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B(V)logue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

B(V)logue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

03.04.20

Povo que hás-de gritar descalço.


Vorph "ги́ря" Valknut

A União Europeia diz aos Estados membros para se endividarem. Os défices aumentarão por aí acima (em Portugal prevê-se, este ano, um défice a rondar os 10% ou seja semelhante ao da última crise económica). Não haverá euro(corona)bonds. Os Estados serão obrigados a pagar os créditos, os empréstimos, conforme o risco, avaliado pelas, já conhecidas, agências de rating. Os juros da dívida subirão, "upa upa". Em Espanha fala-se, através de Iglesias (não o cantor), no confisco da propriedade privada, previsto num artigo de rodapé da Constituição espanhola. O confisco não virá, assim, "à bruta", pois o Socialismo morreu e fede. Simplesmente o Estado, o deles, e o nosso, aumentará a carga fiscal, diminuirá pensões e reformas, cortará as "gorduras" do Estado. O desemprego ficará viçoso, adubado pela mão da banca. Os cidadãos ficarão sem possibilidade de pagar o pão e a casa. Entregarão, então, a casa, pois antes no pão e no talho. E o roubo, "a Nacionalização", a humilhação, fica consumada. Depois, das duas, uma. Ou ficamos calados porque, enfim, já lhe tomámos o gosto. Ou batemos o punho, reviramos a mesa e pedimos novo baralho, porque esta jogatana perdeu a piada quando são os mesmos sempre a perder. 

Em Portugal, podemos estar certos também do dia em que entre a classe política e dentro da sociedade civil se ouvirão libelos de acusação, recriminações, flagelamentos e autos de má fé. Porque a culpa, disto tudo, do "conivírus" e da geada, é do "tuga" gostar de carros "alemãos". De gostar de viver acima da suas possibilidades. E a acusação será aplaudida pela assistência, anuída pelo réu, deliberada por um homem sério, "sem" passado político, mas passado, politicamente. A "vacina" deixará de fazer falta, porque o tratamento temo-lo em casa e a doença torna-se num livre directo de oportunidade. "Não sejam piegas, todos morreremos um dia".

Escrevi de jacto, não na cómoda de entrada, mas no quarto escuro. Peço desculpa pelas gralhas e outras aves necrófagas.

 

Um bem haja. Uma boa quarta (ou quinta) feira de cinzas, seja ela quando for. Nunca fui dado a pantominices.