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Blogue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

Blogue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

...

 

Receio ter sido incompreendido, por ao ter percebido , não ter, nunca, perdido a vontade de sorrir.

 

In your room

Where time stands still

Or moves at your will 

Will you let the morning come soon

Or will you leave me lying here

In your favourite darkness

Your favourite half-light

Your favourite consciousness

Your favourite slave In your room

Where souls disappear

Only you exist here

Will you lead me to your armchair

Or leave me lying here

Your favourite innocence

Your favourite prize

Your favourite smile

Your favourite slave

I'm hanging on your words

Living on your breath

Feeling with your skin

Will I always be here

In your room

Your burning eyes

Cause flames to arise

Will you let the fire die down soon

Or will I always be here

Your favourite passion

Your favourite game

Your favourite mirror

Your favourite slave

I'm hanging on your words

Living on your breath

Feeling with your skin

Will I always be here 

...

 

A pobreza, a miséria, na maioria das vezes não é uma opção pessoal. É-se para ela lançado, pela Escola que foi a nossa, pelo "Bairro" onde vivemos , pelos amigos que nos fizeram , pelo olhar que nunca vimos, pela cor em que nascemos, pelo apelido que temos. E por outras forças, alheias, que nos marcaram no fogo do crescimento (os anos de condicionamento psicológico) . Claro que há excepções mas, são isso mesmo, excepções. 

E finalmente sobra ainda aquela capacidade de formarmos uma carapaça, dura, aos riscos de fora. Essa carapaça que, felizmente, em dada altura da vida, não deixou entrar quase nada mas, que noutra, mais adiantada, continua, desgraçadamente, a fazer o mesmo. A não deixar que nada entre e a impedir que nada saia.

...

 

Quando penso sobre a libertação do Homem, do Trabalho, faço-o metaforicamente. Trabalhar é transformar, mas pensar, entender, é também transformar, o que existe dentro e o que existe fora. Por isso Pensar é Trabalhar.

Quando falo em usar a tecnologia para substituir o Homem, sigo o raciocínio inicial, aquando da invenção da primeira máquina a vapor. Tornar menos pesada a vida. Tornar menos presente a necessidade. Tornar o Homem mais Livre (da Necessidade) . É nisto que consiste a ciência. É nisso que ela se justifica.

Quando falo na substituição do Homem, pela máquina, vinco também a eficiência superior da máquina na execução de um trabalho e como isso se traduz numa poupança de recursos (materiais, intelectuais, espirituais) . Recursos que poderiam ser usados para outros fins, ou apenas não gastos.

Claro que as hierarquias nunca desaparecerão, apenas mudariam. Mas julgo que seria preferível ter como exemplo o pai, que usa o seu tempo com a família, do que aquele que, em nome da família, o gasta, e se agasta, longe dela.

Quanto aos interesses cósmicos, metafísicos, quanto às grandes questões da vida, desdenhadas por esta pragmática sociedade, habituada, ensinada sob o Altar do Trabalho, talvez se houvesse mais tempo, e menos preocupação com as coisas comezinhas da vida, houvesse mais atenção, na Escola, e nos pais, em formar Pensadores e não trabalhadores. Lembrando-me de Einstein, a Sabedoria é o que fica depois de esquecermos o aprendido na Escola.

Como pode haver Progresso, se as preocupações, de hoje, são as mesmas do que no passado? No fundo, apenas comer, quando não um esquecer.

...

 

Tenhamos cuidado com certos dizeres, ditos da sabedoria popular, porque muitas vezes, tais engenhosos saberes provêm de donos de Engenhos. Inventiva propaganda que pretende justificar, manter, convencer que o sistema social, político, económico, a distribuição do Poder, ou mesmo que a Injustiça, a todos visível, é justa, pois certa é a Ideologia, vigente, que não impede a cegueira da Justiça.
Limitando-me ao Trabalho, se quem trabalha for convencido que o Trabalho é um Valor, que vale por si, é meio caminho andado para deixarmos de ter pé, entre o que é digno trabalho, e o que é indigna exploração (o que se recebe, como pagamento do trabalho, vale menos que o sacralizado Trabalho).

"O trabalho enriquece, a preguiça empobrece"

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