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Blogue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

Blogue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

A Realidade é uma Ficção atrasada.

Desculpem a insistência, mas foi dos filmes mais maravilhosos que já vi. (divulgo-o aqui sem propósitos comerciais. Aluguem o filme, ou comprem o dvd)

 

Sobre, a possibilidade, da realidade retratada no filme Interstellar, leiam aqui.

Sugestão bibliográfica:

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https://www.fnac.pt/The-Science-of-Interstellar-Kip-Thorne/a6264492

Entrevista com Kip Thorne :

Kip Thorne foi Prémio Nobel da Física em 2017. 

 

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“The truth will set you free. But not until it is finished with you.”
― David Foster Wallace, Piada Infinita

 

“You will become way less concerned with what other people think of you when you realize how seldom they do.”
― David Foster Wallace, Piada Infinita

 

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"Everyone had their hand in my pocket"

 

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“I know the modern…worker is supposed to lead an “easier” life than, say, a French peasant.
But I wonder if this supposition is correct.
And I wonder if, whether “easier” or not, it is a better life?
(Is it) Simpler? Healthier? More spiritually satisfying? or not?
I don’t wonder very long.”

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"Sentimento é compreensão"

 

"Não temo a morte. Temo não viver plenamente"

 

Umas das razões pelas quais tem sido difícil a aceitação do Método de Hof, é porque ele é hostil à visão da nossa sociedade sobre o corpo e a medicina, baseando-se numa forma de manipular o sistema imunitário sem o recurso a medicamentos, o que por si só é uma ameaça aos interesses da indústria farmacêutica.

 

 

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Quando a temperatura do corpo desce abaixo dos 35 graus, o sangue deixa de circular devidamente, e os tecidos começam a ser destruídos. Tal nunca poderia acontecer a Wim Hof. Mesmo quando fez uma maratona no Círculo Polar Ártico, usando apenas calções e sandálias (sem meias!), o seu corpo permaneceu sempre nos 37 graus, apesar de os termómetros rondarem os 20 graus negativos. Como consegue semelhante proeza? A ciência começou a investigar o atleta há anos.

Já em 2007, o reputado Instituto Feinstein em Nova Iorque concluiu que ele era capaz de controlar o sistema nervoso autónomo - ou seja, o ritmo cardíaco e a temperatura do corpo. Na altura, atribuíram o feito às características especiais do Iceman. Ele, no entanto, estava convencido de que qualquer pessoa podia aprender a regular a própria temperatura. E, sob a supervisão do Centro Médico da Universidade de Radboud (Holanda) acabou por prová-lo em 2014.

O seu método, centrado em ancestrais técnicas respiratórias tibetanas (tumo), permite aumentar naturalmente o calor do corpo. Ao mesmo tempo, o treino no frio energiza, melhora a circulação, fortalece o coração e o sistema imunitário (para além de fazer bem à pele e ao cabelo).

Em Iceman ficará a saber o essencial sobre o método Wim Hof. E poderá pô-lo em prática em casa hoje mesmo. Basta ter um chuveiro (ou um balde de gelo) e seguir as instruções. E a partir daí a sua vida nunca mais será a mesma.

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Jordan Bernt Peterson é um psicólogo clínico canadiano e professor de psicologia da Universidade de Toronto. Suas principais áreas de estudo são a psicologia da anormalidade, social e pessoal, com particular interesse na crença ideológica e na psicologia da religião.

 

Na primeira década de 2000, renovou-se o interesse na pesquisa médica pela Psilocibina (cogumelos alucinógenos) e do seu uso com fins de aplicações clínicas, farmacêuticas e hospitalares, como o alívio da ansiedade crónica, depressão clínica, e vários tipos de dependências. Em 2008, uma equipa de pesquisa médica da respeitada Universidade de Medicina de Johns Hopkins, EUA, publicou uma lista de recomendações para a condução responsável de pesquisa médica em testes com psilocibina e outros alucinógenos em humanos. Um estudo de 2010 sobre os efeitos de curto e longo prazo da psilocibina em ambientes clínicos concluiu que, apesar de um pequeno risco de reações emocionais agudas temporárias, como a ansiedade ou o pânico, "a administração de doses moderadas de psilocibina em pacientes saudáveis e capazes de cuidar-se de si mesmos, dentro de um contexto de um ambiente monitorado, demonstra um nível aceitável de risco."

 

 

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Por que razão os estados alterados de consciência exercem tão grande fascínio sobre a espécie humana? Podem esses estados revelar-nos algo sobre as nossas origens e lugar na natureza? As pesquisas do etnobotânico Terence McKenna relatadas em O Pão dos Deuses, versando a relação ancestral dos seres humanos com as substâncias químicas, abrem uma porta para o divino e sugerem uma solução para salvar o nosso mundo perturbado. McKenna procede a uma revisão do papel histórico das drogas nas culturas orientais e ocidentais, desde os antigos comércios de especiarias, açúcar e rum até à marijuana, cocaína, drogas sintéticas e mesmo a televisão - ilustrando o desejo humano de provar do "pão dos deuses", bem como as enormes potencialidades de substituir o abuso de drogas ilegais por um entendimento xamânico baseado no comunitarismo, na reverência pela natureza e numa auto-consciência em constante expansão.

 

 

CRÍTICAS DE IMPRENSA
"Merece ser o moderno clássico sobre as drogas e os alucinogénios."
The Washington Post


"As (...) ideias (de Terence McKenna) são irreverentes e até provocatórias em relação às formas mais conservadoras da cultura dominante, havendo no entanto quem o considere, por isso mesmo, um visionário de génio. (...) O livro de McKenna é uma obra invulgarmente bem feita sobre o universo das práticas e valores da contracultura psicadélica."
Vítor QuelhasExpresso, 25/7/98


"Defensor da descriminalização, McKenna é de opinião que a lei e a medicina devem reconhecer o uso de certas substâncias como um problema de ordem pessoal e de direitos civis, que todas as campanhas para reprimir o consumo são potencialmente autoritárias e violam as bases da democracia, e que essas reacções advêm da ignorância histórica e de preconceitos culturais ligados à religião cristã."
João Pedro GeorgeO Independente, 30/4/98


"Terence McKenna é o mais importante - e divertido - académico visionário da América. Desconhecer as suas descobertas etnobotânicas é desconhecer a pulsão central da consciência humana - a qual não é vegetar com as moscas do esterco, e sim voar com os deuses."
Tim Robbins
 

 

EXCERTOS
A supressão do fascínio natural que sentem os seres humanos pelos estados alterados de consciência está ligada de forma íntima e causal com a actual situação de perigo em que se encontra toda a vida na terra. Ao suprimirmos o acesso ao êxtase xamânico, represamos as refrescantes águas emocionais que fluem de um relacionamento profundamente ligado, quase simbiótico, com a terra. Em consequência disso desenvolvem-se e perpetuam-se estilos sociais mal adaptados que encorajam a sobrepopulação, o desperdício de recursos e a intoxicação ambiental.
(...)
Os primeiros contactos entre os hominídeos e os cogumelos contendo psilocibina podem ter precedido em um milhão de anos ou mais a domesticação do gado em África. E durante este período de um milhão de anos os cogumelos não foram somente colhidos e comidos, mas provavelmente também alcançaram o estatuto de um culto.
(...)
Poucas dúvidas existem de que, em Elêusis, alguma coisa era bebida por cada iniciado, e que durante a iniciação cada um via algo totalmente inesperado, transformador e capaz de permanecer com cada iniciado como uma lembrança fortíssima para o resto da vida. É um atestado incrível da obtusidade dos eruditos da sociedade dominadora o facto de somente em 1964 alguém ter tido a coragem de sugerir que uma planta alucinogénica pudesse estar envolvida. Essa pessoa foi o poeta inglês Robert Graves, no seu ensaio Os Dois Nascimentos de Dionísio.
(...)
A televisão, pela sua natureza, é a droga dominadora por excelência. O controle do conteúdo, a uniformidade do conteúdo e a repetição do conteúdo tornaram-na um instrumento inevitável de coerção, lavagem cerebral e manipulação. A televisão induz no espectador um estado de transe que é a pré-condição necessária à lavagem cerebral. À semelhança de todas as outras drogas e tecnologias, o carácter básico da televisão não pode ser modificado; a televisão não é mais reformável do que a tecnologia produtora de espingardas automáticas de assalto.
(...)
Dentre todas as escolas principais de pensamento do século XX, a psicologia jungiana foi a única que procurou confrontar alguns dos problemas tão fundamentais ao xamanismo. A alquimia, que Jung estudou cuidadosamente, foi a herdeira de uma longa tradição de técnicas xamanísticas e mágicas, bem como de procedimentos químicos mais práticos como a metalurgia e o embalsamento.
(...)
Sob a influência do DMT o mundo torna-se um labirinto árabe, um palácio, uma jóia marciana mais do que possível, vasta com motivos que enchem a mente embasbacada com espanto complexo e mudo. A cor e a sensação da proximidade de um segredo que destranca a realidade permeia a experiência. Há uma sensação de outros tempos, da nossa própria infância, e de espanto, espanto, e mais espanto. É uma audiência com o núncio alienígena.
(...)
Cada intoxicante, cada esforço para recapturar o equilíbrio simbiótico do relacionamento ser humano-cogumelo no Éden perdido de África, é uma imagem mais pálida e mais distorcida do mistério original do que o intoxicante anterior. O retrocesso dos elementos sacramentais na religião do antigo Próximo Oriente deve ter levado desde os cogumelos, passando pelo mel e pelas frutas fermentadas, até ao surgir da uva como planta favorita para fazer vinho. Com o tempo, e frequentemente no seio das mesmas culturas, os cereais fermentados foram manipulados experimentalmente para produzir os primeiros tipos de cerveja.
(...)
De um ponto de vista histórico, restringir a disponibilidade de substâncias viciantes deve ser visto como um exemplo particularmente perverso de pensamento dominador calvinista - um sistema no qual o pecador deve ser punido neste mundo ao ser transformado num consumidor explorável e impotente, punido pelo seu vício ao ser despojado do seu dinheiro pela combinação entre o crime e o governo que proporciona as substâncias viciantes. A imagem é mais horrífica do que a da serpente que se devora a si prórpia - é mais uma vez a imagem dionisíaca da mãe que devora os filhos, a imagem de uma casa dividida contra si mesma.
(...)
A súbita introdução de um poderoso agente descondicionante como o LSD teve o efeito de criar uma deserção em massa dos valores comunitários, em especial os valores baseados numa hierarquia dominadora acostumada a suprimir a consciência e a percepção.
(...)
O Revivalismo Arcaico é um clarim exortando-nos a recuperar o nosso direito de nascença, por mais desconforto que isso nos cause. É um chamado para percebermos que a vida vivida na ausência da experiência psicadélica sobre a qual se baseia o xamanismo primordial é uma vida trivializada, negada, escravizada ao ego e ao seu medo de dissolução na misteriosa matriz de sentimento que nos envolve. É no Renascimento Arcaico que reside de facto a nossa transcendência do dilema histórico.
(...)
A dissolução do racionalismo ocidental encontra-se bastante avançada, como qualquer um poderá confirmar lendo qualquer livro actual de divulgação sobre cosmologia ou física quântica. Não obstante, eu gostaria de atiçar ligeiramente o fogo adicionando o conceito de algum tipo de nexo interdimensional que se obtém de forma mais confiável e directa através do uso de alucinogénios indóis com longa história de uso e co-evolução humana. Compostos assim actuam aparentemente como reguladores da mudança cultural, e podem ser um meio de obter-se acesso à intencionalidade de algum sistema auto-regulador de grandes dimensões.
Talvez seja esta a Supermente da espécie, ou uma espécie de "mente planetária", ou talvez tenhamos sido bairristas na nossa busca de inteligência não-humana, e outra espécie inteligente, ainda que totalmente diversa, compartilhe connosco a terra.
(...)
Que significado tem o facto do esforço da farmacologia no sentido de reduzir a mente à máquina molecular confinada ao cérebro nos ter levado, na volta, a uma visão da mente que argumenta em favor das suas proporções quase cósmicas? As drogas parecem ser os agentes potenciais tanto da nossa involução até ao estado animal quanto da nossa metamorfose na direcção de um sonho luminoso de perfeição possível. "Para o homem, o homem é como uma fera errante", escreveu o filósofo social Thomas Hobbes, "e para o homem, o homem é como um deus". A isto poderíamos acrescentar: "E nunca o é tanto como quando usa drogas".
(...)
O próprio tráfico de escravos era uma espécie de vício. O início da importação de mão-de-obra escrava para o Novo Mundo teve somente um objectivo, o de sustentar uma economia agrícola baseada no açúcar. A loucura pelo açúcar era tão avassaladora que mil anos de condicionamento ético cristão nada significaram. Uma explosão de crueldade e bestialidade humanas de proporções incríveis foi placidamente aceite pelas instituições da sociedade educada.
(...)
Quantas mulheres têm as suas primeiras experiências sexuais numa atmosfera de uso de álcool, assegurando que essas experiências cruciais se desenrolem totalmente em termos dominadores? O argumento mais forte para a legalização de qualquer droga é a sociedade ter conseguido sobreviver à legalização do álcool. Se podemos tolerar o uso legal do álcool, qual a droga que não poderá ser absorvida pela estrutura social?

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TNT cerebral.

 

“Life is a Sisyphean race, run ever faster toward a finish line that is merely the start of the next race”

 

“Half the ideas in this book are probably wrong.”

 

“Sex is not about reproduction, gender is not about males and females, courtship is not about persuasion, fashion is not about beauty, and love is not about affection. Below the surface of every banality and cliche there lies irony, cynicism, and profundity.”

 

“Anaxagoras’ belief that lying on the right side during sex would produce a boy was so influential that centuries later some French aristocrats had their left testicles amputated.”

 

Nos anos 30, quando foi estabelecido contacto com tribos da Nova Guiné que até então tinham permanecido isoladas do mundo exterior e ignoravam a sua existência, descobriu-se que sorriam e franziam o sobrolho sem ambiguidade como qualquer ocidental, apesar das centenas de milhares de anos de separação desde o último ancestral comum partilhado. O «sorriso» de um babuíno é uma ameaça; o sorriso de um homem é um sinal de agrado: é a sua natureza humana em todo o mundo.
Partindo do pressuposto de que existe uma natureza humana típica, e sem negar a existência de diferenças culturais e de particularidades humanas, Matt Ridley, autor de Genoma, acredita que é fácil tomar como garantida a semelhança sólida que subjaz à raça humana. A sopa de olhos de ovelha, um abanar de cabeça que significa sim, a privacidade ocidental, os rituais de circuncisão, as siestas da tarde, as religiões, as linguagens, as diferenças na frequência do sorriso entre um empregado de restaurante russo e um americano – existe uma míriade de particularidades humanas, bem como de características universais.
É impossível entender a natureza humana sem compreender como esta evoluiu, assim como é impossível perceber como evoluiu a natureza humana sem compreender como evoluiu a sexualidade humana. Tomando o sexo como tema central da nossa evolução, A Rainha de Copas é um inquérito à natureza dessa natureza humana.
A Rainha de Copas foi finalista do Prémio Rhône-Poulenc 1994 para o melhor livro de ciência.

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Crítica da Razão Cínica, publicado por ocasião do bicentenário da Crítica da Razão Pura de Kant, é, antes de mais, uma crítica da modernidade.
Para Peter Sloterdijk, o actual cinismo resulta da perda das ilusões iluministas.
Na Antiguidade, com Diógenes, o cinismo era uma atitude individual confinada a uma corrente filosófica de reduzida expressão.
No nosso tempo, enquanto «falsa consciência», é um fenómeno generalizado que Sloterdijk detecta nos mais diversos campos, da vida privada à religião.
Como resposta a este cinismo moderno, e para que ele possa ser ultrapassado, o autor sugere a redescoberta das virtudes do antigo cinismo ou, mais exactamente, do kinismo, que passa pelo riso, a insolência e a invectiva. Este processo poderia permitir transformar o ser (Sein) em ser consciente (Bewusstsein).
Surgida na Alemanha em 1983 e considerada então por Habermas como a principal obra filosófica das últimas décadas, Crítica da Razão Cínica permite-nos também entender melhor o trajecto intelectual de Sloterdijk e as polémicas suscitadas pelos seus livros mais recentes.

 

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“This is the critical point of this book: if you are that zebra running for your life, or that lion sprinting for your meal, your body’s physiological response mechanisms are superbly adapted for dealing with such short-term physical emergencies. For the vast majority of beasts on this planet, stress is about a short-term crisis, after which it’s either over with or you’re over with. When we sit around and worry about stressful things, we turn on the same physiological responses—but they are potentially a disaster when provoked chronically. A large body of evidence suggests that stress-related disease emerges, predominantly, out of the fact that we so often activate a physiological system that has evolved for responding to acute physical emergencies, but we turn it on for months on end, worrying about mortgages, relationships, and promotions.”

 

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"Os Cantos de Maldoror é uma obra de poesia em prosa, composta de seis partes ("cantos"), escrita entre 1868 e 1869 pelo Conde de Lautréamont (pseudónimo de Isidore Ducasss, poeta francês de origem uruguaia) e publicada em 1869. É considerada uma das obras seminais da literatura fantástica, ainda que o seu universo estranho e mórbido seja de difícil classificação. O poema está dividido em sessenta secções de extensão irregular, designadas pelo autor como estrofes, distribuídas por seis cantos. O poema descreve cenas brutais, por vezes de violência extrema, em que os principais temas são a crueldade, a maldade, a covardia e a estupidez humana.

Ao longo da narração das cenas horríveis que são descritas, o narrador vai antecipando questões, dirigindo-se explicitamente ao leitor (que aqui aparece mais ou menos identificado como sendo os destinatários do poema – ainda que por vezes se dirija especificamente a um leitor singular), explicando o que é dito, de forma algo paralela às observações feitas por Virgílio e Dante, ao longo da Divina Comédia, ainda que neste caso, o narrador tenha mais tendência a lembrar o leitor de que tais situações são fictícias, enquanto que Virgílio parecia, com a sua autoridade clássica, legitimar as ocorrências descritas por Dante. Ao longo do poema nota-se, aliás, como este narrador se vai distanciando daquilo que é contado, o que pode ser interpretado como uma evolução do próprio autor enquanto escritor. O poema está repleto de passagens que são frequentemente criticadas, como sendo absurdas ou de gosto duvidoso, além de partes que terão sido plagiadas de livros científicos.

O livro foi traduzido em Portugal por Pedro Tamen e editado pelas editoras Momo, Antígona, Quasi, Fenda e Moraes. Uma das duas ilustrações portuguesas do texto publicada foi efectuada por Luís Alves da Costa, em 1987, e editada pela Fundação Calouste Gulbenkian em 1992. A outra foi por Ricardo Castro, para a editora Momo, em 2015.

A banda portuguesa Mão Morta trabalhou em temas e encenação com a temática dos Cantos de Maldoror."

 

https://www.publico.pt/2004/08/21/jornal/os-cantos-de-maldoror-de-lautreamont-cantico-do-mal-192191

 

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“Ideas that require people to reorganize their picture of the world provoke hostility.”

 

“Science was constructed against a lot of nonsense”

 

“quoting Tolstoy: “I know that most men, including those at ease with problems of the greatest complexity, can seldom accept even the simplest and most obvious truth if it be such as would oblige them to admit the falsity of conclusions which they have delighted in explaining to colleagues, which they have proudly taught to others, and which they have woven, thread by thread, into the fabric of their lives.”

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"É tempo de gozar um bocado comigo e de mim. Porque só tenho duas saídas: essa, da jocosidade, ou da amargura. Por este caminho, ninguém vem atrás de mim. Não se cativa pela choradeira, mas pelo humor."

 

"Continuo, por aqui, vivo, porque não tenho onde cair morto."

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"onde homens de génio, como Antero de Quental, Camilo e Soares dos Reis, têm de recorrer ao suicídio como solução final duma existência inglória e sangrenta; numa sociedade, onde o pensamento representa um capital negativo, um fardo embaraçoso, para jornadear pelo caminho da vida; num povo, onde essa minoria intelectual, que constitui o orgulho de cada nação, se vê condenada a cruzar os braços com inércia desdenhosa, ou deixá-los cair desoladamente, sob pena de ser esterilmente derrotada; num país onde a inteligência é um capital inútil e onde o único capital deveras produtivo é a falta de vergonha e a falta de escrúpulos"

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"Cualquier destino, por largo y complicado que sea, consta en realidad de un solo momento: el momento en que el hombre sabe para siempre quién es."

"Fácilmente aceptamos la realidad, acaso porque intuimos que nada es Real."

 

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“A sabedoria serve de freio à juventude, de consolo aos velhos , de riqueza aos pobres, e de adorno aos ricos.”

"Quanto mais conheço as pessoas, mais gosto do meu cão "

 

Diógenes, o Cínico 

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To free his father and himself from his mother's tyranny, Pierre Rivière decided to kill her. On June 3,1835, he went inside his small Normandy house with a pruning hook and cut to death his mother, his eighteen-year-old sister, and his seven-year-old brother. Then, in jail, he wrote a memoir to justify the whole gruesome tale. Michel Foucault, author of Madness and Civilization and Discipline and Punish, collected the relevant documents of the case, including medical and legal testimony, police records. and Rivière's memoir. The Rivière case, he points out, occurred at a time when many professions were contending for status and power. Medical authority was challenging law, branches of government were vying. Foucault's reconstruction of the case is a brilliant exploration of the roots of our contemporary views of madness, justice, and crime.

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 “There are people who think we can find a problem and then point at an area or a circuit in the brain as the cause of it. Even if that is possible, then there is another problem. How do you tell, if you take the example of strong beliefs, whose are the right beliefs and whose are the wrong beliefs?”

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