Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

B(V)logue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

B(V)logue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

07.04.20

As máscaras e a transmissão viral de movimentos populistas e teorias conspirativas.


Vorph "ги́ря" Valknut

N95-Ffp2-Dust-Face-Mask.jpg

61p-ue0k9sl._sx425_.jpg

coronavirus-porter-une-echarpe-ou-un-foulard-a-def

Escandaliza-me que os Mestres em Medicina considerem haver eficácia equivalente, na retenção de partículas virais, entre máscaras com diferentes níveis de segurança e de justaposição facial, aquando da sua utilização (cirúrgicas vs N95 vs filtros HEPA), e mesmo entre estas e écharpes ou cachecóis.

Este diletantismo, por parte das Autoridades, ditas competentes, sobre o uso massivo ou não de todo o tipo de máscaras, alimenta a propagação viral dos movimentos populistas e conspirativos.

Aos interessados, aqui :

https://www.vaniman.com/do-hepa-air-purifiers-filter-out-the-covid-19-virus/

E aqui :

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/1524265/

https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/16490606/

Não encontrei ensaios clínicos entre cachecóis e máscaras N95/HEPA/máscaras cirúrgicas. Não encontrei, também, ensaios clínicos que afirmem taxativamente serem as N95 superiores às usuais máscaras cirúrgicas (amostragem pequena, condições experimentais pouco representativas). 

 

05.04.20

Andam a brincar com a malta? Como é que é?


Vorph "ги́ря" Valknut

Excerto do documento, "Argumentação e Evidência Científica para o Uso Generalizado de Máscaras pela População Portuguesa”, do CEMP (Conselho de Escolas Médicas Portuguesas) :

“Está demonstrado que a utilização das máscaras diminui o potencial de contaminação. O que nos incomodou na posição da Direção-Geral da Saúde foi o argumento utilizado: de que não era eficaz. Isto não é verdade. O que temos é que não há máscaras suficientes e, por isso, arranjou-se um artifício, uma desculpa, dizendo que as máscaras não são eficazes”, afirmou, em entrevista à Lusa, o líder do conselho que reúne a academia portuguesa na área da medicina".

Na minha rua, uma boca, deste calibre, causaria dentes partidos e uma ida ao Hospital, passando pela casa da Polícia. Presumo, porém, que tudo acabe numa farra com punhetas de bacalhau. 

 

05.04.20

A fome mata mais que a bala.


Vorph "ги́ря" Valknut

touro.jpg

coronavirus-2.jpg

Nestas matérias onde se mistura vida e dignidade convém não andar à pesca de números.

Dos 50 aos 80 anos a taxa de mortalidade, total , por Covid-19, é de 28%, sensivelmente.

Em Portugal, a traços muito largos, serão mais de 3 milhões de pessoas com idades compreendidas naquele intervalo etário.

Quanto à falta de investimento na Saúde, presumo que tenha sido por obrigação da tão santificada Economia. A tal "ciência", que através de regras inventadas, justifica, justificou, a morte, objectiva e concreta, de milhões de pessoas. A fome mata mais que a bala.

As previsões epidemiológicas (número potencial de infectados, taxa de mortalidade, período de quarentena, etc) actuais são baseadas em medidas profiláticas. Mudando as últimas, perdem sentido as primeiras.

O conhecimento científico é objectivo. A sua interpretação, não. Daí a necessidade de prestarmos atenção aos Especialistas e Instituições mais creditadas, e não a quem gosta de mantas, sobre o pernil, e cortinas de olhados.

05.04.20

A vida merece ser vivida quando nela cabem mais páginas em branco do que ditados duros em margens estreitas.


Vorph "ги́ря" Valknut

Não falando, em concreto, desta pandemia, recuso, como indivíduo e cidadão a, em nome da "saúde pública", em nome da "sociedade" (não me abdico em "afectividades" a desconhecidos) obedecer, religiosamente, ao que a ciência me diz para fazer mas, sobretudo, ao que me impede de fazer.

Como "conhecedor" da história dos movimentos ideológicos e "sabedor", também, de como a ciência não raramente é conduzida pela política e pelo capricho de uma volúvel e fútil vontade (a ciência não é politicamente neutra, nem por si virtuosa) , os países, os parlamentos, os jornalistas, deverão saber que acima da vida estará sempre a liberdade de a podermos viver à nossa maneira, de a gastarmos conforme o nosso desejo. E para tal torna-se axial não só aprendermos, como até aqui, um conhecimento técnico e científico, mas um outro, esquecido e antigo que, não sendo transformativo por fora, o é por dentro.

Estou certo que uma sociedade, uma comunidade cobarde, cheia de medos, perecerá, abdicando de si, entregando-se aos especialistas/ao, O Especialista. A Liberdade concreta do Indivíduo e não a Vida abstracta, deverá ser, sempre, o nosso Valor Absoluto.

 

A vida merece ser vivida quando nela cabem mais páginas em branco do que ditados duros em margens estreitas.

03.04.20

Povo que hás-de gritar descalço.


Vorph "ги́ря" Valknut

A União Europeia diz aos Estados membros para se endividarem. Os défices aumentarão por aí acima (em Portugal prevê-se, este ano, um défice a rondar os 10% ou seja semelhante ao da última crise económica). Não haverá euro(corona)bonds. Os Estados serão obrigados a pagar os créditos, os empréstimos, conforme o risco, avaliado pelas, já conhecidas, agências de rating. Os juros da dívida subirão, "upa upa". Em Espanha fala-se, através de Iglesias (não o cantor), no confisco da propriedade privada, previsto num artigo de rodapé da Constituição espanhola. O confisco não virá, assim, "à bruta", pois o Socialismo morreu e fede. Simplesmente o Estado, o deles, e o nosso, aumentará a carga fiscal, diminuirá pensões e reformas, cortará as "gorduras" do Estado. O desemprego ficará viçoso, adubado pela mão da banca. Os cidadãos ficarão sem possibilidade de pagar o pão e a casa. Entregarão, então, a casa, pois antes no pão e no talho. E o roubo, "a Nacionalização", a humilhação, fica consumada. Depois, das duas, uma. Ou ficamos calados porque, enfim, já lhe tomámos o gosto. Ou batemos o punho, reviramos a mesa e pedimos novo baralho, porque esta jogatana perdeu a piada quando são os mesmos sempre a perder. 

Em Portugal, podemos estar certos também do dia em que entre a classe política e dentro da sociedade civil se ouvirão libelos de acusação, recriminações, flagelamentos e autos de má fé. Porque a culpa, disto tudo, do "conivírus" e da geada, é do "tuga" gostar de carros "alemãos". De gostar de viver acima da suas possibilidades. E a acusação será aplaudida pela assistência, anuída pelo réu, deliberada por um homem sério, "sem" passado político, mas passado, politicamente. A "vacina" deixará de fazer falta, porque o tratamento temo-lo em casa e a doença torna-se num livre directo de oportunidade. "Não sejam piegas, todos morreremos um dia".

Escrevi de jacto, não na cómoda de entrada, mas no quarto escuro. Peço desculpa pelas gralhas e outras aves necrófagas.

 

Um bem haja. Uma boa quarta (ou quinta) feira de cinzas, seja ela quando for. Nunca fui dado a pantominices. 

03.04.20

Repugnantes os que usam gráficos para colorir tragédias.


Vorph "ги́ря" Valknut

Fez escola a afirmação de Estaline relativa às mortes traduzidas, friamente, pelas estatísticas. Umas barras coloridas correndo ao longo de dois eixos. Um referente ao Tempo, outro referente ao número de Mortos. Substituíssemos mortos por toneladas de uma coisa qualquer e não veríamos grande diferença mas, sobretudo, não sentiríamos da forma apropriada. Continuaríamos a ver barras coloridas.

2018_11_22_graf_colunas_ex3.jpg

grafico.jpg

 

Mas sentimos saber distintamente quando vemos a tradução material desses números, dessas barras, dessas estatísticas. Perdem sentido, desajustam de forma grotesca a informação, assim, reduzida. E quando numa garagem, de um centro comercial, se aparcam caixões e não carros, em resultado da ausência de espaço para arrumar tanta morte, tornam-se, por fim, repugnantes. E repugnantes também os que usam gráficos de propósito e com o propósito de esconderem o tamanho das tragédias.

 

02.04.20

Seguir-se-á, à saída de Thanatos, a entrada desabrida de Eros.


Vorph "ги́ря" Valknut

the-death-1883-gustave-dore.jpg

(A Morte, de Gustave Dore) 

 

O coronavírus é um teste à nossa humanidade. Será que, no meio da angústia de podermos ser contaminados ou de vermos os mais queridos afetados, seremos capazes de olhar para os outros como parte da mesma humanidade?

Não haverá nenhuma reforma do "Sistema", seja lá o que isso for. Em se descobrindo a cura, a bala de prata, contra o "bicho", correremos, no primeiro dia do pós há de vir, desenfreadamente, para o Centro Comercial, atulhando-nos por compensação ao jejum forçado (seguir-se-á, à saída de Thanatos, a entrada desabrida de Eros). E a aflição, as promessas de mudança, sumir-se-ão na maré dos dias normais. Sempre assim foi, e sempre será, umas vezes mais demoradamente do que outras. Após as Grandes Guerras também se vaticinou muita coisa e veja-se, hoje, a Europa em ponto de rebuçado. 

 

"Temos uma Natureza e a única forma de derrotá-la é obedecendo-lhe". 

02.04.20

Sobre Ramalho Eanes e sobre se nestes "tempos incertos vai-se ao local"


Vorph "ги́ря" Valknut

Não me parece adequado que se deva recriminar quem decide, por estes dias, ficar em casa a fazer comentário político. Há pessoas que se impuseram um retiro social, não por estarem doentes ou pertencerem a grupos de risco mas, essencialmente, para não constituírem, para outros, mais fragilizados, incluindo familiares, um factor de risco acrescido. Não são, para mim, heróis de sofá, nem homens de pacotilha, que mereçam velada censura ou troça falhada. Aliás, poderia entender a atitude de Eanes (a recusa de dar a entrevista, de ontem, à RTP, por "Skype") como rasto, não de humildade ou coragem (abdicar da nossa vontade em nome dos outros) mas do cultuar egotista e bravateador, da "marca", por si criada, aquando das primeiras eleições presidenciais pós PREC. O "General Sem Medo".

Dito isto, admiro o General Ramalho Eanes (um ou o maior político português do século XX), não esquecendo, jamais, as virtuosas razões que o levaram a recusar o Bastão de Marechal e uma subvenção estatal que, com retroactivos, somava 1 milhão de euros.

 

(Agradeço ao Pedro o motivo da reflexão). 

Pág. 2/2