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B(V)logue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

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Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

19.07.20

Samael, breve resenha.


Vorph "ги́ря" Valknut

Encartes (4).jpg

Os Samael deram os primeiros passos, a sério, no Black Metal, em 1988, com o EP, "Medieval Prophecy", o que faz deles uma das primeiras bandas daquele subgénero, extremo, de Heavy Metal. Já por essa altura a sua música era diferente da que se ouvia. Muito "negra", em virtude das composições orquestrais, recorrendo, para isso, ao piano, sintetizadores (ouça-se o arrepiante tema, "Last Benediction", do LP de estreia, "Worship Him" - 1991), a um trabalho de guitarra genial, cru, mas estranhamente melódico e à voz singular de Vorphalack, dotada de um timbre único, de tonalidades, digamos, provindas de um "mundo subterrâneo", sendo a música, "Into the Pentagram", presente tanto no primeiro EP, como no primeiro LP, um extraordinário exemplo dessa mistura. Aliás, este tema composto há mais de 30 anos!!! continua, na minha opinião de adepto, de longa data, do Black/Dark Metal, a ser "canónico". 

Após o segundo álbum, "Blood Ritual" (1992), onde destacaria o tema, magistral, "After the Sepulture", os Samael enveredam por um estilo crescentemente sinfónico, sem nunca perderem a negritude, o desespero Rebelde, Adversário, das suas composições.

É disso exemplo o terceiro álbum, "Ceremony of Oposites" (1994), que os catapultou e os confirmou como uma das melhores bandas de Black Metal de todos os tempos. A partir daí o limite, para este grupo suíço, seria o Averno. Como curiosidade este álbum ouvi-o já em CD, uma vez que os anteriores vieram parar à minha mão em cassete, fazendo, eu, zelosamente cópias das originais (era frequente, após algumas audições, o leitor enrolar, estragar a fita magnética). 

No Ceremony of Oposittes destaco a última faixa, com o mesmo título do álbum. Uma das músicas que mais ouvi e mais me puxou para um Fora de Quase Tudo. Os arranjos musicais, a letra, são majestáticos. 

"The top becomes the bottom

The fantasy becomes reality

The conceptions change

The landmarks dissolve

And all becomes intermingled

To flirt with the despicable

In a trance without end

Where the ice burns

Like glowing embers

And where one shatters

By fits and starts of sperm

The morale of men

Serve another god

Lose another dream

Sentiments imprison and leave

Their victims without defense

Love is a poison which

Flourishes in the heart of the weak

From the lowerworld we direct

The attraction of the distasteful

Makes us ignore the vile

Since only from below

Can one better see the heights"

Outro tema, deste LP, que não posso ignorar, de todo, é o fabuloso 'Till We Meet Again, que encerra em si o sumário, a Alma Mater, dos Samael de então. Ouvio-o mais vezes que o bíblico 70x7. Atirando para o ar diria que a invoquei 666 vezes. 

 

"Enchained to a shadow of the past

he walks the path of life

following the same quest, like a ghost

silly lover, silly romance,

how pathetic

constant, permanent, disenchantment

She'll be called Moonskin

and she will have the beauty of the marble

hair dancing like flames

around her snow-white shape

Enchained to the Venus spell

he left the reason behind

defiling the garden,

forcing the passage

going to the bottom, to steal the end

to shake, to shake death's hand

Once again illusion fades away, once again he's falling

as the milky stream of life goes dying

She was called Moonskin

now she's no more, but a round

bright sphere

in his night

floating in a timeless place

Enchained to a shadow of the past

he walks the path of life

carrying that old story like a cross

on which he will, on which he may

nail another star"

E porque falei no 5°Álbum (Eternal, 1999) que segue o caminho aberto por "Passage", deixo aqui umas das composições que mais gosto deste LP, e mesmo do grupo. Infra-Galaxia.

A partir de "Eternal", os Samael abandonam, paulatinamente, na imagética e nas letras, o Black Metal. 

Vorph (à dta) e o seu irmão Xy, em 2004.

unnamed (4).jpg

De referir, a título de curiosidade, ter sido o Black Metal a minha porta de entrada para a Música Clássica, pois era/é frequente as suas músicas incorporarem samplers de obras de certos compositores clássicos como Wagner, Prokofiev, Dvorak, Mozart, Beethoven, Mussorgsky. 

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