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B(V)logue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

B(V)logue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

14.06.20

Trump sabia muito bem o que disse ("SS, great job!")


Vorph "ги́ря" Valknut

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Trump, no Twitter, expressou o seu agradecimento às diversas forças policiais e de segurança interna, pelo trabalho das últimas semanas, caracterizadas por protestos anti-racistas. Contudo, maganão como é, usou, no "tweet", o acrónimo SS para designar os Serviços Secretos. Alguma comunicação social pegou no caso e outros patearam, em protesto, contra a associação da tal "SS", de Trump, à outra, de Hitler. Vejamos, então:

Os Serviços Secretos são comummente conhecidos, referidos, com o acrónimo SS?

Não. 

Os Serviços Secretos são uma Agência de Segurança especialmente dedicada à protecção pessoal (Schutzstaffel/SS) do Presidente dos Estados Unidos?

Sim. 

Entre a base de apoio do Capri Sun contam-se organizações de Extrema Direita, como o KKK?

Sim. 

É frequente o Capri Sun usar a divisão popular, abjecta, com propósitos políticos e eleitoralistas?

Sim. 

Trump mandou "varrer" uma manifestação pacífica, contra o racismo, exclusivamente com o propósito de pousar, junto a uma Igreja Evangélica, pregando uma Bíblia?

Sim. 

As Igrejas Evangélicas, como instituições, têm apoiado, no geral, políticos autoritários, com tiques fascistas, ditatoriais?

Sim. Até Ventura procura nelas financiamento

Trump quis dizer exactamente aquilo que nós pensamos que ele quis dizer. O veneno está-lhe no sangue.

 

Agradeço ao jpt a oportunidade para dita reflexão. 

13.06.20

Se querem aumentar as receitas estatais que o façam à custa dos onzeneiros. 


Vorph "ги́ря" Valknut

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Thomas Pikkety, autor do célebre, Capital, afirma que quem não tem dívidas deverá pagar mais impostos. Um enunciado descarado. E se a ausência de dívida se relacionar com a incapacidade de a gerar, em consequência de uma brutal carga fiscal ou de baixos salários?

Há nesta ideia um travo punitivo sobre aqueles que, inteligentemente, associam dívida à perda de liberdade. Parece-me descabido. Se querem aumentar as receitas estatais que o façam à custa dos onzeneiros. 

13.06.20

O Holocausto da Escravatura


Vorph "ги́ря" Valknut

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"Os nazis não foram responsáveis pelo anti-semitismo praticado pelo regime alemão. Afinal, o anti-semitismo nem sequer é alemão, sendo, inclusive, mais antigo do que a ideologia de Rosenberg". 

Declaração real de um idiota inventado. 

É frequente os racistas, ocidentais, usarem como argumento, bronco, tendente a uma relativização da responsabilidade europeia no comércio negreiro, a tal existência pré-colonial da escravatura no Continente africano. Julgam arranjar assim alguma atenuante, senão mesmo a Absolvição. É verdade que a escravatura é muito antiga, e que eu saiba, prática universal. Há quem afirme que dela ou por ela surgiu a Civilização. Não sei. O que sei é que quem usa estes ou aqueles argumentos comete um erro. Vejamos, também o anti-semitismo é secular na Europa. Recordo D. Manuel e os Reis Católicos, ou os pogroms ocorridos na Europa de leste, quer na Idade Média, quer no séc XIX. Tais perseguições eram esporádicas e os seus resultados imprecisos, excepto quando o Estado intervinha, através de uma propaganda brutal. Foi precisamente este o contributo singular dos Europeus no comércio esclavagista. A escravatura, sobretudo a subsariana, existia (sem organização estatal), mas foram os "civilizados" brancos que lhe deram uma dinâmica inigualável, uma técnica "científica", empregando, para o efeito, a máquina e organização estatal. Ou seja, aproveitaram uma prática cultural antiga, amplificando-a, exponencialmente, para seu bom proveito. Aliás, este aproveitamento, esta estratégia, foi também usada pelos nazis. Canalizaram a frustração das massas, recorrendo à propaganda massiva, usando o anti-semitismo larvar, para a prossecução das suas grotescas ideias.

Relembro que as estimativas apontam, aproximadamente, para 8 milhões de negros sequestrados do continente africano e vendidos nas colónias americanas. Um Genocídio Africano. 

E negar o Genocídio continua a ser crime, correcto? Ou é tudo relativo? 

12.06.20

Corremos o risco de desfocarmos o Passado se usarmos as lentes progressivas do Presente


Vorph "ги́ря" Valknut

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Anda para aí um alvoroço em protesto às artes plásticas. Decapitam e pintam ícones invocando Novas Ordens. Uns racistas, outros imperialistas! Atenção, malta, com os critérios! Corremos o risco de desfocarmos o Passado se usarmos as lentes progressivas do Presente. Como alguém já disse, a História é o registo das atrocidades vencedoras. Porém, também ouço alguns defenderem que nesses dias, de antanho, os crimes, a maldade, eram aceites pelos coevos com a normalidade do costume. E é aqui que falta a verdade. Grandes Homens, houve, no Passado que se indignaram, protestaram, repudiaram essas tradições bem vistas. Lembro-me, por exemplo, de Bartolomeu de Las Casas e claro, do nosso Padre, António Vieira. Ambos escarmentados pelos patrões de então. 

12.06.20

O abismo entre o mundo real e o mundo bolsista


Vorph "ги́ря" Valknut

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Se um sistema vinga sob as misérias humanas, as suas regras são inumanas, os seus valores, pervertidos. O sistema financeiro é na minha, modesta, opinião, o cancro do capitalismo e das democracias liberais (conferir o surgimento e fortalecimento dos movimentos populistas pós crise internacional de 2008). Sabendo nós que os regimes políticos liberais e democráticos se financiam nos mercados bolsistas, a longo prazo alguém, ou algo, vai obrigatoriamente ter de ceder. 

09.06.20

O prazer sem propósito.


Vorph "ги́ря" Valknut

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Sabemos como o Homem tem uma tendência inata para criar padrões, seus conhecidos, nas coisas novas que vai vendo ou descobrindo. É desta forma que o Homem torna familiar o desconhecido. É assim que espanta o medo. Num conjunto de blocos de granito, postos ao acaso, pelas forças sem propósito da natureza, tende a ver nelas caras, suas conhecidas. E faz o mesmo com as nuvens sopradas pelo capricho do vento. Ora barquinhos, animais, formas humanas, ora castelos... 

Mas a esta tendência que nos é tão natural, involuntária, como o respirar, associa-se uma outra. A de arranjarmos um propósito concreto, materialista, lógico nessas ou noutras coisas que vamos vendo, pensando. Por exemplo, ontem, quando andava lá em cima, na montanha, vi uma ave de rapina, num voo circular. Pensei "Decerto está a ver uma cobra, um ratito"....Ao descobrir essa tal tendência, em mim, ri-me e disse: "Na volta voa assim apenas pelo prazer que lha dá um voar sem sentido".