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Blogue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

Blogue de Alterne

Gosto de, sob o Facho, usar a Foice mas, tenho, no Martelo, o meu maior prazer.

Playlist de "Quarentena" - 90´s

Sadist - Hell in Myself

Samael - Ceremony of Opposites

Cradle of Filth - Summer Dying Fast

Moonspell - Trebaruna

Crematory -Faces

Babylon Sad - Pictures of Paradise

Phlebotomized - Subtle Disbalanced Liquidity

Paradise Lost - Embers Fire

(A fallen time that's bygone
A crude elite that's from a distant zone
You turn a blind eye on what's "brave
You don't know if It's the truth you told

Anger looks on the quiet dreaming
Seals the sense incandescent ones

Hold back desire for danger
A bet you lose, you'll have no way to turn
I see the man who lives and breathes corruption
Into a circle that you call you own

Don't run away, from the pain,
A claim that you deal with
A power game, from within,
Impossible for you to see this

Laid down the laws of deceit
The ones who cherish are the ones who'll go
Into the ashes of a tortured world
Only in mind's eye can you see a light

Harmony break, dark awakes, in old eyes
The trouble, feel it
Here to stay, mark the way,
Improvise the judgment hearing

Anger looks on the quiet dreaming
Seals the scenes incandescent ones
All remains of the glowing embers
is a bleak cold irrelevance)

 

As leis económicas não são leis naturais. Porém, por ambas, morremos, indistintamente.

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As regras económicas são arbitrárias, criadas por nós, podendo ser recriadas a nosso "belo prazer". As naturais, não. Estas últimas são objectivas, não dependendo, o seu curso, da vontade do Homem. Assim é claramente mais fácil mudar as primeiras, basta, para tal, haver vontade. A economia, mais a ideia de Valor, não passa, na esmagadora maioria de casos, de símbolos, de simbologia (associamos a algo, sem importância real, vital, um valor imaginário - ex: Ouro, moeda). A natureza, não.

Contudo julgamos naturais as leis económicas, morrendo, idiotas, por ambas, vítimas, indistintas, de um Covid-19, real, existente, quer de um conceito "fabricado" pelas nossas "cabeças", como a inflação. 

Os equilíbrios existem em resultado de velhos desequilíbrios.

Poluicao-da-Agua1.png

O primeiro humano formulou, em primeiro lugar, o fim da sua vida e só depois o fim do mundo. E rala-se com este, porque se importa com aquele. Houvesse fim do mundo, sem fim da vida, e não haveria grande estrondo.

Os equilíbrios existem em resultado de velhos desequilíbrios. O que é "chato" é se como pagamento do novo desequilíbrio é-nos exigido um horizontal e permanente equilíbrio.

Essa visão do desaparecimento dos "ursos polares", explicada e aceite como uma fatalidade das dinâmicas ctónicas (do Progresso da História) é estulta pois, recorrendo-me da mesma lógica, poderia aplicá-la a temas mais sérios como a destruição, a doença, a morte e o sofrimento, velhos nossos conhecidos, inerentes à história da nossa vida. A questão é, se o que existe, e existiu naturalmente, é justificação para que continue a existir (onde estaríamos se nisso acreditassemos?). A questão é, também, se devemos avaliar o que é ou não moral pelo crivo do que é ou não natural.

Associar o fim da glaciação, na Europa, ao surgimento da nossa civilização, revela certa ignorância. A nossa teve berço em África, mais concretamente no Egipto (nesses tempos da Europa gelada, noutras paragens subia a erva e o Nilo e o disco solar), espalhando-se depois para a Grécia, ao mesmo tempo que noutras partes, outras culturas verdejavam (Índia e China). Ressalvo a Civilização do Indo de onde provêm a maioria dos idiomas falados na Europa - talvez só o basco não pertença à língua indo europeia.

Não poderemos defender as duas coisas? Tomar como fantástica a natureza, por desejarmos que fantástica seja a nossa vida (altruísmo egoísta, mas com efeitos globais positivos)?

Pois, claro, profetas do Apocalipse sempre existiram, tal como os Crentes que põem na Ciência ou na Natureza o que antigamente se punha num deus. O problema nasce quando os primeiros acertam. E problema maior é quando acertam num daqueles Cisnes Negros (ex: Covid-19).

Sobre a adaptação de Darwin, ela não é infinita, daí a extinção das espécies. Do ponto de vista da história da Terra, do Cosmos, o desaparecimento dos humanos é despiciente. Mas do meu ponto de vista, não há assunto que me diga mais. Afinal, sou humano, e nunca me deu para brincar aos deuses. Fui mais de polícias...e ladrões.

A questão não deverá ser evitar a inevitabilidade das mudanças climáticas mas, sim, a mitigação dos seus efeitos. E nesta entra também uma filosofia de vida, ocidental, desligada dos arredores (noutras paragens existem outras formas de pensar, que fazem da integração, preocupação prima), que tomou como sua algo de muito Maior. A Terra, a Vida, e a morte de outros, de todos.

Hoje esforçamo-nos para "não morrer". Amanhã faremos contas para viver.

Maurits-Cornelius-Escher-escadas-relativity-ilusao

Ontem, a descer a rua, um casal que discutia só ter dinheiro até terça feira. Do homem ouvi-lhe a possibilidade de ficarem sem contador da luz. Da mulher ouvi-lhe um sonoro, "Foda-se". Do outro, a subi - la, uma mulher carregada de compras, de máscara e luvas. O nada ao lado de tudo. 

Julgo que mais uma vez iremos ver as assimetrias sociais da crise económica consequente desta crise sanitária. Entre quem trabalha para o Estado e quem é do Privado.

Portugal para além de uma população muito envelhecida, tem um tecido empresarial muito frágil, porque constituído, em grande parte, por micro - pequenas - médias empresas, e sobre-endividado.

Onde irá buscar o Estado o dinheiro para um estado de emergência sem fim à vista? 

Comprem água, meus Senhores, e deixem o Papel.

bocage.jpg

José Maria Barbosa du Bocage

A Água

"Meus senhores eu sou a água
que lava a cara, que lava os olhos
que lava a rata e os entrefolhos
que lava a nabiça e os agriões
que lava a piça e os colhões
que lava as damas e o que está vago
pois lava as mamas e por onde cago.

Meus senhores aqui está a água
que rega a salsa e o rabanete
que lava a língua a quem faz minete
que lava o chibo mesmo da raspa
tira o cheiro a bacalhau rasca
que bebe o homem, que bebe o cão
que lava a cona e o berbigão.

Meus senhores aqui está a água
que lava os olhos e os grelinhos
que lava a cona e os paninhos
que lava o sangue das grandes lutas
que lava sérias e lava putas
apaga o lume e o borralho
e que lava as guelras ao caralho

Meus senhores aqui está a água
que rega rosas e manjericos
que lava o bidé, que lava penicos
tira mau cheiro das algibeiras
dá de beber às fressureiras
lava a tromba a qualquer fantoche e
lava a boca depois de um broche".

...

Clean
The cleanest I've been
An end to the tears
And the in-between years
And the troubles I've seen

Now that I'm clean
You know what I mean
I've broken my fall
Put an end to it all
I've changed my routine
Now I'm clean

I don't understand
What destiny's planned
I'm starting to grasp
What is in my own hands
I don't claim to know
Where my holiness goes
I just know that I like
What is starting to show

Sometimes

As years go by
All the feelings inside
Twist and they turn
As they ride with the tide
I don't advise
And I don't criticise
I just know what I like
With my own eyes

Sometimes...

Alice In Chains - Would?

Know me broken by my master
Teach thee on child of love hereafter

Into the flood again
Same old trip it was back then
So I made a big mistake
Try to see it once my way

Drifting body it's sole desertion
Flying not yet quite the notion

Into the flood again
Same old trip it was back then
So I made a big mistake
Try to see it once my way

Heróis da minha adolescência

Letra da música, genial, "Senda" , dos Heroes del Silencio:

He de encontrar

Una senda que me lleve a un lugar

Y no me siento capaz de iniciar

Nueva vida sin más

Quisiera emprender

La aventura que no me haga volver

Dejar de una vez

Lo que yo mismo no puedo entender

Por una vez

Lo que siempre soñé hacer,

Prometerme

Construir una senda

Por una vez

Lo que siempre soñé hacer,

Prometerme

Construir una senda

Que pueda recorrer

Detrás de un disfraz

Tartamundo ante la adversidad

Con un hilillo de voz

Se va la poca razón

Que nos permite tu escaso valor

Y he de cruzar

Dar el paso hacia una vida anterior

Si hay destellos de magia

Entre los besos de la traición

Por una vez

Lo que siempre soñé hacer,

Prometerme

Construir una senda

Por una vez

Lo que siempre soñé hacer,

Prometerme

Construir una senda que pueda recorrer

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