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Blogue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

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Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

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"O senso comum é uma colecção de preconceitos adquiridos, por volta, dos 18 anos de idade."


Albert Einstein, (1879 - 1955)

 

Talvez, o mais persistente obstáculo ao desenvolvimento individual, seja a ideia de que para uma vida sábia, basta-nos seguir o senso comum. Mas o senso comum não é mais que um saber distraído  - pelo senso comum, o Sol girou, durante milénios, em torno da Terra, fez-se de azul, o mar,  e o Tempo, tomou-se como constante. Ao contrário da Sabedoria, o "saber" do senso comum é, um, de tipo violento, que reage pelos punhos à contrargumentação, pois desacreditar o "saber" popular é ofender a "tradição", é desonrar "o saber ancestral" ( o saber popular relaciona-se, muitas vezes, com valores identitários de grupo).
A "sabedoria" popular arrasta-se, como uma lesma, pela superfície das coisas. O "saber" popular é olho desarmado, ouvido destreinado. O "saber" popular toma, na maioria das vezes, a veracidade da mentira, como verdade, e a inverosimilhança da verdade, como mentira. E se há coisa que sabemos, sobre a verdade, é o seu gosto em disfarçar-se num hábito de mentira.


Recordando Montaigne:


"O presunto faz beber. Beber mata a sede. Portanto, o presunto mata a sede."

 

Eis, aqui, um belo dito popular.

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