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B(V)logue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

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30.07.20

Imigração: Há um sentimento natural de insegurança quando em partes da "nossa" cidade nos julgamos fora de casa.


Vorph "ги́ря" Valknut

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Portugal e os portugueses, quanto aos problemas sociais causados pela imigração, são uns privilegiados. Olhamos para a Alemanha, para a França, para a Inglaterra, com certo desdém quanto ao preconceito "racial" vertido, politicamente, em partidos anti-imigração. Porém, percebo, agora melhor, dita aversão, intrínseca, ao estrangeiro. Beja, cidade em tempo de espera, tem vindo a ser ocupada por imigrantes, sobretudo sub-sarianos e da Península do Indostão, que aceitam viver, trabalhando, na Agricultura, sob condições que os nossos nacionais, e bem, consideram desumanas. Vivem, ditos, jornaleiros de turbante, filhos de Cam, em armazéns para alfaias, ou em casas, à molhada. Tendo vivido em Beja durante 18 anos, estranho este mosaico, havendo um sentimento natural de insegurança perante estas turbas bizarras. Alheios à Cultura Ocidental, ao respeito pelos Direitos Individuais mais básicos, habituados a terras ardidas, esquecidas, educados em valores iliberais, pergunto-me o que acontecerá à cidade, mais a estas estranhas gentes, quando postas na inactividade involuntária. Criados na aspereza, ao som da pólvora detonada, sob visões de fome e morbilidade, decerto cairão, sem rebuço, nos caminhos, tão seus conhecidos, da marginalidade. Há um sentimento natural de insegurança quando em partes da "nossa" cidade nos julgamos fora de casa, num destino não querido. 

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