Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

B(V)logue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

B(V)logue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

24.05.20

Para Pedro Marques Lopes (Contra contratos não há contra-argumentos?)


Vorph "ги́ря" Valknut

B6bTRdAIQAE_WsX.jpg

A estratégia que hoje vinga contra o crime não passa pela sua prevenção ou combate mas, sim, em fazê-lo legal. 

A mais frágil forma, na minha opinião, de discutir a justiça de uma prática, com impacto na comunidade, é usar como força forte da razão, uma ligação fraca, do tipo, "Está no contrato". Não há pensamento suado ou lógica dialéctica que não dobre perante o prolixo argumento deste, "Está no contrato". Vem isto a propósito do sururu acerca da nova injecção de 800 milhões no Novo Banco. Ouvi, no último Eixo do Mal, Pedro Marques Lopes vociferar contra Daniel Oliveira, por este ter ousado questionar a combustão de mais capitais públicos em prejuízos privados. Disse, o referido comendador televisivo, serem tais questionamentos, ataques populistas, populares e por isso, estúpidos (Pedro Marques Lopes esteve particularmente abrasivo e em brasa no passado episódio da Crónica do Mal). Se alguém pensar, em voz alta, sobre a imoralidade, a injustiça, de tamanha fogueira de capitais ou outras tradições orgiásticas, porque trágicas e nacionais, espera-o, na certa, o "Está no contrato", seguido da acusação de serem, tais correntes de indignação, Venturas perigosas. E "zipa-se", assim, o formato de toda discussão.

Contra contratos não há contra-argumentos, ouço dizer. 

São cada vez menos os pontos lógicos válidos contra os pontos finais, que fazem, todos os dias, legais todas as ilegítimas vilanagens. 

 

6 comentários

Comentar post