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Blogue de Alterne

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Janeiro 28, 2019

Vorph Valknut

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O antigo socialismo caracterizava-se pelo Monopólio Estatal de todos os meios de produção. O Novo Capitalismo caracteriza-se pelo Monopólio Privado de todos os meios de produção
Num, como noutro, não há livre concorrência, ou liberdade de escolha. De ambos podemos esperar resultados iguais.

 

 

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Janeiro 28, 2019

Vorph Valknut

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O antigo socialismo caracterizava-se pelo Monopólio Estatal de todos os meios de produção. O Novo Capitalismo caracteriza-se pelo Monopólio Privado de todos os meios de produção
Num, como noutro, não há livre concorrência, ou liberdade de escolha. De ambos podemos esperar resultados iguais.

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Janeiro 28, 2019

Vorph Valknut

 

O antigo socialismo caracterizava-se pelo Monopólio Estatal de todos os meios de produção. O Novo Capitalismo caracteriza-se pelo Monopólio Privado de todos os meios de produção

Num, como noutro, não há livre concorrência, ou liberdade de escolha. De ambos podemos esperar resultados iguais.

 

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Janeiro 27, 2019

Vorph Valknut

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Aquando da sedentarização das comunidades humanas (15.000 AC), após a domesticação das sementes e dos animais, era comum a derrota "militar" de uma comunidade (de agricultores), por outra (nómadas), não ser acompanhada pela ocupação do território, em virtude, precisamente, do nomadismo da vencedora. A luta tinha como objectivo imediato o saque de "bens mobiliários" (ex: riquezas, alimento, mulheres, crianças, etc).
Mais tarde, quando as "tribos guerreiras" nómadas, perceberam as vantagens da sedentarização (acumulação de alimento, sem necessidade de uma "eterna" deambulação) passaram a ocupar permanentemente o território da comunidade vencida, tornando-se, "obrigatória", a criação de uma Ideologia legitimadora desse novo status quo. Esta nova ideologia de Dominância visaria, quer a continuação do privilégio, o tributo pago à minoria guerreira a expensas da colectividade derrotada, quer a criação e manutenção de uma concórdia, de forma a evitarem-se as crises, económicas e sociais, que fizessem perigar o dito privilégio. Coube, assim, aos "novos" Senhores (hoje, CEO´s), auxiliados pelos "antigos" (os políticos, de hoje, "convencidos" pela atribuição de lugares nas hierarquias de Poder), a elaboração de Novos Mitos Fundadores que dessem peso moral, religioso (mais tarde legal), ou seja, que dessem legitimidade ao roubo.
Esta é uma das origens aventadas para o Estado e para a Ideologia de Estado. Os ideólogos encarregues de convencer a comunidade dos "comuns", das virtudes desta nova Estrutura de Poder, foram os Sacerdotes (hoje designados, Economistas), excelsos criadores de mitos e ritos em nome do Altíssimo (outrora ungiam-se os reis em óleos sagrados, hoje empossam-se governos e presidentes, já não com óleos, mas através de ritos com reminiscências sagradas).
Posteriormente, com a perda de poder desses "advogados de deus", contaram-se outras estórias, inventaram-se novos ritos, com propósito semelhante. Uma das estórias mais vezes contada é aquela que nos diz que o Estado protege/favorece o Bem Comum. Contudo, se analisarmos de perto tão altruística promessa veremos derivar, esta, secundariamente, de uma outra que garante, a uns poucos, Bens verdadeiramente Incomuns.
Outro admirável novo mito foi a invenção do Contrato Social, contrato, este, que nunca ninguém viu, ou leu, mas que nos dizem, esses "homens grávidos de leis", ter sido assinado por cada um de nós. (alguém, alguma vez, nos perguntou que Estado queríamos ter?)
Olhando para a História constatamos que também a estória do Estado se repete, em circulo. Num circulo onde cabem ciclos virtuosos, mas também outros viciosos, contando-se nestes, aquele que o Estado usa para se fortalecer, através do enfraquecimento dos cidadãos que jura representar.

Concluo, dizendo, que o Poder do Estado (ou de uma Corporação/Empresa; A Corporação como um novo Estado, poderá ser motivo para um futuro postal) fortalece-se e continuará sempre a fazê-lo, pelo enfraquecimento do Poder Social, pelo empobrecimento da Sociedade.

Recordando Toqueville:

Existem algumas nações europeias cujos habitantes são indiferentes ao destino do sitio onde vivem. Qualquer grande transformação nele ocorrido, não é nunca da sua responsabilidade. Muitos nem se dão conta das mudanças. Suspeitam delas, ouvem dizer, mas não se ralam. Não ligam ao governo da sua cidade. Dizem e pensam que são coisas que não lhes cabe decidir, ou sequer nelas pensar. Dizem que cabe ao Estado, esse grande e abstracto "ser". Pensam no Estado como o seu Senhorio. Estão de tal modo divorciados dos seus interesses, que mesmo quando confrontados com alguma decisão nefasta para eles, ou diante de algum perigo, preferem cruzar os braços e esperar pelo socorro do Estado. Abdicam assim da sua Liberdade, não abdicando, ironicamente, do desprazer de serem mandados pelo Estado. Mal vêem os seus problemas resolvidos pelo Estado, rapidamente se rebelam contra os seus "abusos", ou a injustiça da sua Justiça. Quando um país chega a este estado de coisas, deve urgentemente mudar de regime, de leis, pois deixou de existir Virtude Pública. Sociedade. O Cidadão desapareceu, tendo ficado no seu lugar um "*gajo(a)".

*sujeito, no texto original.

― Alexis de Tocqueville, Democracia na América

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Janeiro 22, 2019

Vorph Valknut

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Escolhi uma abordagem, que julgo diferente, embora, de certeza, não original, para falar do Estado. E esta passará por comparar o nascimento e vida do Estado, com o nascimento e vida dos Organismos multicelulares, ou seja seres vivos formados por vários tipos de células, dotadas de diferentes funções. No final falarei das fragilidades desta forma de Organização.

 

 

No inicio a " Terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus movia-se sobre a face das águas; Génesis,1" surgindo, nas "águas", as primeiras estruturas auto-organizadas conhecidas como moléculas. Mais tarde estas ganharam a capacidade de se associarem em super-estruturas, formando as primeiras células, constituídas por partes/organelos com diferentes funções  - ex: umas especializadas em captar alimento/produzir energia (mitocôndrias), outras em gerarem cópias de si (ex: proto-DNA). E por obra do acaso e da necessidade as que se associaram, em organismos multicelulares, há 3 biliões de anos, ganharam vantagem sobre as outras, que sozinhas permaneceram (organismos unicelulares). Pela lei da evolução de Darwin, aqueles sistemas de células mais complexos (sociedades de células), prevaleceram sobre outras formas existenciais, pois o beneficio global ganho era maior que os ganhos dos seus concorrentes, mais simples. Num instante, tendo em consideração a idade do planeta (4,5 biliões de anos), surgiram há 2,5 milhões de anos, os primeiros hominídeos (género Homo),  Organismos Altamente Complexos,  destacando-se, nestes,  a singularidade do seu Cérebro - um Centro de Comando altamente desenvolvido, que nos faz únicos entre os demais animais.

 

 

Assim é o Estado, uma criação intelectual humana, cujo molde cultural talvez tenha sido a Organização Administrativa/Política das primeiras Cidades (8000-10.000 anos, atrás). Os Estados têm com os Super-Organismos diversas semelhanças. Também neles existe Especialização das partes que o constituem - segurança»»sistema imunitário , comunicação »» sinais neuro-endócrinos. Contudo para que seja possível um trabalho simbiótico, entre as suas diversas partes, é necessário que exista um Aparelho de Comando, que dite as ordens, esboce as regras, através das quais as vontades das partes se subordinem à vontade do Todo. A este Aparelho de Comando, deu-se o nome de Estado. Recorrendo à analogia do aparecimento da vida complexa e, novamente, ao Evolucionismo, inferimos que qualquer forma de organização complexa tem vantagem sobre as mais simples, sobretudo, em virtude da sua melhor capacidade adaptativa às mudanças, no ambiente/exterior onde se insere.  Aliás, existe uma "Escola de Pensamento", na Biologia Evolutiva , que advoga o "gosto da vida" pela complexidade, defendendo que quaisquer que sejam as futuras formas de vida elas serão sempre mais complexas , como se houvesse uma lei natural favorecedora da Complexidade. Mas também os sociólogos, os politólogos e os filósofos defendem que as Estruturas de Poder/de Organização Social obedecem à mesma Lei da Complexidade, dando, a titulo de exemplo, os Organismos Multinacionais/Transnacionais (U.E. OMC, NATO, U.N,e tc), que evoluindo dos Poderes Locais Nacionais, os suplantaram (suplantarão?). Segundo, estes, ao futuro pertence um Governo Mundial.

 

 

Bom, é altura de destacar os problemas do Estado e de todas as Estruturas que chamam a si a coordenação de outras. Idealmente um Centro de Comando deve deixar que as partes, a si, subordinadas, tenham alguma liberdade de actuação/individual, pois a sobrevivência de uma Estrutura depende da flexibilidade da sua Cadeia de Comando/Hierarquia. Estados/Organismos demasiadamente centralizados (pouco flexíveis, portanto), com cadeias de comando rígidas (burocráticas/excessiva especialização), apresentam claras desvantagens competitivas perante outros mais "liberais" (ex: Autoritarismo vs Liberalismo; Organismos pouco especializados  - ex: omnívoros  -  vs Organismos muito especializados - ex: carnívoros estritos).Torna-se, assim, fundamental para o bom funcionamento estrutural, a existência de um equilíbrio entre a liberdade individual das partes, constitutivas do Todo, e o Centro de Comando/Estado, que as coordena/submete.

Depois é necessário mitigar, ainda, o "desejo", inato, de liberdade das partes/individuo, reactivo às imposições ditadas pelo Centro de Comando, expresso nessa vontade de fugir de qualquer hierarquia imposta/arbitrária, orgânica, ou social,  o que de certa forma se relaciona com o acima, já, abordado. Mais especificamente, falo do conflito existente entre Ordem e Liberdade. A uma Ordem estrutural crescente estará associada, sempre, uma diminuição da Liberdade de cada uma das suas partes, aumentando o risco de desordem, de desestruturação do Estado/Organismo, através de rebeliões, ou doença (a doença, como o cancro, pode ser interpretada, em termos darwinistas, como a rebelião de um conjunto de células, individuais, contra um organismo "totalitário").

 

 

Falarei, finalmente, doutra propriedade, intrínseca à vida, mas também de quaisquer "seres" intelectuais, produzidos pela mente, como as ideias/memes. Ou seja, da Vontade, inexorável, de Perdurar. Vemos, isso, na Ciência em que as novas verdades, representadas por novas formas de pensar, demoram décadas a substituírem as antigas, tidas outrora como imutáveis (ex: Geocentrismo). Vemos, isso, também, em todas as forma de vida, que ao detectarem um estímulo nocivo, dele se afastam. E vemos, finalmente, essa característica, nas ideias políticas/económicas, que perante a ameaça de serem destronadas por outras mais adequadas ao Real, as tentam eliminar, nem que para isso adequem o real à ideologia por elas professada. Assim percebemos como se tornam difíceis as reformas mentais, antecessoras de qualquer reforma ideológica, política ou não. Pois tal como sucede com a bactéria, com o ser humano, ou com o "bicho" Estado, também as ideias anseiam pela sua existência, possuindo quem por elas viveu e possuindo aqueles que lhes deram, um dia, existência ("possuímos as ideias que nos possuem"; Edgar Morin). Paradoxalmente, desta vontade férrea de existir surge a maior ameaça àquele, ou àquilo, que pretende, a todo o custo, continuar a "viver como habitualmente".

 

 

Concluo, inspirado pela citação de um famoso estadista, da nossa praça:

 

" A Realidade acaba sempre por tirar o tapete à ideologia"

 

 

Na política, como na vida, não existem fatalidades... bom, talvez haja, mas só no final.

 

(Texto publicado no blog Rasurando)

 

 

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