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Blogue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

Blogue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

Um eu postiço.

 

"Quando falo com sinceridade não sei com que sinceridade falo. Sou variamente outro do que um eu que não sei se existe (se é esses outros).
Sinto crenças que não tenho(...) A minha perpétua atenção, sobre mim, perpetuamente me aponta traições de alma, a um carácter que, talvez, eu não tenha, nem ela julga que eu tenho.
Sinto-me múltiplo. Sou como um quarto com inúmeros espelhos, fantásticos, que torcem, para reflexões falsas uma única, anterior, realidade que não está em nenhuma e está em todas.
Como o panteísta se sente árvore e até flor, eu sinto-me vários seres. Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente, como se o meu ser participasse de todos os homens, incompletamente, por uma suma de não-eu, sintetizados num eu postiço".

 

1915? Páginas Íntimas e de Auto-Interpretação. Fernando Pessoa. (Textos estabelecidos e prefaciados por Georg Rudolf Lind e Jacinto do Prado Coelho.) Lisboa: Ática, 1966.



Serei, eu, quem sou, ou um outro, por mim, crido? E quanto do que faço, me cabe a mim, se eu, ao outro, anuir no inconseguido? E se de tantas, terem sido as coisas, me fiz num pouco de mim? Quanto de mim há em outros de quem me julgo ser?

 

2019? Vorph Valknut, Páginas Íntimas e de Auto-Interpretação, Maia: Blogue de Alterne

Ars V, Aspera Hiems Symfonia.

 

Para a Psicologia do Artista.


Para que haja arte, para que haja alguma acção e contemplação estéticas, torna-se indispensável uma condição fisiológica prévia: a embriaguez. A embriaguez tem de intensificar primeiro a excitabilidade da máquina inteira: antes disto não acontece arte alguma. Todos os tipos de embriaguez, por muito diferentes que sejam os seus condicionamentos, têm a força de conseguir isto: sobretudo a embriaguez da excitação sexual, que é a forma mais antiga e originária de embriaguez. Também a embriaguez que se segue a todos os grandes apetites, a todos os afectos fortes; a embriaguez da festa, da rivalidade, do feito temerário, da vitória, de todo o movimento extremo; a embriaguez da crueldade; a embriaguez da destruição; a embriaguez resultante de certos influxos meteorológicos, por exemplo a embriaguez primaveril; ou a devida ao influxo dos narcóticos; por fim, a embriaguez da vontade, a embriaguez de uma vontade sobrecarregada e dilatada. — O essencial na embriaguez é o sentimento de plenitude e de intensificação das forças. Deste sentimento fazemos partícipes as coisas, contragemo-las a que participem de nós, violentamo-las, — idealizar é o nome que se dá a esse processo. Libertemo-nos aqui de um preconceito: o idealizar não consiste, como se crê comummente, num subtrair ou diminuir o pequeno, o acessório. Um enorme extrair os traços principais é, isso sim, o decisivo, de tal modo que os outros desapareçam ante eles.

Friedrich Nietzsche, in "Crepúsculo dos Ídolos"

É necessária alguma embriaguez para resistir às vertigens das grandes contemplações.

Vorph Valknut, in "Blogue de Alterne"

O Ser-Manso, em português. Uma Contribuição Epidemiológica. Uma Ana Lise em Rectoperspectiva.

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"O Montijo Vai Acontecer" 

De José Luís Arnaut, edições Renova

"O presidente do Conselho de Administração da ANA (José Luís Arnaud) deixou claro que o aeroporto do Montijo vai avançar e que apesar de existirem correcções a fazer “o relatório da APA cria condições objectivas para que o Montijo possa acontecer(...)José Luís Arnaut não deixa no entanto de criticar algumas das medidas apontadas no relatório da APA que qualifica como “absurdas”. Ainda assim garante total empenho da Vinci na analise das medidas e total respeito pela protecção do ambiente. Lembra contudo que os custos dessas medidas são as companhias aéreas e os passageiros que vão pagar".

Mais que descarado, um depravado.

 

Arnaut, modelo de nus morais, das mais feias artes

 

 

Adenda, em miúdos, e para menores:

José Luís Arnaut, advogado de nomeada, assessorou quer a empresa, Vinci, primeira classificada na privatização da ANA, quer o Governo que a privatizou. A isto se chama um Clube de Gente Morta. 

 

Discurso do Bezerro de Ouro aos Apóstolos, 6:66 (NVI) :

“Nunca como hoje o tema da Ética nos negócios foi tão escrutinado na opinião pública, ao mesmo tempo que reguladores globais e Governos lhe dedicam cada vez mais atenção nas directivas e Leis que norteiam a actividade económica”, afirma José Luis Arnaut, em comunicado, citado pelo Jornal Económico.

 

 

O Livro dos Três Princípios - Quem Somos - I parte

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Meus Queridos Pais,

     Vou aproveitar a tal história sobre Ana Paula, a vossa cara e coroa da liberdade, para dar uma pincelada sobre os últimos cinquenta anos. Crítica. Interessa-me o carácter das pessoas e o que vi. São coisas pequenas, que ficaram por dizer e fazem toda a diferença.

Sim, sei. Cada qual vê o mundo como vê e há guerras que não devemos comprar. Mas vou comprar. Corro riscos. Exponho-me ao ridículo. Faço o que pode ser considerado medíocre tratado de menoridades e moralidades. Longe de liberdades fingidas e do humor doutrinal; longe da cartilha do nosso tempo. Sem sofisticação. Nada recomendável, portanto. Escrevo do lado de fora; o da liberdade, propriamente dita. Sem pedir consentimento, despejo um chorrilho de considerações sobre miudezas que não move o curso do tempo nem comove quem se interessa pelo destino do mundo e pelas grandes questões da humanidade. Disparo conclusões em vez de perguntas. Crio uma mancha de tinta cheia de imperfeições, e um elenco de personagens que não despegam de imputações escusadas e ilações contestáveis. Sem cunho literário e os seus tiques. Sem as longas descrições sobre a beleza da paisagem, a fealdade da sala, da parede. Sem a subtileza de saber dizer sem dizer. Pouco no livro se intui. Digo, escrevo. É cru. Não será belo, não será arte, mas é o que preciso dizer, agora. Exponho-me por pouco, é verdade.

Pela liberdade, nada a fazer. Vivo-a sem remorsos em vez de a pregar. Já a arte me deixa a mágoa de não ser capaz. Aspiro a dias melhores e faço a tentativa de romance ou novela com a matéria-prima à minha mão, e por mais trivial que seja não posso nem quero ignorar. Poderá ser falhada, por falta de sabedoria em libertar as personagens, mas será acabada. Desta vez, chegarei ao fim. Garanto.

    Beijo

       Margarida

(continua)

______

De Isabel Paulos, do blogue, Comezinhas

 

 

Sobre a Alt Right "tuga", eis Gabriel Mithá Ribeiro.

" o aluno, na escola, deve ocupar o último lugar" - minuto 11:26.

Gabriel, um atrasado mental, pois pensa os dias por diante usando os de trás. 

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Livro dedicado, pelo autor, a Donald Trump, Jair Bolsonaro, à Nova Direita Europeia e ao Povo de Israel.

Convém lembrar que Gabriel Mithá Ribeiro tem mãe islâmica, sendo de ascendência africana, árabe e indiana. Um puro sangue teutónico, portanto.

 

Interrogo-me, como seria a vida da mamã do Mithá, se no seu tempo, mandasse, na Europa, Viktor Orban?

 

A Escola, principalmente a Faculdade, desenvolve todas as faculdades mentais, incluindo a idiotice. 

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