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B(V)logue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

B(V)logue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

20.02.20

Música Jónica, Meditação e Platão (pt2)


Vorph "Girevoy" Valknut

 

Sobre os "perigos" da Música ou, melhor, sobre a sua influência na Anima/Alma, recordo Platão:

"No próprio texto da República, ele aconselha a educação dos corpos pela ginástica e também pela musiké. Na Antiguidade, a música possuía uma função catártica, de purificação. Colocava o corpo em equilíbrio, harmonizando-o com a ordem cósmica, preparando-o para a aparição do divino. Possuía também uma função mimética e indutora: se a poesia imitava os homens em acção, a música imitaria os estados de alma, as suas emoções e virtudes. A cada modo musical atribuía-se um éthos, um carácter específico que o ouvinte associava de imediato a um significado psíquico, que poderia infundir ânimo e potencializar virtudes do corpo e do espírito".

"Platão submete a música ao mesmo exame severo ao qual estão sujeitas as outras artes. Na visão do filósofo, existem harmonias boas e más, ritmos bons e maus. Certos modos (o lídio ou o jônico) devem ser censurados porque amolecem a alma; outros (o dórico ou o frígio) devem ser incentivados, pois exaltam a alma e inspiram coragem. Alguns ritmos chegam a ser proibidos, assim como certos instrumentos e inovações musicais. A ideia central da concepção platónica é resumida numa fórmula célebre e ainda hoje impressionante, justamente pelo poder que concede à música: “Introduzir uma nova forma de música, eis uma mudança da qual devemos nos precaver como de um perigo global. É que em lugar algum alteram-se os modos da música sem que se alterem as leis mais importantes da cidade.”

 

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