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B(V)logue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

B(V)logue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

18.09.19

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Vorph Valknut

And nothing is written in the book, reality is made by you

And every lie that you pursue, eventually turns true

And I was told that your eyes would shine a light up into space

And infinity would then consume this ordinary place

 

 

- Muitos vêm como principal vantagem em ter muito dinheiro a liberdade, o poder, que ele, supostamente, dá para fazerem isto, comprarem aquilo e outras merdas desse género... mas eu, eu (pausa, elevando o olhar, numa coisa rasteira), pelo meu lado, só vejo no dinheiro a Liberdade de a todos poder dizer que se fodam. Percebe-me? Fui claro, doutor?

- Penso que sim.

 

Ernesto Silva, 76 anos, Gondomar. (VIII, 2019)

 

 

18.09.19

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Vorph Valknut

 

 

Quantos mortos são necessários para fazer um que viva?
Quantos "nós", de dentro, matámos, para que o eu, de fora, vivesse?
Feito de fantasmas, o eu, deste instante, um eco de ego,
Pois não sou o que fui,
nem serei, o que sou.
Quem sou, já passou.

18.09.19

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Vorph Valknut

Head trash, mind stink
Don't think, burn now
Clean mind, kill time
Black cloud, burn now
Tight rope, neck choke
Take hope, burn now
Mind scan, flat land

 

O primeiro humano formulou, em primeiro lugar, o fim da sua vida, e só depois o fim do mundo. E rala-se com este, porque se importa com aquele. Houvesse fim do mundo, sem fim da vida, e não haveria grande estribilho, ou estrondo.

Os equilíbrios existem, resultando de velhos desequilíbrios. O que é "chato" é se como pagamento do novo desequilíbrio é-nos exigido um horizontal e permanente equilíbrio.

Essa visão, recente, da inevitabilidade da extinção de determinadas espécies animais, explicada pelas alterações climáticas,  e aceite, porque inserida, na fatalidade das normais dinâmicas ctónicas é estulta, pois recorrendo-me da mesma lógica, poderia aplicá-la a temas mais sérios, como a destruição, a doença, a morte e o sofrimento, velhos amigos da vida. A questão é, se o que existe, e existiu naturalmente, é justificação para que continue a existir (onde estaríamos, hoje, se nisso acreditássemos?). A questão é, também, se devemos avaliar o que é, ou não, moral, pelo crivo do que é, ou não, natural.

Perguntaram-me, certa vez, que  "sendo a moral uma construção exclusivamente humana, não seria inglório querer adicional moral à natureza?" Respondi que "a partir do momento em que fitámos a doença, em que decidimos que os fracos, os frágeis, deveriam viver e reproduzir-se, tornamos imoral, a indiferença natural.