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B(V)logue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

B(V)logue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

21.11.18

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Vorph Valknut

Marcel Proust inicia o seu livro, "Em Busca do Tempo Perdido", com o protagonista experienciando um intenso déjà vu, após provar um pequeno biscoito. Ao seu sabor, de forma surpreendente, associavam-se-lhe um conjunto de memórias, julgadas perdidas. Assim são algumas músicas. Sentires antigos.

21.11.18

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Vorph Valknut

 

"As decisões mais impopulares que tomei, costumaram ser as melhores"

 

Bunbury canta o que pensa e por isso, mais que músicas, ele compõe pensamentos. Foi, e é, sobretudo isso, que me fascina em grupos como os Heroes del Silencio. A inquietante verdade pressentida da sua música. Ela não nos alheia, pelo batuque tribal, mas acorda-nos do nosso marasmo individual. No fundo, música de intervenção, que abala fundações e descura fachadas.

 

 

"Nunca foi tão breve uma despedida
Nunca cri que fosse definitiva
Nunca quis tanto a alguém na minha vida
Nunca a um estranho chamei família
Nunca tive fé na minha filosofia
Nunca tive  guru ou guia
Nunca desprezei uma causa perdida
Nunca neguei que são as minhas favoritas

Nunca suportei ser uma alma invadida
Até que à minha frente vi alguém por quem morreria"

 

21.11.18

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Vorph Valknut

"Sei que sempre fui assim. Nunca tive remédio e nunca o quis ter."

 

Na infância não tive um corvo, nem um gato preto. Tive os Heroes del Silencio. Companheiros de caminhadas e exorcismos. Talvez o "meu" primeiro grupo. Pela música soberba, em letras geniais. 

Hoje, como ontem, chove. Sairei com a mesma sweatshirt, de então. Enfiarei-me-ei num gorro e ao som dos meus Heroes aquecer-me-ei num fora do Tempo. Pois como há Músicas de Câmara, há outras de Inverno .

Obrigado, Enrique Bunbury!

 

 

PS: Talvez faça mais uns postais sobre este grande grupo.

 

 

"No hace mucho que leí tu carta, y, sin fuerzas para contestar, mil pedazos al viento nos separan. pondré casa en un país lejano para olvidar este miedo hacia ti, este miedo hacia ti. Y no hace mucho que rompí tu recuerdo pensando acabar de una vez. pero el tiempo y la distancia no son todo para mí siempre hay algo que me hace volver. Siempre he escuchado, y ya no te creo ¿por qué no te entiendo? ¿por qué estás tan lejos? siempre he escuchado, y ya no te creo ¿por qué no te entiendo? ¿por qué estás tan lejos? Sé que siempre he sido así y que no tengo remedio, ni lo quiero tener. pero ni el miedo ni tu cartas lo son todo para mí quizás otra vez te echaré la culpa a ti. Siempre he escuchado, y ya no te creo ¿por qué no te entiendo? ¿por qué estás tan lejos? siempre he escuchado, y ya no te creo ¿por qué no te entiendo? ¿por qué estás tan lejos?"