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B(V)logue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

B(V)logue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

08.01.19

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Vorph "Girevoy" Valknut

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"Os Cantos de Maldoror é uma obra de poesia em prosa, composta de seis partes ("cantos"), escrita entre 1868 e 1869 pelo Conde de Lautréamont (pseudónimo de Isidore Ducasss, poeta francês de origem uruguaia) e publicada em 1869. É considerada uma das obras seminais da literatura fantástica, ainda que o seu universo estranho e mórbido seja de difícil classificação. O poema está dividido em sessenta secções de extensão irregular, designadas pelo autor como estrofes, distribuídas por seis cantos. O poema descreve cenas brutais, por vezes de violência extrema, em que os principais temas são a crueldade, a maldade, a covardia e a estupidez humana.

Ao longo da narração das cenas horríveis que são descritas, o narrador vai antecipando questões, dirigindo-se explicitamente ao leitor (que aqui aparece mais ou menos identificado como sendo os destinatários do poema – ainda que por vezes se dirija especificamente a um leitor singular), explicando o que é dito, de forma algo paralela às observações feitas por Virgílio e Dante, ao longo da Divina Comédia, ainda que neste caso, o narrador tenha mais tendência a lembrar o leitor de que tais situações são fictícias, enquanto que Virgílio parecia, com a sua autoridade clássica, legitimar as ocorrências descritas por Dante. Ao longo do poema nota-se, aliás, como este narrador se vai distanciando daquilo que é contado, o que pode ser interpretado como uma evolução do próprio autor enquanto escritor. O poema está repleto de passagens que são frequentemente criticadas, como sendo absurdas ou de gosto duvidoso, além de partes que terão sido plagiadas de livros científicos.

O livro foi traduzido em Portugal por Pedro Tamen e editado pelas editoras Momo, Antígona, Quasi, Fenda e Moraes. Uma das duas ilustrações portuguesas do texto publicada foi efectuada por Luís Alves da Costa, em 1987, e editada pela Fundação Calouste Gulbenkian em 1992. A outra foi por Ricardo Castro, para a editora Momo, em 2015.

A banda portuguesa Mão Morta trabalhou em temas e encenação com a temática dos Cantos de Maldoror."

 

https://www.publico.pt/2004/08/21/jornal/os-cantos-de-maldoror-de-lautreamont-cantico-do-mal-192191

 

08.01.19

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Vorph "Girevoy" Valknut

 

A melhor vacina contra a extrema direita é dando-lhe palco e não ilegalizando-a, politicamente, ou negando-lhe o acesso ao espaço público. Os chavões emocionais, gizados a bota Dr. Martens, são facilmente ridicularizados através de uma modesta argumentação, alicerçada em básicos conhecimentos históricos e políticos. Acredito, aliás, que muita dessa "tropa de protecção" nunca tenha lido, ou se lido, percebido, um livro sobre o Nacional Socialismo, ou outros versando outro assunto qualquer. Por exemplo, é ridículo haver "nazis" que professem a necessidade, para Portugal, de um "novo" Salazar , quando Salazar se opunha ideologicamente às políticas raciais do cabo austríaco, embora, por inacção, delas tenha sido cúmplice desmotivado.

 

"Portugal não se fez ou unificou nos tempos modernos nem tomou a sua forma com o ideal pagão e anti-humano de deificar uma raça ou um império". 

 

POLÍTICA ULTRAMARINA (02)

(O espírito da Revolução» — Discurso na visita oficial ao Porto, em 28 de Abril — «Discursos», Vol. I, págs. 324-326) – 1934; António Oliveira Salazar.