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Blogue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

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Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

Os equilíbrios existem em resultado de velhos desequilíbrios.

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O primeiro humano formulou, em primeiro lugar, o fim da sua vida e só depois o fim do mundo. E rala-se com este, porque se importa com aquele. Houvesse fim do mundo, sem fim da vida, e não haveria grande estrondo.

Os equilíbrios existem em resultado de velhos desequilíbrios. O que é "chato" é se como pagamento do novo desequilíbrio é-nos exigido um horizontal e permanente equilíbrio.

Essa visão do desaparecimento dos "ursos polares", explicada e aceite como uma fatalidade das dinâmicas ctónicas (do Progresso da História) é estulta pois, recorrendo-me da mesma lógica, poderia aplicá-la a temas mais sérios como a destruição, a doença, a morte e o sofrimento, velhos nossos conhecidos, inerentes à história da nossa vida. A questão é, se o que existe, e existiu naturalmente, é justificação para que continue a existir (onde estaríamos se nisso acreditassemos?). A questão é, também, se devemos avaliar o que é ou não moral pelo crivo do que é ou não natural.

Associar o fim da glaciação, na Europa, ao surgimento da nossa civilização, revela certa ignorância. A nossa teve berço em África, mais concretamente no Egipto (nesses tempos da Europa gelada, noutras paragens subia a erva e o Nilo e o disco solar), espalhando-se depois para a Grécia, ao mesmo tempo que noutras partes, outras culturas verdejavam (Índia e China). Ressalvo a Civilização do Indo de onde provêm a maioria dos idiomas falados na Europa - talvez só o basco não pertença à língua indo europeia.

Não poderemos defender as duas coisas? Tomar como fantástica a natureza, por desejarmos que fantástica seja a nossa vida (altruísmo egoísta, mas com efeitos globais positivos)?

Pois, claro, profetas do Apocalipse sempre existiram, tal como os Crentes que põem na Ciência ou na Natureza o que antigamente se punha num deus. O problema nasce quando os primeiros acertam. E problema maior é quando acertam num daqueles Cisnes Negros (ex: Covid-19).

Sobre a adaptação de Darwin, ela não é infinita, daí a extinção das espécies. Do ponto de vista da história da Terra, do Cosmos, o desaparecimento dos humanos é despiciente. Mas do meu ponto de vista, não há assunto que me diga mais. Afinal, sou humano, e nunca me deu para brincar aos deuses. Fui mais de polícias...e ladrões.

A questão não deverá ser evitar a inevitabilidade das mudanças climáticas mas, sim, a mitigação dos seus efeitos. E nesta entra também uma filosofia de vida, ocidental, desligada dos arredores (noutras paragens existem outras formas de pensar, que fazem da integração, preocupação prima), que tomou como sua algo de muito Maior. A Terra, a Vida, e a morte de outros, de todos.

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