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B(V)logue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

B(V)logue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

16.12.18

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Vorph "ги́ря" Valknut

Música - Blind; Letra - Michael Gira; Grupo - Swans

(Letra inspirada pelas experiências pessoais e familiares de Michael Gira)

 

Now some of us are weak
And some endure
And some people live their life
In violence that’s pure and clean
But I saw a man cry once
Down on his knees
In the corner of a darkened cell
And his pain meant nothing to me

But I was younger then
And young men never die
When I walked out in the sun
I was strong, clear-minded and blind

I don’t say a prayer for anyone
It doesn’t do any good
Please don’t ask me questions
They’d just be misunderstood
And if you could step inside me
You'd feel what hatred brings
And if you saw with my eyes
You'd see what self-deception means

I was younger once
And I created a lie
And though my body was strong
I was self-deluded, confident and blind

Now show some pity
For weak of will
Because when we’re drinking
We can never be filled
Show some understanding
For the lonely fool
Because when I’m drinking
I’m out of control

I was never young
Nothing has transpired
But when I look in the mirror
I feel dead, I feel cold, I am blind

I am blind, mmm
I am blind, mmm
I am blind, mmm

16.12.18

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Vorph "ги́ря" Valknut

Sobre a importância do Pensar. Da Filosofia - Pt2


20 de Fevereiro de 2017
Dedicado ao G., à M. e à Cl, por causa da nossa conversa ao jantar? Ou foi durante o almoço?

 

A valoração (boa/má; útil/inútil) de uma coisa é em menor, ou maior grau, dependente quer da existência do seu contrário, quer da quantidade existente daquela (lei dos mercados).
Imaginemos um mundo sem noite. Sem escuridão. A luz e o dia existiriam, contudo a importância que lhe daríamos seria diferente, quero crer, daquela que neste nosso mundo damos à luz/dia. Imaginemos um mundo onde não houvesse inimizade. Quero crer que o valor que atribuiríamos à amizade, nesse mundo imaginado, seria bem diferente daquele que atribuímos à amizade neste nosso mundo. E assim com a doença/saúde. E assim com o amor. Se não houvesse desamor o que sentiríamos quando encontrássemos o nosso amor? E assim com a própria vida. Se fôssemos eternos a vida teria algum valor?

Desta forma os mundos melhores que por vezes imaginamos são alicerçados sempre no valor que atribuímos às coisas existentes neste nosso mundo. O paradoxal é que se vivêssemos nesse tal mundo perfeito, imaginado, essas mesmas qualidades, definidoras dessa perfeição, teriam um valor diferente/menor do atribuído quando, a partir do nosso mundo real, o imaginámos.

Resultando daqui, que vivendo nesse mundo perfeito acharíamos, com o passar do tempo, também a imperfeição/insatisfação (o mais pequeno bem desse mundo perfeito, transformar-se-ia no seu novo mal).

A única saída deste paradoxo lógico, é que vivendo nesse mundo perfeito conservássemos a memória do mundo em que hoje vivemos. Contudo seguindo esta linha argumentativa e não existindo outros mundos conhecidos, seria mais lógico, aos cépticos, começarem por perguntarem:

- Porque não é o Mundo pior, do que é?

Em vez de:

- Porque o Mundo é mau? (mas mau comparado com que mundo?)

(cont)

 

16.12.18

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Vorph "ги́ря" Valknut

Sobre a importância do Pensar. Da Filosofia - Pt1

 

20 de Fevereiro de 2017

Dedicado ao G., à M. e à Cl, por causa da nossa conversa ao jantar? Ou foi durante o almoço?


Leis Naturais-
São regras universais, não sujeitas ao arbítrio pessoal (ao capricho da vontade de cada um; não dependentes do que cada um, num dado momento, considera melhor/útil). Contudo nas suas “ origens primeiras” as Leis podem, na aparência, ser obra do Acaso (sabe-se como uma substância reage com outra, mas não se consegue explicar o porquê – a ciência explica o "Como", nunca os "Porquês" – sabemos como nos queimamos, e a que temperatura (acima dos 44ºC), mas não sabemos porque o fogo nos tem de queimar, ou porque só acima de determinada temperatura o faz.
Esquematicamente:

Para as mesmas Causa(s)-----------Os mesmos Efeito(s).

Daqui, no plano pessoal/moral, surge a Responsabilidade (agindo assim, obterei aquilo)

Caso não existissem, as Leis, na sua estabilidade, não haveria mundo, mas sim mundos. Cada um, com as suas regras, ao gosto do que cada um gostasse mais, num dado momento. Um mundo novo por dia.

Uma coisa para existir, necessita de algo que a defina (propriedades físicas, regidas por Leis Naturais), durante um intervalo de tempo considerado.
Eu para ser eu, devo ser amanhã, o que sou hoje (devo, para saber quem sou, reconhecer-me ao espelho – exterior e interior). E para que os outros saibam quem eu sou, devo em primeiro lugar saber quem sou (ex: ter memória de mim mesmo; “saber o meu nome”).

Da existência de Leis resulta a previsibilidade. E da previsibilidade, a possibilidade de Aprendizagem, da escolha mais acertada (uma determinada acção, tem uma determinada consequência)

Liberdade só existe se tivermos a possibilidade de escolher-
Só existe Liberdade se se poder escolher entre dois ou mais estados definidos e diferentes. Perante duas coisas iguais não temos o poder da escolha. Escolher implicará sempre a existência de contrários.
E para escolher “correctamente” é necessária a Aprendizagem.

E para haver aprendizagem é necessário haver ignorância.

(cont.)