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Blogue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

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Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

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Hoje, por um motivo que não é para aqui chamado (vejam a tag, objectivo 2019 ), fiquei com uma sequidão daquelas. Ao encontrar uma fonte de água, ou seja uma torneira, libei sofregamente o seu translúcido néctar num estremecimento primo de prazer. Nem vinho, ou bebida tropical me deram tão singular gáudio.

 

Posteriormente, já saciado, pensei que o prazer associado à satisfação de uma necessidade depende, quer da sua intrínseca e objectiva importância (ex: casa que serve de abrigo),  mas sobretudo do significado subjectivo, a ela, atribuído (ex: moradia vs apartamento).

 

Exceptuando o prazer resultante da satisfação das necessidades objectivas e fundamentais ao corpo, o prazer sobressalente é artificial..Este deriva de uma construção artística de necessidades, criadas pela máquina publicitária. O objectivo da moderna publicidade não é a satisfação das necessidades humanas, mas sim a criação de necessidades. Sendo a imaginação infinita, infinita será a nossa necessidade de satisfação.

 

Talvez por isso goste, e sempre tenha gostado, do Campo. Só fora da cidade, descubro o que não me faz falta.

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Consituição da República Portuguesa

 

No que toca à liberdade religiosa, releva a separação das igrejas e de outras comunidades religiosas do Estado, bem como a sua liberdade de organização (n.º 4 do artigo 41.º da Constituição). Neste sentido, a Lei n.º 16/2001, de 22 de junho (com a última alteração introduzida pela Lei n.º 66-B/2012, de 31 de dezembro), garante o princípio da não confessionalidade do Estado (artigo 4.º), que se manifesta, nomeadamente, em o Estado não adotar qualquer religião, nem dever pronunciar-se sobre questões religiosas (n.º 1), não incluir aspetos confessionais no protocolo de Estado e em atos oficiais (n.º 2), não programar a educação e a cultura segundo diretrizes religiosas (n.º 3) e garantir que o ensino público não seja confessional (n.º 4).

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Características do Populismo:


1- Líder carismático e mediático;
2- Necessidade de conquistar a confiança das grandes massas;
3- Diálogo simples, directo, emotivo e por isso popular entre o governante e o povo; 
4- "Omnipresença" nos meios de comunicação social (rádios, jornais, revistas, emissoras de televisão, redes sociais e etc), ou por permanentes deslocações ("presidências abertas") pelo país - com vista à satisfação dos pontos 1 e 2.
5- No Populismo de Direita existe ainda uma vincada vertente moral, assente nos valores consagrados pela santa igreja romana.

 

Marcelo Rebelo de Sousa, é o primeiro Presidente populista após Sidónio Pais. O Populismo de Marcelo, embora, inócuo (até hoje) de um ponto de vista ideológico, não o é do ponto de vista simbólico, por dois motivos:

O primeiro, porque sendo o "presidente de todos os portugueses", o actual Presidente ao relacionar-se submissa e devotamente com algumas instituições religiosas (Igreja Católica), através das suas figuras de Poder (Papa), contraria a Constituição Portuguesa, à qual prometeu obediência e cumprimento (artigo 4º). Ora sendo Portugal um Estado não confessional, e sendo o Presidente, Chefe do Estado, são despropositados, ilegítimos, os seus comportamentos piedosos, minoradores, no plano real e simbólico, da Constituição e do próprio Estado. Antes de ser homem, Marcelo é  Presidente, sendo por essa razão que lhe estão consagrados poderes únicos (ex: declarar a guerra).

 

O segundo motivo relaciona-se com o perigo contido nesta forma de fazer política. Uma política que usa emoções,  "afectos", na condução do seu magistério. Cria-se, assim, um zeitgeist, um clima cultural e ideológico que aceita, com normalidade, esta forma de governo (no sentido de condução política). Uma forma de condução política que poderá ser aproveitada, por lideres vindouros, ou inclusivamente pelos actuais, com uma maior toxicidade social e ideológica, dependendo das emoções manipuladas. 

O perigo das emoções, na política, relaciona-se com a sua ambiguidade moral. Como bem recordava um reconhecido neurocientista, o valor moral das emoções é impreciso, dependendo, aquele, do seu contexto (ex: matar é imoral, excepto o "inimigo"). E é precisamente pela manipulação da percepção do real, arte dos demagogos/populistas, que se alteram, falsamente, os contextos e, com isso, a moralidade de cada uma das emoções e das politicas delas dependentes.

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Aqui ficam os vários "sons" emitidos pelos diversos corpos celestes do nosso sistema solar, captados por sondas da NASA. Os "sons" são traduções sonoras dos campos eletromagnéticos planetários e estelares.

 

(Saturno é assustador☺!)

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