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B(V)logue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

B(V)logue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

19.11.19

"A noção que eu tenho, às vezes até fisicamente, é que não sou eu que estou a fazer aquilo, que é um recado que vem de qualquer lado e para o qual eu sirvo apenas de instrumento".


Vorph "ги́ря" Valknut

 

"As pessoas acham que são os cantores e os artistas que criam as condições para a revolução. Não é assim. É o inverso. É o movimento social e o estado em que está a sociedade que faz com que apareçam obras mais assim ou obras mais assado”

"O refluxo do PREC obriga-nos a meter os pés no chão e dizer assim: “pá, vocês são uns sonhadores do caraças. Não têm jeito nenhum para isto. Houve aqui alguém que se enganou”. Mais uma vez, uma coisa tipo Maio de '68. Para mim foi uma espécie de repetição. E eu acho que é isso o “Fim de Festa”. Se a gente tiver valores de base – o amor, a justiça, a liberdade, essas coisas básicas que eu adquiri muito cedo –, vamos fazendo tentativas de chegar a uma mudança da sociedade. São ensaios, historicamente falando. Como aquele cientista alemão Ehrlich, que descobriu a cura para a sífilis. Experiência Ehrlich 600 e tal – eles numeravam as experiências. Inventou o remédio para a sífilis, mas o remédio não era bom porque tinha chumbo e matava o doente. Matava a doença e o doente. Então ele continuou a tentar até que no Ehrlich 900 e não sei quantos ele descobre o remédio que cura a sífilis sem matar o doente. E a pergunta que a gente tem que fazer é: “quantas vezes é que nós já tentámos?”. Se formos pessimistas, achamos que é uma coisa tipo Sísifo. Ou seja, é uma condenação de estar a levar o penedo pela montanha acima e depois chegar quase, quase lá acima e o penedo soltar-se e cair outra vez para a base e andar nisto por toda a eternidade"

Excerto de uma entrevista dada à revista Blitz.

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Serei, eu, quem sou, ou um outro, por mim, crido? E quanto do que faço, me cabe a mim, se eu, ao outro, anuir no inconseguido? E se de tantas, terem sido as coisas, me fiz num pouco de mim? Quanto de mim há em outros de quem me julgo ser?

2019? Vorph Valknut, Páginas Íntimas e de Auto-Interpretação, Maia: Blogue de Alterne

 

 

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