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Blogue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

Blogue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

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Recordando

Abster-se de votar é crime de lesa pátria, é o que nos dizem. Porém votar nos "rotativos" é levá-la à completa ruína.

Confiar nas promessas de uma regeneração politica e nacional, de quem até hoje só tem dado provas de incompetência e maus instintos, é patentear uma estupidez que deveria envergonhar todo o português.

A Politica é um penico cheio.

Os espíritos mais puros inquietam-se, perturbam-se, não sabem como orientar-se, perante tamanha rapina, e repetem angustiadamente a pergunta de Pilatos ao próprio Cristo: «O que é a verdade?"

Como é que aqui chegamos?

Lembremos Bordalo, quando se referia ao Rotativismo monárquico. Também este, o rotativismo democrático, não é mais que uma fralda cheia.

Dizem-nos que a adesão de Portugal à CEE, foi grande feito, mas, hoje, percebo-a muito mais como de grande efeito. Através dela, os politicos nacionais, impossibilitaram, para desafortunada Nação, a ameaça de um reviralho militar, dando segurança à pirataria desses videirinhos, que das cátedras gritam, tonitruantes, com a tenção de esconderem os seus tamanhos, como Anões aos ombros de Gigantes. Terminarei, afirmando, que a democracia não é o regime adequado a Portugal. Antes outra coisa, qualquer, definida, do que este regime dessarranjado, visguento, que faz do Parlamento artimanha do roubo.

 

«A esperança tem de ser colhida na devida hora.»

Miguel Torga, Vindima (1945), p. 64

 

(Quanto mais cedo, melhor).

A esperança é como aqueles vinhos comprados, ou oferecidos, que de tão bons ficam guardados à espera de adequada e solene ocasião. Tardando, acabam esquecidos, estragados, não bebidos. Assim é, na prática, a esperança.

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Mateus, Capítulo 23

27 “Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês são como sepulcros caiados: bonitos por fora, mas por dentro estão cheios de ossos e de todo tipo de imundície. 28 Assim são vocês: por fora parecem justos ao povo, mas por dentro estão cheios de hipocrisia e maldade".

33 “Serpentes! Raça de víboras! Como escaparão da condenação ao inferno? 34 Por isso, eu envio profetas, sábios e mestres. A uns vocês matarão e crucificarão; a outros açoitarão nas sinagogas e perseguirão de cidade em cidade". 

Acrobat, U2.

"Don't believe what you hear
Don't believe what you see
If you just close your eyes
You can feel the enemy
When I first met you girl
You had fire in your soul
What happened your face of melting in snow?
Now it looks like this
And you can swallow
Or you can spit
You can throw it up
Or choke on it
And you can dream
So dream out loud
You know that your time is coming 'round
So don't let the bastards grind you down
No, nothing makes sense
Nothing seems to fit
I know you'd hit out
If you only knew who to hit
And I'd join the movement
If there was one I could believe in
Yeah I'd break bread and wine
If there was a church I could receive in
'Cause I need it now
To take the cup
To fill it up
To drink it slow
I can't let you go
I must be an acrobat
To talk like this
And act like that
And you can dream
So dream out loud
And don't let the bastards grind you down
Oh, it hurts baby
What are we going to do? Now it's all been said
No new ideas in the house and every book has been read
And I must be an acrobat
To talk like this
And act like that
And you can dream
So dream out loud
And you can find
Your own way out
And you can build
And I can will
And you can call
I can't wait until
You can stash
And you can seize
Responsibilities
And I can love
And I can love
And I know that the tide is turning 'round
So don't let the bastards grind you down"

 

 

 

  ...o que jamais esquecerei, tendo dado a volta, pelo adeus, ao bom dia. (Oh, yeah! It's no secret that the stars are falling from the sky. The universe exploded 'cause of one man's lie. Look, I gotta go, yeah I'm running outta change.
There's a lot of things, if I could I'd rearrange).

Porém, sinto-lhes a falta, dos dias de labirinto. Do, ao provar-me finito, saber a infinito. Foram dias de segredos, de iniciações, de mudanças de pele. Foram Anos de Serpente

Obrigadinho, /i, pelo trabalhinho matinal. Ficaram-me, hoje, mais três, embora tenha, cá dentro e num disco externo, os riscos do álbum todo. Usei, como critério, a leitura da pele de galinha, qual Áugure. 

 

...o que jamais esquecerei, tendo dado a volta, pelo adeus, ao bom dia ("Those days run away like horses over the hill"). Porém, sinto-lhes a falta, dos dias de labirinto. Do, ao provar-me finito, saber a infinito. Foram dias de segredos, de iniciações, de mudanças de pele. Foram Anos de Serpente.

Agradeço, ao Júlio, pela, "gostosa", recordação. Zooropa foi, talvez, um dos meus três, quatro, "LP´s" de Formação.

 

Dirty Day

"I don't know you
And you don't know the half of it
I had a starring role
I was the bad guy who walked out
They said be careful where you aim
'Cause where you aim you just might hit
You can hold onto something so tight
You've already lost it
Dragging me down
That's not the way it used to be
You can't even remember
What I'm trying to forget
It was a dirty day
Dirty day
You're looking for explanations
I don't even understand
If you need someone to blame
Throw a rock in the air
You'll hit someone guilty
From father to son
In one life has begun
A work that's never done
Father to son
Get it right
There's no blood thicker than ink
Hear what I say
Nothing's as simple as you think
Wake up
Some things you can't get around
I'm in you
More so when they put me in the ground
These days, days, days run away like horses over the hill"

 

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Ah, "as Descobertas!!", exclamamos, quando a conversa pica miúdo o orgulho lusitano. Mas que foram as descobertas, senão a fuga, possível, de um acidente geográfico, chamado Portugal? Tendo de um lado, a espuma do mar, e do outro, a armada Castela, escolhemos fugir pela fronteira baixa. Os portugueses fizeram-se à vida, fazendo-se ao mar. Os descobrimentos não passaram, assim, de uma "viagem a salto".

(fosse um ouvinte a telefonar, dizendo, o que o Professor Doutor José Adelino Maltez afirmou, e cortavam-lhe, num triz, o fio e o pio).

 

Interregno

Todo o grande partido político de oposição , ou seja, todo o partido de oposição que adquire vulto bastante para subverter um regime ou parte dele, se forma com a congregação de três elementos distintos, e não está completo, nem apto para efectuar o intuito, em torno do qual se gerou, senão quando efectivamente congrega todos esses elementos.

Esses três elementos são: um pequeno grupo de idealistas cujas ideias se infiltram abstractamente por vária gente inactiva; um grupo maior de homens de acção, atraídos pelos elementos activos e combativos do partido, e já distante psiquicamente de todo o idealismo propriamente dito; um grupo máximo de indivíduos violentos e indisciplinados, uns sinceros, outros meio sinceros, outros ainda pseudo-sinceros, que, por sua própria natureza de indisciplinados e violentos, ou desadaptados do meio, naturalmente se agregam a toda a fórmula Política que está numa oposição extrema.
Quando o regime ou fórmula, que assim formou partido, conquista o poder, desaparecem os idealistas, pelo menos na sua acção, que acabou historicamente com a realização; assumem o poder os homens práticos, os anónimos derivados dos idealistas e os mais elementos. Agregam-se, formando com estes últimos um pacto instintivo, os que querem comer do regime real. Tal é a história de todas as revoluções; por alto que seja o ideal de onde se despenharam, vêm sempre ter ao mesmo vale da sordidez humana.
Forma-se uma ditadura de inferiores. Um período revolucionário é sempre uma ditadura de inferiores.
A situação de Portugal, proclamada a República, é a de uma multidão amorfa de pobres diabos, governada por uma minoria violenta de malandros e de comilões. O constitucionalismo republicano, para o descrever com brandura, foi uma orgia lenta de bandidos estúpidos.
Mas — e assim é a humanidade —, através de tudo, e até nas almas de muitos desses bandidos, subsistia qualquer coisa do impulso lírico do ideal originário. E assim se via bandidos da pior espécie — gatunos de alma, vadios orgânicos — baterem-se com bravura pelo ideal que julgavam que tinham.

 

s.d.
Da República (1910 - 1935) . Fernando Pessoa. (Recolha de textos de Maria Isabel Rocheta e Maria Paula Mourão. Introdução e organização de Joel Serrão). Lisboa: Ática, 1979. - 128.

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Fui ouvir Rui Rio. Do discurso pouco retive porque, redondo, lato, carente de vinco, ou rasgo. Normal, portanto. Falava-se para as "bases", tendo em vista o próximo Congresso do Partido. No final, tomado de balanço, cumprimentei-o, por infelicidade, minha, sem o convencional aperto de mão, pois que a tenho quebrada (fractura do colo do 5°metacarpo). Sem lhe saber a força da mão, soube-o, pelo gentil olhar, pelo sorriso, franco, estar perante um homem bom. Na breve conversa, confidenciei, ter nele votado, e não no PSD, e que alguns dos reluzentes "primeiras filas", de "cadeiras reservadas", teriam prestado um grande favor, a ele, Rui Rio, e um honroso serviço ao Partido, se se tivessem abstido de pousar, ao seu lado, aquando das, "sempre", embaraçosas sessões fotográficas. 

När jag tänker på den ständiga resan genom livet
När det alltid känns som höst
Då vänder sig vinden sakta mot norr
Och blommorna dör
Det faller regn i mina drömmar

Jag måste resa igen och leta efter tröst
Jag måste leta igen efter ömhetens röst
Jag måste resa igen till nästa höst
Den ständiga resan till nästa höst

När jag vandrar på den steniga vägen genom livet
När det känns som jag bar på en sorg
Då gömmer sig solen sakta i moln
Och ordet är adjö
Snart faller snö i mina drömmar

Jag måste resa igen och leta efter tröst
Jag måste leta igen efter ömhetens röst
Jag måste resa igen till nästa höst
Den ständiga resan till nästa höst
Oooo den ständiga resan till nästa höst

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When I think of the perpetual journey through life
When it always feels like autumn
The wind moves slowly to the north
And the flowers die
Rain falls in my dreams

I must travel again and search for comfort
I must search again for the voice of tenderness
I must travel again to next autumn
The perpetual journey to next autumn

When I wander on the stony road through life
When it felt like I carried a sorrow
Then the sun hides slowly in the clouds
and the word is goodbye
Soon the snow falls in my dreams

I must travel again and search for comfort
I must search again for the voice of tenderness
I must travel again to next autumn
The perpetual journey to next autumn
Oooo the perpetual journey to next autumn

Letra: Marie Fredriksson (1958-2019)

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