Hoje esforçamo-nos para "não morrer". Amanhã faremos contas para viver.

Ontem, a descer a rua, um casal que discutia só ter dinheiro até terça feira. Do homem ouvi-lhe a possibilidade de ficarem sem contador da luz. Da mulher ouvi-lhe um sonoro, "Foda-se". Do outro, a subi - la, uma mulher carregada de compras, de máscara e luvas. O nada ao lado de tudo.
Julgo que mais uma vez iremos ver as assimetrias sociais da crise económica consequente desta crise sanitária. Entre quem trabalha para o Estado e quem é do Privado.
Portugal para além de uma população muito envelhecida, tem um tecido empresarial muito frágil, porque constituído, em grande parte, por micro - pequenas - médias empresas, e sobre-endividado.
Onde irá buscar o Estado o dinheiro para um estado de emergência sem fim à vista?