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B(V)logue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

B(V)logue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

30.12.18

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Vorph "ги́ря" Valknut

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"Os melhores, de nós, são fracos em convicções. Os piores, uns apaixonados, atestados em intensas paixões". 

 

William Butler Yeats.

30.12.18

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Vorph "ги́ря" Valknut

 

No Passado, os Nobres tinham o Poder de administrar a Justiça nos seus Domínios, excepto quando o crime implicava, como castigo, a morte. Aí cabia ao Rei, pois não há maior Poder do que aquele que permite dispor da vida, dar morte a alguém. Nem mesmo a Santa Inquisição tinha o Poder para sentenciar à morte. Necessitava da aprovação Real.

É interessante compreender, a esta luz, o papel das Indulgências Presidenciais, que chegam, por esta altura do ano (Natal). Sendo o nosso Estado, um Estado de Direito (separação do Poder Judicial, do Poder Político), como podem os políticos, nas figuras do Presidente e da Ministra da Justiça, promulgarem perdões, indultos penais?

Reminiscências Monárquicas. Afinal, é isso, que um Presidente é. Uma modernidade antiga. Um Rei, disfarçado

 

30.12.18

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Vorph "ги́ря" Valknut

 

Nasceu mais um negócio à conta da poluição sonora: o Silêncio puro engarrafado. A ideia não é original, mas começa agora a ser, de facto, um negócio, com várias empresas a competir entre si e a facturar. A Vitality Silence, que leva à China, o Silêncio de Marte, nasceu quase como brincadeira e agora já se está a expandir para a Índia.
"O ruído é a nossa melhor publicidade", diz Chop Sói Tang, representante da marca na China citado pelo site Son. "O nosso site chinês está sempre a ir abaixo. Estamos a receber encomendas de todo o país, não só das cidades mais ricas. Quando o silêncio está mau, nós temos picos de vendas", acrescenta.

Sinais da Modernidade.

30.12.18

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Vorph "ги́ря" Valknut

 

O Silêncio, está extinto!  Esta é a conclusão de um estudo conduzido por William Stoner e publicado no início do mês na revista Human Silence. Segundo ele, já não há nenhum local no planeta onde se possa ouvir o silêncio em estado selvagem. Neste caso, a culpa é da desflorestação, consequência do inevitável e inesgotável Progresso Civilizacional, que lhe destruiu o habitat e o condenou à extinção.
Fica, aqui, uma das suas últimas e raras aparições.