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B(V)logue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

B(V)logue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

12.09.20

Ancestralidade (notas que espero finais)


Vorph "ги́ря" Valknut

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(Na imagem, um Sardo, vestindo um traje tradicional da Sardenha). 

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(Em cima, trajes típicos da Sardenha)

Estas são as etnias mais comuns presentes nos Portugueses que realizaram o teste genético My Heritage :

Ibérica

89.8%

Norte-africana

58.9%

Italiana

44.4%

Europeia do Norte e Europeia Ocidental

31.4%

Escandinavo

19.6%

Sarda

14.3%

Balcânico

12.7%

Inglês

11.6%

Grega e Italiana do Sul

10.3%

Irlandesa, Escocesa, e Galesa

9.5%

Judeu Ashkenazi

8.5%

Leste Europeu

7.6%

Nigeriana

5%

Mesoamericana e Andeana

4.9%

Báltica

3.5%

Judia Sefardita - Norte-africana

3.2%

do Médio Oriente

3%

Finlandês

2.5%

Queniano

1.8%

Ocidental africana

1.6%

Asiática ocidental

1.5%

Serra-leonesa

1.4%

Asiático do sul

1,3%

Considerações :

1) Estas percentagens não são referentes à população portuguesa, no geral, mas apenas aos indivíduos nacionais que decidiram fazer o teste.

2) As percentagens das etnias constantes na lista referem-se, exclusivamente, à sua maior ou menor frequência no genoma dos portugueses analisados  (caracterização qualitativa), não indicando, assim, nenhuma caracterização quantitativa geral da população portuguesa (exceptuando, obviamente, as pessoas analisadas). Usando um exemplo prático. Quando se afirma que 5% dos portugueses, estudados (ver lista acima), apresenta marcadores genéticos provenientes da Nigéria, não se assevera que o DNA de cada um dos portugueses, tomados individualmente, apresenta, sempre, 5% de sequências genómicas típicas dos Yorubas, por exemplo.

3) De uma forma geral os marcadores subsarianos provêm do comércio de escravos, e são herdados por via materna, indicando uma miscigenação com os homens portugueses. Os marcadores norte africanos/berberes derivam quer de migrações milenares daquele continente, sobretudo da Fenícia /Cartago quer, mais tarde, da conquista "moura" da Península Ibérica. Os marcadores germânicos resultam, como é óbvio, do período pós-românico e pré-islâmico. Os marcadores do leste europeu (russos/finlandeses/eslavos) são mais antigos e expressam a migração dos povos da Estepe Euro-Asiática iniciada durante a Idade do Ferro, em consequência de alterações climáticas ou da pressão demográfica resultante da deslocação dos povos/etnias mais a Leste.

4) Os Sardos e os Bascos apresentam menos marcadores genéticos dos povos das Estepes, de língua Indo-Ariana (o idioma Basco não pertence ao conjunto de Línguas classificadas de indo-arianas), inferindo-se, portanto, que houve pouco contacto, ou/e que o cruzamento sexual não era, entre eles, frequente (comprende-se melhor tal fenómeno nos ilhéus Sardos, em resultado da barreira geográfica representada pelo Mar). 

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