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Blogue de Alterne

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Outubro 10, 2019

Vorph Valknut

 

A linguagem traduzindo conhecimento, e sendo o Conhecimento um elemento de Poder, a sua complexidade pode não traduzir, obrigatoriamente, uma complexidade de conhecimento, mas apenas uma tentativa, uma técnica, uma táctica, para limitar o acesso da gente que não sabe, ao saber.

 

De onde virão as regras idiomáticas, enigmáticas, se a palavra não existe? A palavra nasceu como um fato do facto, tendo, ironicamente, na sua subjectividade, amadurecido, pela decomposição da objectividade do real. E mascarando- o, complexificando-se, esconde cada vez mais o que pretendia revelar.

E se a evolução da língua tivesse como factor selectivo, a mentira, a ocultação da verdade? Falaríamos "melhor" , mais elaboradamente, com o propósito, único, de convencer, doutrinar, mentir. O uso da linguagem seria mais um, de tantos instrumentos políticos (ao serviço do Poder) e não o veículo, inicial, da verdade, do conhecimento natural, objectivo.

Complexificar para baralhar, para humilhar, para estratificar, criando novas pirâmides de saber ("não se escreve assim, mas assado!!" - eis o Linguista, o Filólogo, que a si e assim arranja o seu lugar, numa importância de nadas ).

Falam-nos de ablativos absolutos?! Ai, como eu gostava que a linguagem fosse apenas fraternização e não trabalho pesado. Mas que esperar, se até do nada vemos o infinito?
Desconfio que as ciências da língua, mais esse português ensinado, nas Escolas, tomem com mais precisão o formalismo da letra , a regra oca do significado , do que a forma correcta de escrever o pensado. Acabamos os anos de escola sempre na dúvida como bem escrever ou falar e em dívida com o bem pensar. Fá-lo-ão de propósito esses Ocultistas da Língua?

Ao mesmo tempo que nos ensinam, magistralmente, a escrever o pensamento, fazem-nos esquecer, silenciosamente, a pensar. Eis a Escola.


Terei escrito bem? Ou pensado melhor?

 

 

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