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B(V)logue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

B(V)logue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

14.01.19

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Vorph "ги́ря" Valknut

Vive-se, ou Sobrevive-se na "Cidade"? Eis a questão!

 

É-se mais no "Campo" e tem-se mais na "Cidade"?

 

Cada um que escolha conforme a prioridade da sua consciência, ou da sua carteira.

 

Para concluir, só um acrescento histórico. Segundo a Bíblia, a primeira Cidade teria sido fundada por Caim dando-lhe, este, o nome de Nod.

 

"Nas sociedades mais desenvolvidas os problemas relacionados com doença mental e perturbações psiquiátricas tornaram-se as principais causas de morbilidade e incapacidade, como mostram os estudos dos últimos 15 anos. Ainda que em todo o mundo as perturbações mentais sejam responsáveis por cerca de 31% dos anos vividos com incapacidade (DALYS), na Europa os valores atingem os 40%. Acresce que as previsões apontam para um aumento das perturbações mentais nos próximos anos. (Caldas de Almeida, 2007)

Em Portugal, o último estudo publicado aponta para uma prevalência total das perturbações mentais de 22,9% – maior taxa registada na UE – com destaque para as perturbações da ansiedade e depressivas (DGS, Carvalho, 2014).

A O.M.S. refere que a depressão tem vindo a aumentar e estima que continue a aumentar em prevalência, passando do terceiro diagnóstico mais frequente a nível Mundial em 2004 para o primeiro em 2030, seguida dos diagnósticos de doença isquémica coronária, acidentes rodoviários e doença pulmonar crónica obstrutiva (Christodoulou, 2012).

 

Na pós-modernidade, as relações sociais são muito precárias e realmente não é incentivado o verdadeiro “funcionamento social”. Antes imperam os relacionamentos virtuais ou muito superficiais.

Por outro lado, parece que temos de trabalhar de forma produtiva para nos ser dada a condição de saudáveis.

De facto, ao abordar os conceitos de saúde e de doença mental, é importante reflectir sobre o nosso entendimento sobre a própria condição antropológica do Homem e da sociedade, que envolve a cada momento crenças e valores não universais e não intemporais".

 

António Sampaio

Psiquiatra

 

8 comentários

  • Claro que sim...uma das causas relaciona-se com a solidão, e/ou a sensação de abandono, em virtude dos filhos terem partido para vencerem na vida. Outras, associadas, quem sabe, a uma deseducação promovida pela TV, que faz com que quem viva no campo deseje o mesmo (as boas emoções associadas à aquisição de "coisas", como mostradas, e manipuladas, pela publicidade; as tais necessidades inventadas, exploradas num postal que deixei já aqui ) daquele que vive na cidade…


    E depois há uma questão de "natureza" pessoal. Há quem goste mais da cidade do que do campo….
  • Sem imagem de perfil

    P. P.

    14.01.19

    E é o que acontece.
    Quando comecei a trabalhar, embora o meu meio oscile entre o rural e o citadino, dado viver entre Coimbra e Viseu, fui lecionar ciências naturais para Manteigas. Os meus pais recearam que não aguentasse. Admito nem ter pensado nisso. Queria dar aulas e mais nada. Ao deparar-me com a oportunidade de dar aulas de campo, como as que não tive, a liberdade, o som dos pássaros, da água do rio e da ribeira, toda a biodiversidade, evidências da história da terra…
    Com o tempo, cessou o lado citadino (que também é necessário). Ainda ontem falava com um antigo aluno a respeito de algo que lá fui encontrar: o valor da família. Aqui, já naqueles tempos, desta faziam parte alguns daqueles que desejavam o teu mal.
    Os alunos que referi no comentário anterior não têm televisão. Apenas tablet. Deitam-se cedo e a alimentação é regrada. São maus alunos? Bem pelo contrário!!!
  • P.P:
    Neste momento há estudos a decorrerem tendo como objectivo apurarem quais as alterações decorrentes do uso excessivo das novas tecnologias sobre o desenvolvimento cerebral/psíquico.


    Alguns dos primeiros resultados incluem:

    Amadurecimento precoce do córtex cerebral - o córtex é responsável, entre outras coisas, pela inteligência social e emocional (possivelmente relacionado com DDAH)

    Alterações nos sistema dopaminérgico - relacionado com a (in)capacidade de aguardar a concretização de algo desejado (possivelmente relacionado com a problemas de ansiedade; realização pessoal...)

    https://www.youtube.com/watch?v=WCT5JcCXMPw

  • Sem imagem de perfil

    P. P.

    14.01.19

    É uma realidade.
    A neurociência/neuropsicologia também aponta nesse sentido.
    Há que saber usar com peso e medida.

    Há pouco, nas notícias, ao ouvir falar de uma escola que proibiu o uso do tlm, ficando estes guardados desde o início do dia até ao fim pensei "Que seca! E fotografar ou escrever?" (nem me lembrei do FB). Depois, eis que surgiu a diretora a referir factos que vão ao encontro da escola que defendo: os alunos já conversam, já brincam, namoram, …
    Grande diretora pois ousou ir contra a vontade dos pais. Poucos o fazem.
    Como defendo o uso de tecnologias no ensino da matemática fiquei… "E as minhas aulas?" Infelizmente, nem todas as escolas estão dotadas de tablets. Se tenho algum problema em deixar o meu tlm com uma auxiliar, tal como os alunos: Não. Apenas peço que vá espreitando se tenho msg por ter mãe e avó doentes. De resto...
  • Conheço pais que limitam, aos filhos, o número de horas ao computador….mas depois deixam que os filhos levem o telemóvel para o quarto, quando se vão deitar...telemóvel - ---redes sociais----jogos…


    Parece que sim. Já ouvi que os jovens, de hoje, andam com menos vontade de namorar e ter experiências sexuais...brrrrrr...estamos a criar monstrinhos..
  • Sem imagem de perfil

    P. P.

    14.01.19

    Eu observo-os dos 6 aos 13.
    Interação só mesmo com o telemóvel.
    A confiança cega faz com que, debaixo dos lençóis estejam a jogar até tarde. De manhã, chegam exaustos à escola. Chamas o EE para alertá-lo para o facto. À tua frente (ao menos isso) diz que são os professores que implicam com o menino(a).
    Do outro lado, temos a pornografia vs realidade. Os jovens que começam muito cedo a vida sexual ou que, no 9.º ano e secundário fazem o que era suposto fazer na escola: espreitar os balneários.
  • Cá por casa, até prova em contrário, o Professor tem sempre razão (temos muitos professores na família)...mas conheço o tipo de pais, da criança mal educada, que põe no professor, ou nos outros a culpa da sua indisciplina/insucesso escolar...
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