecerei, tendo dado a volta, pelo adeus, ao bom dia ("Those days run away like horses over the hill"). Porém, sinto-lhes a falta, dos dias de labirinto. Do, ao provar-me finito, saber a infinito. Foram dias de segredos, de iniciações, de mudanças de pele. Foram Anos de Serpente. Agradeço, ao Júlio, pela, "gostosa", recordação. Zooropa (...)
Fui ouvir Rui Rio. Do discurso pouco retive porque, redondo, lato, carente de vinco, ou rasgo. Normal, portanto. Falava-se para as "bases", tendo em vista o próximo Congresso do Partido. No final, tomado de balanço, cumprimentei-o, por infelicidade, minha, sem o convencional aperto de mão, pois que a tenho quebrada (fractura do colo do 5°metacarpo). Sem lhe saber a força da mão, soube-o, pelo gentil olhar, pelo sorriso, franco, estar perante um homem bom. Na breve conversa, (...)
Houve um tempo, em que na ânsia de ser diferente, perdi a noção de quem era, fora da solidão. Depois veio uma altura em que só desejava ser igual a quem nunca fui. E um dia acordei, indiferente, a quem sou. Ao conhecer-me, desmontado, concertei-me. Semper Fidelis. 
Divertem-nos das nossas variações douradas de monotonia, no intervalo entre um prato de sopa e a hora do deitar. Depois morrem-nos, valados entre as bugigangas diárias da vida séria. Tornámo-nos, no entretanto, grandes artistas, capazes de bufar, em hexâmetros, as nossas pueris ficções diárias. Quanta tristeza há quando para suportar a realidade já nem a ficção nos vale. Que descanse em paz.       JOSÉ LOPES (1958-2019) "A brincadeira com a banana e a fita adesiva (...)
  Curamos adictos, toxicodependentes, trocando drogas ilegais por outras, socialmente aceites, e por isso legais. Aceitamos adicções, obsessões e, portanto, patologias mentais, se estas forem benéficas para a comunidade. A normalização da anormalidade resume-se ao sacrifício idiota de um néscio em nome de uma comunidade cretina.   "It is impossible to understand addiction without (...)
1. A) As bebidas alcoólicas são potencialmente adictivas ? B) Sim. A) O seu consumo e produção são legais? B) Sim.  A) Quais os efeitos nocivos do alcoolismo? B) Danos cerebrais, hepáticos, renais, cardíacos, oncológicos... 2. A) O tabaco é potencialmente adictivo?  B) Sim. A) O seu consumo e produção são legais? B) Sim.  A) Quais os efeitos nocivos do tabagismo? B) Danos cerebrais, hepáticos, renais, cardíacos, oncológicos... 3.  A) A canábis é (...)
(Leça da Palmeira) Meu querido Sá-Carneiro: Escrevo-lhe hoje por uma necessidade sentimental — uma ânsia aflita de falar consigo. Como de aqui se depreende, eu nada tenho a dizer-lhe. Só isto — que estou hoje no fundo de uma depressão sem fundo. O absurdo da frase falará por mim. Estou num daqueles dias em que nunca tive futuro. Há só um presente imóvel com um muro de angústia em torno. A margem de lá do rio nunca, enquanto é a de lá, é a de cá, e é esta a razão (...)
  “O discurso é um senhor poderoso que (…) pode banir o medo e apagar a tristeza e instilar prazer e potenciar a piedade. (…) O poder do discurso tem o mesmo efeito sobre a alma, do que a aplicação de drogas sobre os corpos; tal como diferentes drogas dissipam diferentes fluidos do corpo e alguns acabam com a doença e outros acabam com a vida, assim alguns discursos causam dor, alguns, prazer, outros, medo” (Platão, em Górgias (...)