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Blogue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

Blogue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

...

Homem de Pedra, Vida de Perda.

Houve um homem que de tanto levar foi levado. Um homem que no sofrimento desaprendeu o sentimento. Um homem que de tanto sonhar viveu dormindo. Um homem desnascido sobre o aperto da lonjura. Um homem que desejando-se fez do fim desejo. Um homem que olhou de frente para todo o lado. Um homem, só, achado na perdição. Um homem que a vida não deu perdão.

...

Vale a pena ouvir , nem que seja, apenas, para ver as "caras de parvo" dos "membros" do Executivo. 

Não dava/dou(?) muita importância a este deputado, chamado, Ventura. André parece-me mau partido, e o Chega emana um ranço que, na nossa história recente, já nos Bastou.

Nas últimas intervenções televisivas, mostrou-se, sempre, simplório no discurso, raso nos argumentos, mas convenhamos que fez, como se costuma dizer, bom uso das  primeiras palavras. Bem marteladas, soam, de perto, a sinos a rebate. 

 

 

 

 

...

 

Ser-se adulto é, sobretudo, um "estado" onde se aprende, não a pôr de parte as coisas que pouco, ou nada importam mas, sim, a dar-lhes um valor de prestígio. Enfim, deixamos de ser crianças quando passamos a acreditar que no lixo se acham as maiores riquezas. 

 

"One day you're thinking that maybe you're feeling better

And you're probably an OK person, if only you had a job

Through the hollow tombs can see them

Through their mouths I can hear them praying for pain

But it's only a game

Listen, man, I know

That things are really rough

And everybody gets you

And life is really tough

But I know that deep down inside

There's a feeling that rides

All the way to the end

Thursday you sit in your room with the lights turned out

And you don't answer the door

Friday morning looks sunny and bright

Like it's going to be a good day

And it would be if only you had a job

Time is on your side, you're young

Don't waste your time today". 

...

I was always working steady

But I never called it art

I got my shit together

Meeting Christ and reading Marx

It failed my little fire

But it’s bright the dying spark

Go tell the young messiah

What happens to the heart

 

There’s a mist of summer kisses

Where I tried to double-park

The rivalry was vicious

The women were in charge

It was nothing, it was business

But it left an ugly mark

I’ve come here to revisit

What happens to the heart

 

I was selling holy trinkets

I was dressing kind of sharp

Had a pussy in the kitchen

And a panther in the yard

 

In the prison of the gifted

I was friendly with the guards

So I never had to witness

What happens to the heart

 

I should have seen it coming

After all I knew the chart

Just to look at her was trouble

It was trouble from the start

Sure we played a stunning couple

But I never liked the part

It ain't pretty, it ain't subtle

What happens to the heart

 

Now the angel’s got a fiddle

The devil’s got a harp

Every soul is like a minnow

Every mind is like a shark

I’ve broken every window

But the house, the house is dark

I care but very little

What happens to the heart

 

Then I studied with this beggar

He was filthy, he was scarred

By the claws of many women

He had failed to disregard

No fable here no lesson

No singing meadowlark

Just a filthy beggar guessing

What happens to the heart

 

I was always working steady

But I never called it art

It was just some old convention

Like the horse before the cart

I had no trouble betting

On the flood, against the ark

You see, I knew about the ending

What happens to the heart

 

I was handy with a rifle

My father’s .303

I fought for something final

Not the right to disagree

...

 

"If you are the dealer, I'm out of the game
If you are the healer, it means I'm broken and lame
If thine is the glory then mine must be the shame
You want it darker
We kill the flame
Magnified, sanctified, be thy holy name
Vilified, crucified, in the human frame
A million candles burning for the help that never came
You want it darker
Hineni, hineni
I'm ready, my lord
There's a lover in the story
But the story's still the same
There's a lullaby for suffering
And a paradox to blame
But it's written in the scriptures
And it's not some idle claim
You want it darker
We kill the flame
They're lining up the prisoners
And the guards are taking aim
I struggled with some demons
They were middle class and tame
I didn't know I had permission to murder and to maim
You want it darker
Hineni, hineni
I'm ready, my lord
Magnified, sanctified, be thy holy name
Vilified, crucified, in the human frame
A million candles burning for the love that never came
You want it darker
We kill the flame
If you are the dealer, let me out of the game
If you are the healer, I'm broken and lame
If thine is the glory, mine must be the shame
You want it darker
Hineni, hineni
Hineni, hineni
I'm ready, my lord
Hineni
Hineni, hineni
Hineni"

 

"It Seemed the better way

When first I heard him speak

Now it's much too late

To turn the other cheek

Sounded like the truth

Seemed the better way

Sounded like the truth

But it's not the truth today

I wonder what it was

I wonder what it meant

First he touched on love

Then he touched on death

Sounded like the truth

Seemed the better way

Sounded like the truth

But it's not the truth today

I better hold my tongue

I better take my place

Lift this glass of blood

Try to say the grace

Seemed the better way

When first I heard him speak

But now it's much too late

To turn the other cheek

Sounded like the truth

Seemed the better way

Sounded like the truth

But it's not the truth today

I better hold my tongue

I better take my place

Lift this glass of blood

Try to say the grace"

 

Em Nome de Leonard Cohen.

 

...

 

"É frequente desencadearem-se as verdadeiras tragédias da vida de uma maneira tão pouco artística que nos magoam com a sua crua violência, a sua tremenda incoerência, carecendo absolutamente de sentido, sem o mínimo estilo. Afectam-nos do mesmo modo que a vulgaridade. Causam-nos uma impressão de pura força bruta contra a qual nos revoltamos. Por vezes, porém, cruzamo-nos nas nossas vidas com uma tragédia repassada de elementos de beleza artística. Se esses elementos estéticos são autênticos, todo o episódio apela à nossa apreciação do efeito dramático. De repente deixamos de ser actores e passamos a espectadores da peça. Ou antes, somos ambas as coisas. Observamo-nos, e todo o encanto do espectáculo nos arrebata".

Oscar Wilde, in "O Retrato de Dorian Gray"

 

O Belo da perda por vir :

Há tragédias omissas de qualquer tipo de beleza. E há beleza, nalgum tipo de tragédias. Uma beleza que convida não ao gesto, à palavra, ao sorriso, à inquietação de braços e cadeiras, mas à imobilidade, ao silêncio, ao recolhimento. Há beleza, felicidade, provindas da ignorância dos esquecimentos. E há uma outra felicidade, negativa daquela, causada pela acerada consciência de em tudo haver um prometido olvido, aguçador de todo o sentimento que nos faz sorrir, chorando, que nos faz abraçar, não largando, que nos faz encenar o adeus acenado desde o nosso primeiro encontro.

 

 

 

...

 

Fica aqui um pequeno excerto de uma entrevista feita a Jordan Peterson, personalidade sobejamente polémica, porque supinamente inteligente, sobre um tema politicamente muito "incorrecto". A Dieta Carnívora.

Considero que comer, ou beber, é hoje, em si, um acto político, manifestação de inconformidade com as pequenas normas morais aceites que, prefiguram, sempre, algum tipo de restrição nas Liberdades Individuais, santificadamente justificado, em Nome, de um bem vago, indefinido, impessoal, mas transmissível, designado, no passado, por Bem Comum e presentemente invocado na Segurança/Ordem, na Saúde e, ultimamente, na Defesa do Ambiente. Comer é, em certo sentido, semelhante àquilo que era, nos anos 60, o acto de, publicamente, fumar, beber. Não havia, nesses tempos, pensador, revolucionário, rebelde, ou agente ideológico que não se apresentasse, subterraneamente, em novelos de bafuradas. A credibilidade, desses ingeridos sociais, residia, por assim dizer, no "veneno" ingerido. Hoje, se quisermos, deles, fazer exemplos para os nossos Manifestos pós modernistas, peçamos uma posta mirandesa mal passada, de preferência. Outros acompanhamentos são Manifestamente desnecessários. 

 

 

...

 

Quanto deste Presente é uma Espera sobre um Passado sem futuro?

(Enrola-se-me o pensamento, como o cobertor) . 

 

Monotony Fields, do grupo Shape of Despair (Origem: Finlândia. Género: Funeral Doom Metal ou, seja, Metal Paliativo. Ouvida, hoje, num número em que me esqueci).

 

Tradução livre :

 

Campos de Monotonia. 

 

Derrubado, pelo abandono da vontade, 

Jazo, no chão, em vazio perpétuo. 

Atrás de uma voz, 

De memórias, passadas. 

Entre momentos de lembranças, 

Sentidas, mas nunca encontradas. 

Tudo perdi

Em Campos de Monotonia. 

Dobrando - me neles, em profundidade, 

Levado pela corrente do pensamento, 

Vogando em pálidas miragens, 

 Que me vincam, demente. 

Como tudo poderia ter sido diferente 

Sem este peso do agora, 

Do seu sabor a nada. 

Da vida derrubada 

Que me trouxe até aqui, 

Da distância inalcançável, 

À cinzenta indiferença. 

São vastos estes Campos de Monotonia. 

 

 

 

 

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