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Blogue de Alterne

"Quem aqui entra dá-me uma enorme Honra. Quem não entra um enorme Prazer"

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Janeiro 09, 2019

unruly child

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Características do Populismo:


1- Líder carismático e mediático;
2- Necessidade de conquistar a confiança das grandes massas;
3- Diálogo simples, directo, emotivo e por isso popular entre o governante e o povo; 
4- "Omnipresença" nos meios de comunicação social (rádios, jornais, revistas, emissoras de televisão, redes sociais e etc), ou por permanentes deslocações ("presidências abertas") pelo país - com vista à satisfação dos pontos 1 e 2.
5- No Populismo de Direita existe ainda uma vincada vertente moral, assente nos valores consagrados pela santa igreja romana.

 

Marcelo Rebelo de Sousa, é o primeiro Presidente populista após Sidónio Pais. O Populismo de Marcelo, embora, inócuo (até hoje) de um ponto de vista ideológico, não o é do ponto de vista simbólico, por dois motivos:

O primeiro, porque sendo o "presidente de todos os portugueses", o actual Presidente ao relacionar-se submissa e devotamente com algumas instituições religiosas (Igreja Católica), através das suas figuras de Poder (Papa), contraria a Constituição Portuguesa, à qual prometeu obediência e cumprimento (artigo 4º). Ora sendo Portugal um Estado não confessional, e sendo o Presidente, Chefe do Estado, são despropositados, ilegítimos, os seus comportamentos piedosos, minoradores, no plano real e simbólico, da Constituição e do próprio Estado. Antes de ser homem, Marcelo é  Presidente, sendo por essa razão que lhe estão consagrados poderes únicos (ex: declarar a guerra).

 

O segundo motivo relaciona-se com o perigo contido nesta forma de fazer política. Uma política que usa emoções,  "afectos", na condução do seu magistério. Cria-se, assim, um zeitgeist, um clima cultural e ideológico que aceita, com normalidade, esta forma de governo (no sentido de condução política). Uma forma de condução política que poderá ser aproveitada, por lideres vindouros, ou inclusivamente pelos actuais, com uma maior toxicidade social e ideológica, dependendo das emoções manipuladas. 

O perigo das emoções, na política, relaciona-se com a sua ambiguidade moral. Como bem recordava um reconhecido neurocientista, o valor moral das emoções é impreciso, dependendo, aquele, do seu contexto (ex: matar é imoral, excepto o "inimigo"). E é precisamente pela manipulação da percepção do real, arte dos demagogos/populistas, que se alteram, falsamente, os contextos e, com isso, a moralidade de cada uma das emoções e das politicas delas dependentes.

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