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Blogue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

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Em memória de Silva Porto

Silva_Porto.jpg

Incumbido pelo governo português, sob a tutela de D. Luís I (1861-1889), foi encarregado de pacificar tribos e pôr um fim às injustiças sociais a que se submetiam os nativos africanos . A isso e aos iminentes perigos de invasão estrangeira, solicitou ajuda da corte para uma intervenção militar na região. Não atendido, fez-se agricultor, formando uma grande fazenda no Bié (Belmonte) e outra próximo a Benguela. Regressou a Portugal para negociar e assim que retornou a África, viu as suas propriedades incendiadas. Foi nomeado capitão-mor da região, realizando grandes esforços para assegurar o prestígio das autoridades portuguesas ante as invasões de outros países europeus e as ameaçadoras tendências da política nativa, manipulada pelas Potências Colonialistas Europeias. Velho, empobrecido, exausto, mas extremamente patriota , esperava que chegassem recursos e reforços para que Portugal não sofresse grandes humilhações. Mas essa ajuda nunca chegou. A metrópole sofria uma transição política, com a posse de D. Carlos I (1889-1908). A situação tornou-se cada vez mais tensa e percebendo o seu abandono e o desinteresse da Pátria pelos sacrifícios feitos em nome de Portugal, numa madrugada, levantou-se, embrulhou-se na bandeira portuguesa, sentou-se sobre um barril de pólvora e ateou fogo, fazendo-se explodir. Decidiu fazer da sua morte um libelo acusatório à pátria, que perdurasse na tempo.

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