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B(V)logue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

B(V)logue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

31.03.20

Mal aventurados os que pensam bem com a carteira, pois deles são baixos os mais elevados gestos.


Vorph Valknut

Sobre a morte dos velhos, a pandemia, a sorte dos novos e a saúde da Economia, raspando as declarações do epidemiologista clínico, Frits Rosendaal, do Centro Médico da Universidade de Leiden - Holanda.

Em Itália, a capacidade dos Cuidados Intensivos é tratada de maneira muito diferente. Lá eles incluem pessoas que não incluiríamos porque são muito velhas. Os idosos têm uma posição muito diferente na cultura italiana.
Na Holanda, os pacientes mais idosos ficarão a receber tratamentos em casa, considerando-se que, dadas as poucas hipóteses de sobrevivência, será mais “humano” deixá-los nos seus lares"

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A Razão Materialista, Utilitarista, se aplicada, com denodo, à Matéria humana produzirá as maiores Misérias inumanas.

Um exercício puramente ocioso e intelectual:

A economia produz riqueza e a riqueza produz bem estar social e financia o estado social. A riqueza provém de quem trabalha. Assim quem trabalha contribui activamente para o progresso nacional.

Quem não trabalha não contribui para o progresso social. Quem não trabalha não tem uma função social. Assim quem não trabalha não deveria ter os mesmos direitos políticos de quem contribui para o bem estar social. Quem não trabalha não deveria votar.

Os "mongolóides" são economicamente inúteis e um sorvedouro de recursos que poderiam ser usados noutras áreas produtoras de riqueza. Os "mongolóides" nunca serão socialmente úteis. Os "mongolóides" não podem ser felizes pois não obedecem aos critérios que definem a felicidade.

Exterminem-se, então, todos os "mongolóides" e todos os parasitas sociais.

E este final deu-lhe começo

29.03.20

Prefiro passar fome a aceitar ajuda de um canalha imoral e laranja.


Vorph Valknut

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“Solidariedade não é dar dinheiro.” Holanda finca o pé e até critica Itália por “internar os mais velhos”

Felizmente, por cá, os intemperados Homens-Criança do Sul da Europa, não têm tamanha "ousadia", nem dão a mão aos monstros estranhos da Razão. 

Quando para se ser bem sucedido, num "Sistema", é condição essencial ser-se um canalha torna-se urgente rever todas as regras.

 

26.03.20

A "contenção" como um abandono dos velhos e dos sozinhos.


Vorph Valknut

O Ministro de Defesa israelita deu a entender que o Covid 19 era um vírus, uma doença "dos velhos" e que bastaria, para contenção da tal epidemia, que os jovens se afastassem dos seus avós ou, apenas, que acenassem de longe. Racionalmente vemos-lhe lógica, sim senhor. Julgando com o coração, não. Trago à memória aqueles monstros esculpidos pela mão da razão. A "contenção" como um abandono dos velhos e dos sozinhos.

24.03.20

Playlist de "Quarentena" - 90´s


Vorph Valknut

Sadist - Hell in Myself

Samael - Ceremony of Opposites

Cradle of Filth - Summer Dying Fast

Moonspell - Trebaruna

Crematory -Faces

Babylon Sad - Pictures of Paradise

Phlebotomized - Subtle Disbalanced Liquidity

Paradise Lost - Embers Fire

(A fallen time that's bygone
A crude elite that's from a distant zone
You turn a blind eye on what's "brave
You don't know if It's the truth you told

Anger looks on the quiet dreaming
Seals the sense incandescent ones

Hold back desire for danger
A bet you lose, you'll have no way to turn
I see the man who lives and breathes corruption
Into a circle that you call you own

Don't run away, from the pain,
A claim that you deal with
A power game, from within,
Impossible for you to see this

Laid down the laws of deceit
The ones who cherish are the ones who'll go
Into the ashes of a tortured world
Only in mind's eye can you see a light

Harmony break, dark awakes, in old eyes
The trouble, feel it
Here to stay, mark the way,
Improvise the judgment hearing

Anger looks on the quiet dreaming
Seals the scenes incandescent ones
All remains of the glowing embers
is a bleak cold irrelevance)

 

24.03.20

As leis económicas não são leis naturais. Porém, por ambas, morremos, indistintamente.


Vorph Valknut

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As regras económicas são arbitrárias, criadas por nós, podendo ser recriadas a nosso "belo prazer". As naturais, não. Estas últimas são objectivas, não dependendo, o seu curso, da vontade do Homem. Assim é claramente mais fácil mudar as primeiras, basta, para tal, haver vontade. A economia, mais a ideia de Valor, não passa, na esmagadora maioria de casos, de símbolos, de simbologia (associamos a algo, sem importância real, vital, um valor imaginário - ex: Ouro, moeda). A natureza, não.

Contudo julgamos naturais as leis económicas, morrendo, idiotas, por ambas, vítimas, indistintas, de um Covid-19, real, existente, quer de um conceito "fabricado" pelas nossas "cabeças", como a inflação. 

23.03.20

Os equilíbrios existem em resultado de velhos desequilíbrios.


Vorph Valknut

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O primeiro humano formulou, em primeiro lugar, o fim da sua vida e só depois o fim do mundo. E rala-se com este, porque se importa com aquele. Houvesse fim do mundo, sem fim da vida, e não haveria grande estrondo.

Os equilíbrios existem em resultado de velhos desequilíbrios. O que é "chato" é se como pagamento do novo desequilíbrio é-nos exigido um horizontal e permanente equilíbrio.

Essa visão do desaparecimento dos "ursos polares", explicada e aceite como uma fatalidade das dinâmicas ctónicas (do Progresso da História) é estulta pois, recorrendo-me da mesma lógica, poderia aplicá-la a temas mais sérios como a destruição, a doença, a morte e o sofrimento, velhos nossos conhecidos, inerentes à história da nossa vida. A questão é, se o que existe, e existiu naturalmente, é justificação para que continue a existir (onde estaríamos se nisso acreditassemos?). A questão é, também, se devemos avaliar o que é ou não moral pelo crivo do que é ou não natural.

Associar o fim da glaciação, na Europa, ao surgimento da nossa civilização, revela certa ignorância. A nossa teve berço em África, mais concretamente no Egipto (nesses tempos da Europa gelada, noutras paragens subia a erva e o Nilo e o disco solar), espalhando-se depois para a Grécia, ao mesmo tempo que noutras partes, outras culturas verdejavam (Índia e China). Ressalvo a Civilização do Indo de onde provêm a maioria dos idiomas falados na Europa - talvez só o basco não pertença à língua indo europeia.

Não poderemos defender as duas coisas? Tomar como fantástica a natureza, por desejarmos que fantástica seja a nossa vida (altruísmo egoísta, mas com efeitos globais positivos)?

Pois, claro, profetas do Apocalipse sempre existiram, tal como os Crentes que põem na Ciência ou na Natureza o que antigamente se punha num deus. O problema nasce quando os primeiros acertam. E problema maior é quando acertam num daqueles Cisnes Negros (ex: Covid-19).

Sobre a adaptação de Darwin, ela não é infinita, daí a extinção das espécies. Do ponto de vista da história da Terra, do Cosmos, o desaparecimento dos humanos é despiciente. Mas do meu ponto de vista, não há assunto que me diga mais. Afinal, sou humano, e nunca me deu para brincar aos deuses. Fui mais de polícias...e ladrões.

A questão não deverá ser evitar a inevitabilidade das mudanças climáticas mas, sim, a mitigação dos seus efeitos. E nesta entra também uma filosofia de vida, ocidental, desligada dos arredores (noutras paragens existem outras formas de pensar, que fazem da integração, preocupação prima), que tomou como sua algo de muito Maior. A Terra, a Vida, e a morte de outros, de todos.

21.03.20

Hoje esforçamo-nos para "não morrer". Amanhã faremos contas para viver.


Vorph Valknut

Maurits-Cornelius-Escher-escadas-relativity-ilusao

Ontem, a descer a rua, um casal que discutia só ter dinheiro até terça feira. Do homem ouvi-lhe a possibilidade de ficarem sem contador da luz. Da mulher ouvi-lhe um sonoro, "Foda-se". Do outro, a subi - la, uma mulher carregada de compras, de máscara e luvas. O nada ao lado de tudo. 

Julgo que mais uma vez iremos ver as assimetrias sociais da crise económica consequente desta crise sanitária. Entre quem trabalha para o Estado e quem é do Privado.

Portugal para além de uma população muito envelhecida, tem um tecido empresarial muito frágil, porque constituído, em grande parte, por micro - pequenas - médias empresas, e sobre-endividado.

Onde irá buscar o Estado o dinheiro para um estado de emergência sem fim à vista? 

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