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B(V)logue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

B(V)logue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

18.07.20

A Mamografia


Vorph "ги́ря" Valknut

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Isto já se passou há muitos anos, tantos que tinham na ocasião, ele trinta e sete e a sua encantadora mulher, sempre linda e ravissant a despertar paixões assolapadas, trinta e três.
E também decorreu em Paris, na Madeleine, onde um conceituado especialista em mamografias espalhava a sublime performance do apalpanço terapêutico.
Em conversas com amigas, queixa-se a linda mulher que lhe parecia ter detectado uma coisa dura na maminha direita. Nada de muito grave, seguramente, - explicou-se ela às amigas, já preocupadas. - Parecia uma ervilhinha e nem lhe doía, mas como agora só se ouvia falar do cancro da mama, confessou que estava um pouco preocupada.
Sugere-lhe imediatamente uma amiga expedita, que não facilitasse nem brincasse com coisas sérias e que fosse sem demora a um especialista.
   - Olha! Logo por sorte conheço um especialista em mamografias. Por acaso até é meu familiar, que nessas coisas faz milagres.
Marcou consulta e no dia aprazado pediu ao marido que a acompanhasse. Esse ainda se tentou desenvencilhar, - por acaso era um marido que a deixava respirar, - mas ela insistiu que era a primeira vez, sabia que tinha de mostrar as maminhas e não se sentia confortável sozinha.
O marido para quem o conforto da sua linda mulher estava acima de tudo, até do Benfica, anuiu e foi com ela.
Médico: Um latagão para aí de um metro e oitenta para cima, ainda mais novo que o marido dela, simpatiquíssimo, trato afável, sorriso cativante e extremamente educado.
Ela: Linda a derramar charme, elegantíssima como aliás, foi sempre seu timbre. Blusa branca de tecido finíssimo, com dois botões desapertados deixando parcialmente ver um não menos belíssimo soutien, também ele branco, que ciosamente envelopava aquelas mamas de sonho, mais ou menos pela metade.
Ela, um pouco corada:
     - O que faço, senhor doutor. Tenho de tirar a blusa?
Médico, depois de gaguejar e ainda mais corado do que ela:
   - Não não! Desaperte mais dois botões e sente-se aqui à minha frente. E também não precisa tirar o soutien.
Depois, o incrédulo e estupefacto marido, assistiu ao espectáculo sexy erótico mais incendiário de toda a sua vida.
As mãos do virtuoso médico afagando-lhe os seios, depois detinha-se um pouco e apertava-os com sublime delicadeza, um à vez, os dois em simultâneo, forçava os dedos para ir apalpar por dentro do soutien, trazia novamente as mãos para fora dele e colocava-as por debaixo, e com toda a delicadeza sopesa-lhe as maminhas, elevando-as e deixando-as com toda a suavidade, voltar à posição normal.
E no fim de uma meia hora bem calibrada.
    - Está óptima, não tem nada de mau. Como se sente a senhora?
    - Não me sinto mal.
   - Mas por precaução vou-lhe marcar nova consulta para a semana, porque às vezes há coisas que não se detectam logo à primeira.
    - Está bem.
No carro que os trazia de volta ao hotel, e que ele conduzia vá-se lá saber porquê com pressa exagerada; desabafa ela para o marido, visivelmente mais aliviada.
    - As minhas amigas são umas alarmistas. A encherem-me de medo que me ia apertar as mamas numa prensa, e afinal não custou nada.
Marido não respondeu. Já chegara ao hotel e pegando-lhe pela mão, corria arrastando-a para o quarto.

 

Texto gentilmente cedido pelo caro "Acutilante". 

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