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Blogue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

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Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

18 Set, 2019

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Head trash, mind stink
Don't think, burn now
Clean mind, kill time
Black cloud, burn now
Tight rope, neck choke
Take hope, burn now
Mind scan, flat land

 

O primeiro humano formulou, em primeiro lugar, o fim da sua vida, e só depois o fim do mundo. E rala-se com este, porque se importa com aquele. Houvesse fim do mundo, sem fim da vida, e não haveria grande estribilho, ou estrondo.

Os equilíbrios existem, resultando de velhos desequilíbrios. O que é "chato" é se como pagamento do novo desequilíbrio é-nos exigido um horizontal e permanente equilíbrio.

Essa visão, recente, da inevitabilidade da extinção de determinadas espécies animais, explicada pelas alterações climáticas,  e aceite, porque inserida, na fatalidade das normais dinâmicas ctónicas é estulta, pois recorrendo-me da mesma lógica, poderia aplicá-la a temas mais sérios, como a destruição, a doença, a morte e o sofrimento, velhos amigos da vida. A questão é, se o que existe, e existiu naturalmente, é justificação para que continue a existir (onde estaríamos, hoje, se nisso acreditássemos?). A questão é, também, se devemos avaliar o que é, ou não, moral, pelo crivo do que é, ou não, natural.

Perguntaram-me, certa vez, que  "sendo a moral uma construção exclusivamente humana, não seria inglório querer adicional moral à natureza?" Respondi que "a partir do momento em que fitámos a doença, em que decidimos que os fracos, os frágeis, deveriam viver e reproduzir-se, tornamos imoral, a indiferença natural.

 

 

 

 

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