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Blogue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

Blogue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

...

 

When I was young

I was the nicest guy I knew

I thought I was the chosen one

But time went by

And I found out a thing or two

My shine wore off as time wore on

 

I thought that I was living

Out the perfect life

But in the lonely hours

When the truth begins to bite

I thought about the times

When I turned my back and stalled

I ain't no nice guy after all

 

When I was young

I was the nicest guy in town

I thought I had it down for sure

But time went by

And I was lost in what I found

The reasons blurred, the way unsure

 

I thought that I was living

Life the only way

But I saw that life was

More than day to day

I turned around

I read the writing on the wall

I ain't no nice guy after all

I ain't no nice guy after all

 

In all the years you spent

Between your birth and death

You find there's lots of times

When you should have saved your breath

It comes as quite a shock

When that trip leads to the fall

I ain't no nice guy after all

I ain't no nice guy after all

 

When I was young

I was the nicest guy I knew

I thought I was the chosen one

But time went by and

I found out a thing or two

My shine wore off as time wore on

 

I thought that I was living

Out the perfect life

But in the lonely hours

When the moon's the only light

I thought about the times

I turned my back and stalled

I ain't no nice guy after all

I ain't no nice guy after all

(RIP, Lemmy)

 

...

 

 

Lembrando Darwin, os mais aptos sobrevivem não por serem os mais fortes, ou os mais inteligentes, mas por serem os que mais facilmente se adaptam às mudanças ambientais do seu habitat.
Assim as espécies animais menos especializadas apresentam uma desvantagem competitiva, em habitats estáveis, quando competem com outras muito especializadas (ex: cavalo vs camelo, no deserto). Contudo se o ambiente sofrer alterações, repentinas e/ou drásticas, as espécies altamente especializadas, serão as mais vulneráveis a uma extinção, ao contrário das outras, que não se tendo especializado (ex: omnívoras vs carnívoras estritas), excessivamente, apresentam maior flexibilidade de adaptação, de resposta, às novas pressões selectivas.

Penso que o ser humano, com o passar dos milénios, se tornou um animal muito especializado, levando essa especialização a uma perda de autonomia individual, acompanhada, simultaneamente, de uma crescente dependência das coisas que, criadas por ele, o substituem (especialização do saber vs interligação dos vários saberes; saber muito de pouco, e pouco de muito). Ironicamente o Homem tem, assim, desaprendido por ter aprendido, bem, a fazer as mais engenhosas máquinas . Um dia que as não possa fazer, ou que seja obrigado a adaptar-se a novas condições exteriores, dele não dependentes, fá-lo-á lentamente, na melhor das hipóteses. A questão não será, assim, tanto a sobrevivência da nossa espécie, mas o número dos que perecerão, inutilmente, em consequência dessa lentidão, dessa dificuldade de adaptação, típica, dos animais altamente especializados.

...

por-que-os-tigres-dente-de-sabre-foram-extintos-66

 

Os ecossistemas determinam a frequência, a predominância, das diferentes espécies animais. Mas também existe influência, sobre os ecossistemas, dessas mesmas espécies animais. Ou seja, há uma interdependência entre ambos. Embora reinante, num determinado ecossistema, o sucesso de uma espécie animal, sobre outras, pode submeter o habitat, onde vive, a uma pressão ecológica conducente à sua própria extinção. Ou dito de outra forma: A Perfeição de uma estratégia de sobrevivência pode levar à Extinção de todas as outras. Obviamente que isto é uma simplificação, mas serve para demonstrar que as preocupações ambientais humanas devem ter em conta a sobrevivência dos outros animais, os diferentes ecossistemas , porque destes depende a nossa existência. Há quem contradite esta científica evidência, jurando não ser o Homem deste mundo. 

...

shutterstock_1104878465-1.jpg

 

A nossa ideia de Perfeição, de Beleza, parece-me derivar, para além da harmonia da forma, da consciência da Transitoriedade (seja de quem, ou do que se experiencia) . Assim a Beleza não se desvanece no abismo do Tempo. É nele que ela nasce. Um passado que não passou, um instante que ficou. 

 

 

 

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