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B(V)logue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

B(V)logue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

30.04.20

Numa vida, única, singular, cabem muitos empregos de treta.


Vorph "Girevoy" Valknut

Em que ano, exceptuando 1918, os vírus do tipo HN/Influenza provocaram o desastre humanitário e social que este "covid 19" provoca, hoje, na Europa? 

Não me venham com histórias e anatomias comparadas entre Vida e Trabalho, entre Morte e Emprego. Vida há só uma e quem resume o viver ao trabalhar revela falta de espírito e corpo de escravo. Cabe à economia arranjar estratégias que salvem vidas, como a medicina e outras ciências da vida têm feito. As leis económicas são arbitrárias (atribuem-se valores subjectivos a coisas que a economia, via publicidade, torna essenciais, mas que na realidade, do ponto de vista biológico, são irreais, fúteis).

Em situações de emergência a estratégia passa por fazer o que é urgente. É essa a nossa obrigação moral. Como será obrigatório para todos, comunidade, sociedade civil e Estado, mitigar as consequências económicas das decisões impostas pelo valor moral. 

Qualquer "ciência" que faça depender o seu "bom funcionamento" do sacrifício e miséria humanas deve ser revista. Haja para isso vontade.

Para salvar bancos os sacrifícios, impostos, eram atendíveis e explicáveis. Perante uma doença pandémica e potencialmente fatal os sacrifícios pedidos são incompreensíveis, pois o vírus mata sobretudo os que pagaram a crise anterior - pensionistas e reformados. Ou seja gente, que para muitos  "artistas" desta nossa moderna comunidade, preocupada com o azoto e o degelo, confere aos velhos um valor conforme os valores guardados em "Bancos" que não de jardim.

Um pouco de vergonha na focinheira, meus caros concidadãos. 

27.04.20

"No one seems to care anymore"


Vorph "Girevoy" Valknut

No one seems to care anymore
I wander through this night all alone
No one feels the pain I have inside
Looking at this world through my eyes. 
No one really cares where I go
Searching to feel warmth forever more. 
The wheels of life they turn without me. 
Now you are gone eternally
No, 
Don't leave me here
The dream carries on
Inside (inside, inside, inside). 
I know, 
It's not too late
Lost moments blown away
Tonight. 
Mankind, with your heresy
Can't you see that this is killing me
There's no one in this life
To be here with me at my side

26.04.20

Por ignorância fizemo-lo crescer e por medo, matámo-lo.


Vorph "Girevoy" Valknut

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Curiosamente nunca tive necessidade de deus. Quer dizer, talvez a partir dos meus 13 anos deixei de a ter. Apenas por uma singela razão e não por causa de mortais e esquisitos pensamentos. E essa razão resumia-se ao seu Silêncio. Cruel, sacana.

A partir daí andei para a frente sem necessidade de um deus que me aparasse os golpes. A vida comecei a vê-la como ela é*(1). E as religiões como rebuçados que adoçam a vida amarga*(2). Umas inventadas, outras não, as vidas e as misérias. A maioria das religiões são semelhantes a contratos comerciais, em que o patrão promete ao empregado, sob coacção, que caso o trabalho seja bem feito terá um aumento, um benefício, no final do turno. Caso "não entregue" espera-o a tortura eterna.
Já li a Bíblia, a traduzida por Frederico Lourenço, e não as traduzidas por escolásticos ou outros sócios gerentes. É hedionda, cruel. deus Pai, manda matar crianças, mulheres inocentes, e por fim o seu filho (um Essénio alucinado). Manda arrasar comunidades inteiras, em seu nome e no nome do seu amor . São cometidos assassínios em massa sobre populações cujo único "pecado" era terem outros deuses, que não esse, de múltiplas personalidades, ora chamado Jave, El, Elohim, ou Jeová (estranho como numa religião monoteísta deus mude de nome tantas vezes. Quem sabe se com o propósito de esconder o que mandou fazer) E até chega a apostar com Satanás, por capricho, e nada mais, a vida de um fiel devoto, matando-lhe mulher e filhos. Porventura por causa disso, durante centenas de anos a Bíblia foi obra proibida. Não por causa de um conhecimento potente que permitisse ligação directa ao grande Arquitecto. Mas com a intenção de se esconderem todas as loucas maldades que por lá se lêem.
Não necessito de deus para encontrar o caminho ou levantar-me do chão. Basta-me uns poucos amigos, mortais e não imaginários, a minha família, um passeio pelas montanhas, uma contemplação do firmamento, uma música, um silêncio. Perante a Maldade, gratuita, do mundo, o sadismo, a saldo, do Homem, são-me esquisitas, deixam-me reticente os devotos de um deus que sendo omnisciente, omnipotente, omnipresente nunca se mostra, nunca se queixa, deixa andar. Deus morreu. Deus fede.

Libelo da minha autoria. 

*(1)

https://youtu.be/vqTJMOqn5LU

*(2)

"Come chocolates, pequena;

Come chocolates!

Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.

Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.

Come, pequena suja, come!"

Excerto da "Tabacaria" , do Nandinho. 

 

Obrigado à Cristina Torrão

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"Pela vida encontrei sempre quem me dissesse: isso não chega. Quando falava da sorte do aconchego de um edredão macio e quente, do apreço pelas boas palavras e gestos gentis, do canto dos pássaros, havia sempre quem me dissesse: isso não chega. É hora de dizer aos bons amigos que vivem sôfregos à procura de reconhecimento, de um sentido na vida ou o diabo que o valha, que um pássaro que nos segue saltitante durante duzentos ou trezentos metros, sem pedir nada em troca, vale mais do que qualquer reconhecimento ou sentido da vida. Ainda que não percebamos muito bem porquê. E isso chega."

 

Texto da autoria de Isabel

23.04.20

O simbólico prevalece sobre o real


Vorph "Girevoy" Valknut

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A questão não é a justiça ou o valor do aumento no vencimento dos funcionários do Estado. É a mensagem, a carga simbólica desse aumento. Falar em aumentos na função pública, quando os seus funcionários, ao contrário da maioria dos portugueses, estão a receber na íntegra o seu vencimento, na certeza de quando isto passar o seu emprego estará assegurado, é uma tontice, quando se fala na necessidade de entreajuda e sacrifício colectivo. Estando previsto um défice a rondar os 10%, e considerando que tais aumentos representam, grosso modo, um aumento da despesa pública de centenas de milhões de euros p/ano, é absurdo não se ter previsto que tal decisão, neste momento e nesta altura (como referiu Rui Rio) é promover a divisão da comunidade e criar, desnecessariamente, fracturas na sociedade, entre quem é aumentado, mantendo por lei o emprego, e quem o perde.

Adenda:

Sobre a importância do valor simbólico dou como exemplo "o aperto de mão" . Do ponto de vista do Real apertar a mão é pressionar com a nossa a mão de outro. Do ponto de vista do Simbólico é muito mais do que isso. É um manifesto de confiança.

21.04.20

Ultrajante. Uma vergonha, mais, é uma grande filha da putice.


Vorph "Girevoy" Valknut

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"Funcionários públicos já estão a receber aumentos. É esta a nova tabela salarial" 

Quando a esmagadora maioria dos trabalhadores portugueses está em casa, com os seus vencimentos cortados, expectantes com a anunciada, Mãe de todas as Crises Económicas, receosos de virem a perder o seu trabalho, este anúncio, nesta altura, é ultrajante. Uma filha da putice. Pergunto, como diabos vai o Estado pagar os aumentos salariais aos seus funcionários que estão blindados, pela Constituição, de virem a perder o seu emprego? A mesma casta que em tele-trabalho ou com trabalho reduzido recebe, ao invés da maioria dos trabalhadores, a totalidade do seu vencimento. Cálculo que a estratégia passe pelo aumento dos impostos sobre o  Privado, e o incremento, brutal, do desemprego, neste Sector. 

11.04.20

Por quanto mais tempo temos, os "privados", de ser tratados como portugueses de segunda?


Vorph "Girevoy" Valknut

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Poderia argumentar que o Estado, sendo financiado pelos impostos sobre a economia, e dependendo a economia do sector privado, vive parasitando o trabalhador daquele sector. Suga o "sócio gerente", o "trabalhador independente", este com pouquíssimos Direitos e múltiplas obrigações, o empreendedor /empresário que, não raramente, decide arriscar, pondo em "cheque" a sua vida, o seu sossego (o que sabe, disso, o Sr. Feliz e Contente funcionário público?!). Para dar de mamar a uns portugueses predilectos, o Estado esmifra a maior parte da população. Então, não somos todos, Estado?! Só quem trabalha para o Estado (como se o trabalhador do sector privado, independente, etc, não trabalhasse para esse "monstro" ) recebe, em lay off, a totalidade do seu vencimento, só no Estado se dão dois dias de tolerância de ponto, nesta Páscoa, particular, em que se pede, a meio mundo, o sacrifício de ficar fechado, "sem receber". Só no Estado se asseguram empregos vitalícios, independentemente dos seus "empregados" fazerem ou não falta nos serviços, muitos tornados, com o avanço da tecnologia, obsoletos. Outros, não poucos, continuando a "fazer parte do quadro", apesar da gritante e manifesta incompetência. Pergunto, quantos funcionários públicos foram para o desemprego, após a extinção/fusão das Juntas de Freguesia? Quantos perderam o emprego com a crise, passada? Quantos ficarão sem trabalho, na próxima crise? Entretanto clamam esses pavões, já, por aumentos salariais? Isto é gozar com o pagode. 

Seria-me legítimo inferir que, o rapinanço estatal é a causa maior dos maus empregos e das péssimas remunerações da maioria dos portugueses que, por azar ou por falta de "conhecimentos", não tiveram a "sorte" de entrar no Estado (os trabalhadores do Estado, essa espécie única, entre uma maioria deserdada, que recebe sempre acima do salário mínimo nacional).

Levamos meio ano a pagar impostos ao Estado e eu nunca os vejo a fazer nada. As Autoestradas são privadas, a Energia também, a "Água" idem aspas, salvo raríssimas excepções. A classe média baixa recorre, crescentemente, e só "deus" sabe com que sacrifício, aos Seguros de Saúde, pois ir ao SNS é "de ficar doente", com as esperas demoradas para uma consulta médica banal, um exame complementar trivial, mais o desmazelo das estruturas, das pessoas.

Levam-me (nos) da remuneração 1/4 por cada serviço prestado, e garanto-vos que nunca vi o Estado sentado ao meu lado, no carro. Aliás, nunca vi o Estado fazer a ponta de um chavelho, senão cobrar cada vez mais impostos para, apenas, cumprir com os aumentos salariais automáticos, prometidos, aos seus portugueses dilectos. 

 

Para quando a Reforma do Estado? Isto é, para quando um toboggan que leve, de lá, essa maioria silenciosa, porque incapaz e sem remédio?

11.04.20

Por quanto mais tempo temos, os "privados", de ser tratados como portugueses de segunda?


Vorph "Girevoy" Valknut

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A ler, de Pedro Correia

"No Estado não há desemprego. Há emprego garantido para a vida. Há um salário mínimo mais elevado. Há um salário médio mais elevado. Há menos horas de trabalho consagradas na lei. Há mais greves. Há mais absentismo laboral. Há acesso exclusivo a um "seguro de saúde" público, sem paralelo no privado. Há direito à reforma mais cedo do que no sector privado. E, no entanto, a prioridade para a CGTP é defender estes trabalhadores. Que correspondem apenas a 14% da população activa portuguesa".

07.04.20

Effectiveness of Surgical and Cotton Masks in Blocking SARS–CoV-2: A Controlled Comparison in 4 Patients


Vorph "Girevoy" Valknut

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Porque é um tema que me tem preocupado e desesperado como cidadão atento e licenciado em ciências médicas, deixo aqui mais outro ensaio (não representativo, nem muito menos definitivo, em virtude da fraca amostragem). Ainda assim considero, pessoalmente, um absurdo compararmos máscaras médicas com écharpes e cachecóis. 
 
This experiment did not include N95 masks and does not reflect the actual transmission of infection from patients with COVID-19 wearing different types of masks. We do not know whether masks shorten the travel distance of droplets during coughing. Further study is needed to recommend whether face masks decrease transmission of virus from asymptomatic individuals or those with suspected COVID-19 who are not coughing.
 
In conclusion, both surgical and cotton masks seem to be ineffective in preventing the dissemination of SARS–CoV-2 from the coughs of patients with COVID-19 to the environment and external mask surface.
 
Estudo realizado pela Annals of Internal Medicine. 
07.04.20

O Regresso ao Futuro de Paulo Portas


Vorph "Girevoy" Valknut

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(imagem do livro, Os Privilegados, de Gustavo Sampaio). 

Não me admira que Paulo Portas seja um bom jornalista. Admiro-me foi como Paulo Portas, ex-jornalista do Independente, chegou a Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, posteriormente a consultor da Mota-Engil para o mercado Sul Americano, incluindo Venezuela e de seguida a consultor da Pemex, uma petrolífera mexicana .

Paulo Portas faz parte daquele modelo de político que, usando o Estado, enriqueceu. Faz parte daqueles políticos que atestam a mediocridade do modelo da política portuguesa e explicam a decadência do país.

É esta gente, grávida de escrúpulos, que vai "gouvarinhar", com seriedade, para a "tevê"

 

 

07.04.20

É preciso termos tolerância para a tolerância de ponto dos funcionários públicos.


Vorph "Girevoy" Valknut

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Obrigatório ler :

O céu é de todos e este mundo de quem mais apanha.

Raúl Brandão, in " A Farsa"

Começo pelas tolerâncias de ponto, esse tópico que sempre foi uma regalia para uns e uma miragem para outros. Pergunto-me se faz sentido aplicar essa mesma tolerância neste momento, sobretudo quando muitos funcionários públicos estão em regime de home-office (estranho que finalmente agora se utilize a expressão tele-trabalho), sem o layoff e com emprego garantido. "Entendo" que uma das preocupações dos partidos à esquerda seja já o congelamento dos salários destes funcionários, mas não é motivo para tolerâncias, sobretudo para permitirem que nas datas em que não se pode circular entre concelhos, muitos destes funcionários se possam antecipar e assim dar a volta às próprias emanações do Executivo. E dois dias? Além de ser uma falta de respeito para os demais funcionários públicos que ficarão a trabalhar é também um desrespeito aos demais portugueses que perderam o emprego, que perderão o emprego e que, quer queiramos quer não, com tudo o que isso possa ter de bom e de mau, continuem a suportar a máquina pública - que em muitas áreas também devolve o investimento.

É fácil ouvir os arautos da política, de uma certa dependência pública e até de uma certa onda da comunicação social (e até desportiva e cultural) opinarem e darem conselhos, partilharem os seus exemplos... Sobretudo porque não sofreram as restrições que muitos estarão a sofrer. O "fique em casa" é muito interessante quando o meu ordenado não sofre alterações e o meu trabalho não depende dos resultados nem da produção da minha organização... Mas alargar uma tolerância de ponto a este extremo, só mesmo ao nível da legislação que protege os funcionários públicos do despedimento (mesmo quando praticam crimes) e até estabelece um salário mínimo acima dos demais mortais...

 

A união dos portugueses não se faz assim, e senhor Presidente e senhor Primeiro-Ministro, cuidado com a mola...

 

Texto da autoria de Robinson Kanes

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