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B(V)logue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

B(V)logue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

16.12.18

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Vorph "ги́ря" Valknut

Sobre a importância do Pensar. Da Filosofia - Pt1

 

20 de Fevereiro de 2017

Dedicado ao G., à M. e à Cl, por causa da nossa conversa ao jantar? Ou foi durante o almoço?


Leis Naturais-
São regras universais, não sujeitas ao arbítrio pessoal (ao capricho da vontade de cada um; não dependentes do que cada um, num dado momento, considera melhor/útil). Contudo nas suas “ origens primeiras” as Leis podem, na aparência, ser obra do Acaso (sabe-se como uma substância reage com outra, mas não se consegue explicar o porquê – a ciência explica o "Como", nunca os "Porquês" – sabemos como nos queimamos, e a que temperatura (acima dos 44ºC), mas não sabemos porque o fogo nos tem de queimar, ou porque só acima de determinada temperatura o faz.
Esquematicamente:

Para as mesmas Causa(s)-----------Os mesmos Efeito(s).

Daqui, no plano pessoal/moral, surge a Responsabilidade (agindo assim, obterei aquilo)

Caso não existissem, as Leis, na sua estabilidade, não haveria mundo, mas sim mundos. Cada um, com as suas regras, ao gosto do que cada um gostasse mais, num dado momento. Um mundo novo por dia.

Uma coisa para existir, necessita de algo que a defina (propriedades físicas, regidas por Leis Naturais), durante um intervalo de tempo considerado.
Eu para ser eu, devo ser amanhã, o que sou hoje (devo, para saber quem sou, reconhecer-me ao espelho – exterior e interior). E para que os outros saibam quem eu sou, devo em primeiro lugar saber quem sou (ex: ter memória de mim mesmo; “saber o meu nome”).

Da existência de Leis resulta a previsibilidade. E da previsibilidade, a possibilidade de Aprendizagem, da escolha mais acertada (uma determinada acção, tem uma determinada consequência)

Liberdade só existe se tivermos a possibilidade de escolher-
Só existe Liberdade se se poder escolher entre dois ou mais estados definidos e diferentes. Perante duas coisas iguais não temos o poder da escolha. Escolher implicará sempre a existência de contrários.
E para escolher “correctamente” é necessária a Aprendizagem.

E para haver aprendizagem é necessário haver ignorância.

(cont.)