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B(V)logue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

B(V)logue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

23.09.19

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Vorph "Girevoy" Valknut

 

 

Lembrando Darwin, os mais aptos sobrevivem não por serem os mais fortes, ou os mais inteligentes, mas por serem os que mais facilmente se adaptam às mudanças ambientais do seu habitat.
Assim as espécies animais menos especializadas apresentam uma desvantagem competitiva, em habitats estáveis, quando competem com outras muito especializadas (ex: cavalo vs camelo, no deserto). Contudo se o ambiente sofrer alterações, repentinas e/ou drásticas, as espécies altamente especializadas, serão as mais vulneráveis a uma extinção, ao contrário das outras, que não se tendo especializado (ex: omnívoras vs carnívoras estritas), excessivamente, apresentam maior flexibilidade de adaptação, de resposta, às novas pressões selectivas.

Penso que o ser humano, com o passar dos milénios, se tornou um animal muito especializado, levando essa especialização a uma perda de autonomia individual, acompanhada, simultaneamente, de uma crescente dependência das coisas que, criadas por ele, o substituem (especialização do saber vs interligação dos vários saberes; saber muito de pouco, e pouco de muito). Ironicamente o Homem tem, assim, desaprendido por ter aprendido, bem, a fazer as mais engenhosas máquinas . Um dia que as não possa fazer, ou que seja obrigado a adaptar-se a novas condições exteriores, dele não dependentes, fá-lo-á lentamente, na melhor das hipóteses. A questão não será, assim, tanto a sobrevivência da nossa espécie, mas o número dos que perecerão, inutilmente, em consequência dessa lentidão, dessa dificuldade de adaptação, típica, dos animais altamente especializados.