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B(V)logue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

B(V)logue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

17.11.18

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Vorph "ги́ря" Valknut

"Let me put it this way: Who wants to destroy the Jews? Who wants to grind their bones into the dust? And who wants to see them rise again? Wealthier, more successful, powerful, cultured, more intelligent than ever? Then you know what we have to do? We have to love 'em. What? Did he say ''Love the Jews''? It's strange, I know. But with these people, nothing is simple. The Jew says all he wants is to be left alone to study his Torah... do a little business... fornicate with his oversexed wife,but it's not true. He wants to be hated. He longs for our scorn. He clings to it, as if it were the very core of his being. If Hitler had not existed, the Jews would've invented him. For without such hatred, the so-called Chosen People would vanish from the earth. And this reveals a terrible truth and the crux of our problem as Nazis. The worse the Jews are treated, the stronger they become. Egyptian slavery made them a nation. The pogroms hardened them. Auschwitz gave birth to the state of Israel. Suffering, it seems, is the very crucible of their genius. So, if the Jews are,as one of their own has said... a people who will not take ''yes'' for an answer... let us say ''yes'' to them. They thrive on opposition. Let us cease to oppose them. The only way to annihilate this insidious people once and for all... is to open our arms, invite them into our homes... and embrace them. Only then will they vanish into assimilation, normality and love. But we cannot pretend. The Jew is nothing if not clever. He will see through hypocrisy and condescension. To destroy him, we must love him sincerely. If the Jews are strengthened by hate, wouldn't this... destruction that you speak of, whether it's by love or any other means... wouldn't that make them more powerful than they are already? Yes. lnfinitely more. They would become as God. It's the Jews' destiny to be annihilated so they can be deified. Jesus understood this perfectly. And look what was accomplished there with the death of just one enlightened Jew. Imagine what would happen if we killed them all."

17.11.18

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Vorph "ги́ря" Valknut

"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!

17.11.18

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Vorph "ги́ря" Valknut

Experimentei hoje a Graça Divina. Não, não cruzei nenhuma Estrada, em Damasco, nem ouvi o arrulhar de um pombo.
Foi a minha torradeira, que num dos lados do meu pão desenhou, com o calor da Resistência, Jesus, Nosso Senhor.
Fiquei indeciso quanto ao lugar onde pôr a compota (texto inspirado, no tema, Fé)

 

 

"Tenho uma estátua fluorescente da virgem maria
que me dá confiança e brilha à noite.
tenho os joelhos magoados.
o calvário dos fiéis devia ser menos árduo.

tenho trezentos e sessenta e cinco santos numa
caixa calendário daquelas em que cada dia
tem um chocolate.

tenho um lencinho branco onde limpo as
lágrimas enquanto assisto a uma vigília via tv

tenho uma estátua fluorescente da virgem maria
que me dá confiança
e brilha à noite.
tenho os joelhos magoados.
o calvário dos fiéis devia ser menos árduo.

às vezes quando o vapor é muito,
tenho o salvador no espelho.

deito-me de consciência limpa,
não me esqueci das velinhas, nem de
deixar a moedinha na caixa

dormirei o sono dos justos e talvez não acorde
quando o galo da minha vizinha cantar três
vezes e o meu senhorio o tentar apedrejar.
sinto-me bem e deus queira que consiga não
me masturbar.

tenho uma estátua fluorescente da virgem maria
que me dá confiança
e brilha à noite.
tenho os joelhos magoados.
o calvário dos fiéis
devia ser menos árduo.

tenho uma estátua fluorescente da virgem maria
que me dá confiança
e brilha à noite.
tenho os joelhos magoados.
o calvário dos fiéis
devia ser menos árduo."

17.11.18

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Vorph "ги́ря" Valknut

Now don't you go through life worrying about whether somebody like you or not! You best be makin' sure that they're doin' right by you!

17.11.18

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Vorph "ги́ря" Valknut

Directamente, de um beco sem saída, entrevistamos uma alma penada, que decidiu dar a cara:
Entrevistador - Então diga-me, o que faz, por aqui, nesta noite chuvosa, de mãos nos bolsos? Abstrai-se da sua pena, infligindo uma outra maior?
Alma Penada - Oh, não, não sinto necessidade de auto-comiseração. A tortura nunca me pareceu castigo eficiente. Apenas aproveito o mau estado do tempo para disfarçar o meu. Mas já vi que fui descoberto - aqui a Alma Penada, sorriu, pianíssimo.
Entrevistador: Como?
Alma Penada: Bom, estou aqui, consigo, não estou, falando?
Entrevistador: Sim, mas olhe que o disfarce é perfeito, devo dizê-lo. Em termos de tonalidade, a sua, não está pior do que a da tempestade. Bem, talvez tenha exagerado nas sombras que pôs sob os olhos. Demasiado carregada, porventura, deixando entrever o clarão do seu olhar.
Alma Penada: Confesso - sorri piano forte. Pensava que iria trovejar.

17.11.18

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Vorph "ги́ря" Valknut

 

 

I wonder how winter will be
With a spring that I shall never see
I wonder how night will be
With a day that I shall never see
I wonder how life will be
With a light I shall never see
I wonder how life will be
With a pain that lasts eternally

In every night there's a different black
In every night I wish that I was back
To the time when I rode
Through the forests of old

In every winter there's a different cold
In every winter I feel so old
So very old as the night
So very old as the dreadful cold

I wonder how life will be
With a death that I shall never see
I wonder why life must be
A life that lasts eternally
I wonder how life will be
With a death that I shall never see
I wonder why life must be
A life that lasts eternally

J.R.R. Tolkien