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B(V)logue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

B(V)logue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

22.09.20

De onde vem o mérito? Uma pergunta de iniciativa liberal.


Vorph "ги́ря" Valknut

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Todos nós conhecemos a meritocracia, e poucos desconhecem as leis do acaso, adágio das parcialidades naturais.  Pensemos nos equilíbrios cósmicos como vinculados aos desequilíbrios de baixo. Não devemos, assim, ter vergonha ou culpa da falta de fortuna. A fortuna sendo caprichosa é independente do capricho humano.

Entendemos que, de uma ou doutra forma, deverá haver uma compensação, um reconhecimento, pela superior competência, pelo destaque. Mas pergunto, sem gozo ou ironia : Como se mede o mérito, ou melhor, será o mérito "constante" de um esforço pessoal ou "variável" de um tipo de contexto social, que permite, a alguns, a expressão máxima de uma qualidade embrionária, mas que, nos numerosos, não escapa de uma natividade semi-morta?

Partirão, consequentemente, uns quantos de nós, à frente, nessa corrida até aos nobres feitos, de mão dada a Tique? 

Exemplificando:

Imaginemos um ser-alguém, nativo "de classe operária", de signo perdido que, sem grandes condições ou desafios, alcança a cadeira do magistério primário. Imaginemos outro, galhardo, que tendo lucrado refinada educação, e vida requintada, colhida de heranças e apelido paternos, empunha, quando feito maior, um cajado de Esculápio. Qual destes dois espécimes gozará de mérito superior?

Dou aval ao reconhecimento do mérito, desde que compreendamos e contemplemos as suas complexas teias sociais. 

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